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Resenha: Flying Colors - Flying Colors (2012)

Por: André Luiz Paiz

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Um supergrupo espetacular e com inovações
4
12/09/2017

Quando li a notícia de que um novo supergrupo de rock progressivo estava sendo criado por Neal Morse e Mike Portnoy, confesso que fiquei um pouco dividido. O que trariam de novo? Seria mais do mesmo? Bom, confesso que me surpreendi.

Primeiramente, vamos falar da formação: O grupo é formado pelos já citados Neal Morse (ex-Spock's Beard e Transatlantic) e Mike Portnoy (ex-Dream Theater e Winery Dogs, Transatlantic, etc.), o monstro Steve Morse (Deep Purple), Dave LaRue (baixista parceiro de Steve Morse no Dixie Dregs) e o vocalista Casey McPherson (Alpha Rev), até então desconhecido e sugerido por Mike Portnoy. Com esta constelação, o que poderia dar errado?

"Flying Colors", o álbum de estreia deste fantástico supergrupo, trouxe gratas inovações. Primeiramente, Casey é um vocalista do pop rock. Seu grupo, "Alpha Rev", tem uma sonoridade similar ao "Coldplay". Sua contribuição para o álbum tornou o trabalho mais acessivo, com melodias vocais cativantes e bem compostas. Trata-se de um grande vocalista. Em segundo, a junção da escola progressiva de Neal Morse e Mike Portnoy com a veia Rock/Hard/Metal/Blues de Morse e LaRue resultou em uma combinação fantástica, gerando grandes composições. Vamos para os destaques:

"Blue Ocean" abre o álbum como candidata a melhor faixa. Grandes momentos e duetos entre Casey e Neal Morse. A instrumentação é matadora.
"Shoulda Coulda Woulda" é legal, mas não desperta muito interesse.
"Kayla": grande balada rock. Aqui vale destacar o timbre da guitarra de Morse. Não só nesta faixa, mas em todo o álbum o guitarrista se sobressai.
"The Storm": Aqui o destaque fica para a melodia vocal e a performance de Casey. Outra grande faixa.
"Forever in a Daze": Também uma faixa interessante, mas não tão cativante quanto as demais.
"Love Is What I'm Waiting For" e "Fool in My Heart" são duas faixas Beatlemaníacas que com certeza possuem influências de Portnoy e Neal Morse, dois fãs fanáticos dos fab-four. Mike até se arrisca como vocalista na segunda e não decepciona. Duas faixas legais, mas que podem assustar um pouco os fãs do Metal Progressivo.
"Everything Changes" e "Better Than Walking Away" são duas boas faixas mais lentas, mas também sem muito destaque.
"All Falls Down" com certeza entrou para o álbum somente para constar como uma faixa mais "pesada" diante das demais, que são mais leves.
"Infinite Fire": uma ótima faixa, totalmente progressiva, mas que destoa do restante por ser extremamente similar às músicas da carreira solo de Neal Morse.

Por ser um trabalho de estreia, considero "Flying Colors", o álbum, um ótimo registro. É possível notar que o grupo ainda buscava por uma identidade, o que parece ter sido encontrada em seu segundo trabalho: "Second Nature", o que claramente é notado. Mas isso é assunto para um próximo review ;)

Um supergrupo espetacular e com inovações
4
12/09/2017

Quando li a notícia de que um novo supergrupo de rock progressivo estava sendo criado por Neal Morse e Mike Portnoy, confesso que fiquei um pouco dividido. O que trariam de novo? Seria mais do mesmo? Bom, confesso que me surpreendi.

Primeiramente, vamos falar da formação: O grupo é formado pelos já citados Neal Morse (ex-Spock's Beard e Transatlantic) e Mike Portnoy (ex-Dream Theater e Winery Dogs, Transatlantic, etc.), o monstro Steve Morse (Deep Purple), Dave LaRue (baixista parceiro de Steve Morse no Dixie Dregs) e o vocalista Casey McPherson (Alpha Rev), até então desconhecido e sugerido por Mike Portnoy. Com esta constelação, o que poderia dar errado?

"Flying Colors", o álbum de estreia deste fantástico supergrupo, trouxe gratas inovações. Primeiramente, Casey é um vocalista do pop rock. Seu grupo, "Alpha Rev", tem uma sonoridade similar ao "Coldplay". Sua contribuição para o álbum tornou o trabalho mais acessivo, com melodias vocais cativantes e bem compostas. Trata-se de um grande vocalista. Em segundo, a junção da escola progressiva de Neal Morse e Mike Portnoy com a veia Rock/Hard/Metal/Blues de Morse e LaRue resultou em uma combinação fantástica, gerando grandes composições. Vamos para os destaques:

"Blue Ocean" abre o álbum como candidata a melhor faixa. Grandes momentos e duetos entre Casey e Neal Morse. A instrumentação é matadora.
"Shoulda Coulda Woulda" é legal, mas não desperta muito interesse.
"Kayla": grande balada rock. Aqui vale destacar o timbre da guitarra de Morse. Não só nesta faixa, mas em todo o álbum o guitarrista se sobressai.
"The Storm": Aqui o destaque fica para a melodia vocal e a performance de Casey. Outra grande faixa.
"Forever in a Daze": Também uma faixa interessante, mas não tão cativante quanto as demais.
"Love Is What I'm Waiting For" e "Fool in My Heart" são duas faixas Beatlemaníacas que com certeza possuem influências de Portnoy e Neal Morse, dois fãs fanáticos dos fab-four. Mike até se arrisca como vocalista na segunda e não decepciona. Duas faixas legais, mas que podem assustar um pouco os fãs do Metal Progressivo.
"Everything Changes" e "Better Than Walking Away" são duas boas faixas mais lentas, mas também sem muito destaque.
"All Falls Down" com certeza entrou para o álbum somente para constar como uma faixa mais "pesada" diante das demais, que são mais leves.
"Infinite Fire": uma ótima faixa, totalmente progressiva, mas que destoa do restante por ser extremamente similar às músicas da carreira solo de Neal Morse.

Por ser um trabalho de estreia, considero "Flying Colors", o álbum, um ótimo registro. É possível notar que o grupo ainda buscava por uma identidade, o que parece ter sido encontrada em seu segundo trabalho: "Second Nature", o que claramente é notado. Mas isso é assunto para um próximo review ;)

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