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Resenha: Gentle Giant - Gentle Giant (1970)

Por: Tiago Meneses

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O disco mais acessível, mas ainda assim, notável, inovador e original
4
26/04/2018

O álbum de estreia do Gentle Giant pode ser considerado no mínimo notável, original e certamente o mais acessível entre os produzidos na fase mais clássica da banda. O grupo pode ser considerado de natureza exploratória e com isso faz com que suas músicas tenham inúmeros componentes, tais como o jazz, rock, blues, música de vanguarda e linhas sinfônicas, sem jamais esquecer o uso de inúmeros instrumentos. Algo que a diferencia de outras bandas são os seus trabalhos vocais através dos irmãos Shulman, principalmente quando cantam juntos e criam paredes vocais que são soberbas. Apesar do álbum de estreia da banda ser menos aclamado que vários dos discos posteriores, considero este como algo que tem muito mais a oferecer do que as pessoas imaginam. 

“Giant” começa o disco como quem abre umas cortinas e dizem apenas, “entre no mundo emocionante e cativante do Gentle Giant é fique vontade”.  Começa com o volume baixo e suave, mas vai crescendo até que acontece uma explosão instrumental. Ela possui em sua parte central alguns arranjos sensacionais e um coro que dar arrepios. A voz do mestre Derek encaixa perfeitamente no clima da música que é bastante progressiva e sinfônica. Linda maneira de começar um disco. 

“Funny Ways” é uma música mais lenta, porém bastante agradável. As linhas vocais são arrepiantes e a instrumentação meio orquestral faz uma cama melódica belíssima. Aquele tipo de música que quando o ouvinte se deixa levar intensamente a experiência é como se estivesse caminhado por uma terra dos sonhos. 

“Alucard” possui um começo mais influenciado pelo hard rock através de uma ótima guitarra e um trompete excelente. Os vocais são um pouco perturbadores e talvez não agrade qualquer tipo de ouvido. Tem passagens instrumentais muito boas. 

Em "Isn't It Quiet And Cold” os vocais são bastante agradáveis e me faz pensar um pouco nos Beatles. Violino e violoncelo tem um papel importantíssimo para bom desenvolvimento da música. Não existe nada de espetacular nesta faixa, mas tudo funciona bem e não compromete o disco. 

“Nothing At All” é uma verdadeira obra-prima, o que de melhor o disco tem a oferecer, infelizmente parece ser uma faixa pouco valorizada dentro do catálogo de melhores criações da banda. Começa tranquilamente através de um dedilhado acústico e simples, porém belas linhas de baixo ao fundo, então os vocais adocicados começam a se unir a música e logo em seguida uma bateria sutil também abraça a canção. Certo momento a música ganha mais energia e após os vocais agora mais selvagens, Gary Green executa um excelente solo de guitarra influenciado pelo blues. No meio da música existe um solo de bateria que depois encaixa perfeitamente com uma bela parte de piano, onde ambos no fim acabam fazendo uma “batalha”, algo genial e que poucas vezes pode ser apreciado em um disco de estúdio. Chegada a parte final há uma repetição do momento tranquilo do começo fazendo a faixa chegar ao final de uma maneira perfeita. A banda não é de fazer canções muito longas, mas logo no seu primeiro disco deixou claro que é apenas uma opção, pois se quiserem. são excepcionais nessa arte.  

“Why Not”  mostra Gary Green dando o seu melhor na guitarra e sendo o maior motivo de todo o balanço da música. Então que a sonoridade mais rochosa é interrompida de repente por uma flauta medieval e vocal melancólico. Ouvindo uma música desta a única certeza que se pode ter é que a banda não havia ainda encontrado o seu estilo, mas isso não faz com que sua música não possuísse já uma enorme qualidade. 

“The Queen” é uma música meio estranha de fazer uma avaliação, trata-se do hino britânico em uma versão rock and roll que particularmente achei bem legal. Uma maneira divertida de fechar o álbum. 

Sem dúvida alguma que se trata de uma estreia bastante importante para o rock progressivo. Mesmo que a própria banda aqui ainda não tenha feito nascer suas principais características, não é difícil de notar o embrião de muito do que viria pouco tempo depois através de lançamentos futuros. Mas uma coisa é fato, mesmo em sua estreia o Gentle Giant é sinônimo de inovação, originalidade e qualidade. 

O disco mais acessível, mas ainda assim, notável, inovador e original
4
26/04/2018

O álbum de estreia do Gentle Giant pode ser considerado no mínimo notável, original e certamente o mais acessível entre os produzidos na fase mais clássica da banda. O grupo pode ser considerado de natureza exploratória e com isso faz com que suas músicas tenham inúmeros componentes, tais como o jazz, rock, blues, música de vanguarda e linhas sinfônicas, sem jamais esquecer o uso de inúmeros instrumentos. Algo que a diferencia de outras bandas são os seus trabalhos vocais através dos irmãos Shulman, principalmente quando cantam juntos e criam paredes vocais que são soberbas. Apesar do álbum de estreia da banda ser menos aclamado que vários dos discos posteriores, considero este como algo que tem muito mais a oferecer do que as pessoas imaginam. 

“Giant” começa o disco como quem abre umas cortinas e dizem apenas, “entre no mundo emocionante e cativante do Gentle Giant é fique vontade”.  Começa com o volume baixo e suave, mas vai crescendo até que acontece uma explosão instrumental. Ela possui em sua parte central alguns arranjos sensacionais e um coro que dar arrepios. A voz do mestre Derek encaixa perfeitamente no clima da música que é bastante progressiva e sinfônica. Linda maneira de começar um disco. 

“Funny Ways” é uma música mais lenta, porém bastante agradável. As linhas vocais são arrepiantes e a instrumentação meio orquestral faz uma cama melódica belíssima. Aquele tipo de música que quando o ouvinte se deixa levar intensamente a experiência é como se estivesse caminhado por uma terra dos sonhos. 

“Alucard” possui um começo mais influenciado pelo hard rock através de uma ótima guitarra e um trompete excelente. Os vocais são um pouco perturbadores e talvez não agrade qualquer tipo de ouvido. Tem passagens instrumentais muito boas. 

Em "Isn't It Quiet And Cold” os vocais são bastante agradáveis e me faz pensar um pouco nos Beatles. Violino e violoncelo tem um papel importantíssimo para bom desenvolvimento da música. Não existe nada de espetacular nesta faixa, mas tudo funciona bem e não compromete o disco. 

“Nothing At All” é uma verdadeira obra-prima, o que de melhor o disco tem a oferecer, infelizmente parece ser uma faixa pouco valorizada dentro do catálogo de melhores criações da banda. Começa tranquilamente através de um dedilhado acústico e simples, porém belas linhas de baixo ao fundo, então os vocais adocicados começam a se unir a música e logo em seguida uma bateria sutil também abraça a canção. Certo momento a música ganha mais energia e após os vocais agora mais selvagens, Gary Green executa um excelente solo de guitarra influenciado pelo blues. No meio da música existe um solo de bateria que depois encaixa perfeitamente com uma bela parte de piano, onde ambos no fim acabam fazendo uma “batalha”, algo genial e que poucas vezes pode ser apreciado em um disco de estúdio. Chegada a parte final há uma repetição do momento tranquilo do começo fazendo a faixa chegar ao final de uma maneira perfeita. A banda não é de fazer canções muito longas, mas logo no seu primeiro disco deixou claro que é apenas uma opção, pois se quiserem. são excepcionais nessa arte.  

“Why Not”  mostra Gary Green dando o seu melhor na guitarra e sendo o maior motivo de todo o balanço da música. Então que a sonoridade mais rochosa é interrompida de repente por uma flauta medieval e vocal melancólico. Ouvindo uma música desta a única certeza que se pode ter é que a banda não havia ainda encontrado o seu estilo, mas isso não faz com que sua música não possuísse já uma enorme qualidade. 

“The Queen” é uma música meio estranha de fazer uma avaliação, trata-se do hino britânico em uma versão rock and roll que particularmente achei bem legal. Uma maneira divertida de fechar o álbum. 

Sem dúvida alguma que se trata de uma estreia bastante importante para o rock progressivo. Mesmo que a própria banda aqui ainda não tenha feito nascer suas principais características, não é difícil de notar o embrião de muito do que viria pouco tempo depois através de lançamentos futuros. Mas uma coisa é fato, mesmo em sua estreia o Gentle Giant é sinônimo de inovação, originalidade e qualidade. 

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