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    Rise of the Waterfowl (2016)

    3.5 Por: Tiago Meneses

Resenha: Farmhouse Odyssey - Rise of the Waterfowl (2016)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 87

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Às vezes impressionante e em outros momentos parece faltar algo
3.5
25/04/2018

Em sua segunda experiência musical de uma carreira ainda bastante curta, os estadunidenses da Farmhouse Odyssey já mostram uma evolução no seu som em relação ao já bom álbum de estreia, Farmhouse Odyssey, de 2015. Formada no ano de 2012 por universitários de Arcata, California, a banda abraça um estilo de criação musical que visa a improvisação através de uma sonoridade orgânica, sinfônica, jazzy, psicodélica e inegavelmente original. Executam habilmente seus arranjos complexos com habilidade e precisão, sem nunca perder de vista a forte corrente emocional de cada canção.

O álbum começa com a faixa, "Daybreak". Possui uma cadencia tranquila até a sua metade com uma linha de baixo bastante marcante. Então há uma aceleração nos instrumentos apesar do vocal permanecer suave, algo que acontece por duas vezes durante a canção. Então que há uma quebra no ritmo e um baixo assume o destaque até que é acompanhado por um solo de sintetizador.

"Slumberless Sun" abre com um vocal muito delicado acompanhado por acordes de guitarra jazz antes de entrar de cabeça em uma influência de Santana. Então a banda volta para a seção vocal. Possui um momento instrumental com bastantes teclados e uso de mellotron. Uma música que começa tímida, mas depois vai engrandecendo até o fim.

"Brain Song" começa em um estilo jazz 70's até mudar para um baixo agradável e sincopado unido a um ótimo uso de órgão e guitarra, a faixa também possui excelentes harmonias vocais. Musicalmente segue na linha jazz, baixo, teclado, guitarra e bateria deslizam dentro de um ambiente jazzístico extremamente agradável.

"Calligraphy" começa através de uns acordes jazz blues de guitarra, arpejo e progressões de acordes antes que a banda se junte a ela pra novamente estabelecer mais uma música impregnada de jazz em sua instrumental. Sonoridade complexa de vocal lembrando a Adrian Belew. Durante a faixa várias bandas podem vir em mente, tais como Kansas, Emerson, Lake & Palmer ou mesmo Lynyrd Skynyrd, além de uma levada caribenha. Muito interessante.

"Space Revealed" faz a abertura com um piano sincopado e baixo sobre uma leve percussão. O Piano vai se tornando mais agudo e a guitarra executa algumas linhas melódicas ao estilo de Pat Matheny. Um ritmo jazz é estabelecido pelo piano antes que a guitarra entre como um zumbido. Os demais instrumentos juntam-se aos dois em um ritmo estranho e pulsante. Na sua metade a faixa mostra uma sonoridade fusion eletrônico 70's com um Fender Rhodes de personagem central da música. Também possui uma parte de pura técnica de bateria que é ligada a um exímio solo de jazz extremamente influenciado por Larry Coryell. Sem dúvida a melhor música do álbum.

"Shipwreck" mais uma boa música que não necessita que seja tecido maiores comentários. Faixa jazz-rock com o acréscimo de impressionante trabalho de mellotron sinfônico. Ótimo vocal tanto principal quanto os backing.

A próxima é uma faixa de nome enorme, "Speedbump Catalyst: Upon The Wheel, Blessing In Disguise, Energetic Tides, The Road Alone". Começa muito bem em um clima pastoral bastante europeu. Linda levada de piano e vocais bastante influenciados por Genesis. É a faixa mais longa do álbum com mais de quinze minutos, mas muito bem distribuídos musicalmente, sem furos. Sem sombra de dúvidas um jazz-rock de primeira grandeza onde os trabalhos de piano é o destaque. A faixa tem um final maravilhosamente bem arranjado em um trabalho de guitarra soberbo e de teclas quase que orquestrais.

"Safe Passage" é uma simples e curta, porém bela peça de piano e mellotron. "From The Night Sky" finaliza o álbum com uma deliciosa combinação de ótimos vocais, piano elétrico, mellotron e uma cozinha que é puro jazz.

No fim das contas é um álbum bastante agradável, mas não chega a ser memorável a ponto de eu cantarolar alguma música após ouvi-lo. Ao mesmo tempo em que é uma música que às vezes impressiona, às vezes também sentimos que clamam por algo mais. A banda ainda é muito nova e é nítido que buscam uma sonoridade onde todos os músicos se encontram em um denominador comum. Mas o mais importante que é o talento e capacidade pra isso eles tem de sobra, agora é somente esperar o próximo capítulo dessa história que eu espero que esteja apenas começando.

Às vezes impressionante e em outros momentos parece faltar algo
3.5
25/04/2018

Em sua segunda experiência musical de uma carreira ainda bastante curta, os estadunidenses da Farmhouse Odyssey já mostram uma evolução no seu som em relação ao já bom álbum de estreia, Farmhouse Odyssey, de 2015. Formada no ano de 2012 por universitários de Arcata, California, a banda abraça um estilo de criação musical que visa a improvisação através de uma sonoridade orgânica, sinfônica, jazzy, psicodélica e inegavelmente original. Executam habilmente seus arranjos complexos com habilidade e precisão, sem nunca perder de vista a forte corrente emocional de cada canção.

O álbum começa com a faixa, "Daybreak". Possui uma cadencia tranquila até a sua metade com uma linha de baixo bastante marcante. Então há uma aceleração nos instrumentos apesar do vocal permanecer suave, algo que acontece por duas vezes durante a canção. Então que há uma quebra no ritmo e um baixo assume o destaque até que é acompanhado por um solo de sintetizador.

"Slumberless Sun" abre com um vocal muito delicado acompanhado por acordes de guitarra jazz antes de entrar de cabeça em uma influência de Santana. Então a banda volta para a seção vocal. Possui um momento instrumental com bastantes teclados e uso de mellotron. Uma música que começa tímida, mas depois vai engrandecendo até o fim.

"Brain Song" começa em um estilo jazz 70's até mudar para um baixo agradável e sincopado unido a um ótimo uso de órgão e guitarra, a faixa também possui excelentes harmonias vocais. Musicalmente segue na linha jazz, baixo, teclado, guitarra e bateria deslizam dentro de um ambiente jazzístico extremamente agradável.

"Calligraphy" começa através de uns acordes jazz blues de guitarra, arpejo e progressões de acordes antes que a banda se junte a ela pra novamente estabelecer mais uma música impregnada de jazz em sua instrumental. Sonoridade complexa de vocal lembrando a Adrian Belew. Durante a faixa várias bandas podem vir em mente, tais como Kansas, Emerson, Lake & Palmer ou mesmo Lynyrd Skynyrd, além de uma levada caribenha. Muito interessante.

"Space Revealed" faz a abertura com um piano sincopado e baixo sobre uma leve percussão. O Piano vai se tornando mais agudo e a guitarra executa algumas linhas melódicas ao estilo de Pat Matheny. Um ritmo jazz é estabelecido pelo piano antes que a guitarra entre como um zumbido. Os demais instrumentos juntam-se aos dois em um ritmo estranho e pulsante. Na sua metade a faixa mostra uma sonoridade fusion eletrônico 70's com um Fender Rhodes de personagem central da música. Também possui uma parte de pura técnica de bateria que é ligada a um exímio solo de jazz extremamente influenciado por Larry Coryell. Sem dúvida a melhor música do álbum.

"Shipwreck" mais uma boa música que não necessita que seja tecido maiores comentários. Faixa jazz-rock com o acréscimo de impressionante trabalho de mellotron sinfônico. Ótimo vocal tanto principal quanto os backing.

A próxima é uma faixa de nome enorme, "Speedbump Catalyst: Upon The Wheel, Blessing In Disguise, Energetic Tides, The Road Alone". Começa muito bem em um clima pastoral bastante europeu. Linda levada de piano e vocais bastante influenciados por Genesis. É a faixa mais longa do álbum com mais de quinze minutos, mas muito bem distribuídos musicalmente, sem furos. Sem sombra de dúvidas um jazz-rock de primeira grandeza onde os trabalhos de piano é o destaque. A faixa tem um final maravilhosamente bem arranjado em um trabalho de guitarra soberbo e de teclas quase que orquestrais.

"Safe Passage" é uma simples e curta, porém bela peça de piano e mellotron. "From The Night Sky" finaliza o álbum com uma deliciosa combinação de ótimos vocais, piano elétrico, mellotron e uma cozinha que é puro jazz.

No fim das contas é um álbum bastante agradável, mas não chega a ser memorável a ponto de eu cantarolar alguma música após ouvi-lo. Ao mesmo tempo em que é uma música que às vezes impressiona, às vezes também sentimos que clamam por algo mais. A banda ainda é muito nova e é nítido que buscam uma sonoridade onde todos os músicos se encontram em um denominador comum. Mas o mais importante que é o talento e capacidade pra isso eles tem de sobra, agora é somente esperar o próximo capítulo dessa história que eu espero que esteja apenas começando.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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