Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Gamma Ray - Majestic (2005)

Por: Vitor Sobreira

Acessos: 67

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +
User Photo
Album Cover
Composições que fazem justiça ao título do trabalho!
4.5
23/04/2018

Lançado no dia 11 de outubro de 2005, pela Mayan Records (ligada à Sanctuary Records), o oitavo full length do Gamma Ray – ‘Majestic’ – chegou às lojas cerca de quatro anos após ‘No World Order’ (2001). Com a formação intacta, os alemães contaram com a produção dos próprios músicos Kai Hansen e Dirk Schlächter, bem como com a masterização do conceituado finlandês Mika Jussila (Nightwish, Amorphis, entre muitas outras).

É verdade que aquela fórmula que fez sucesso no universo do Heavy Metal (e depois saturou) de velocidade, vocais agudos e letras fantasiosas já não estava mais tão em evidência como em anos anteriores, e querendo se manter “atual”, o Gamma Ray trouxe em ‘Majestic’ um som forte, pesado, diversificado, repleto de melodias e passagens interessantes e com composições que atraem o ouvinte desde a primeira audição. Pode somar a isso tudo, um conhecido clima de grandiosidade, momentos épicos e até mesmo bem-vindos experimentalismos. Creio que até aqui, já deixei claro o quanto o trabalho é muito bom, não é mesmo?

Já dando explicitas pistas do que eu disse acima, com uma inicial levada agressiva, muito peso e variação, “My Temple” inicia o play – que tem duração total de 54 minutos – e chega em um refrão forte, daqueles que dá vontade de ficar ouvindo sem parar até enjoar. “Fight” é mais direta, rápida e sem nenhum esquema experimental, mas apresenta (breve e novamente) a banda alemã de outrora, e em contrapartida a extremamente envolvente “Strange World” já muda o jogo novamente.

Não mencionar a ótima performance dos músicos – que não pode passar despercebida – seria até uma sacanagem, pois os caras deram tudo de si nas composições, e o resultado está aí para não deixar mentir, em seus quase 13 anos de lançamento.

Todas as demais faixas, apresentam algum atrativo e diferencial, como “Blood Religion”, “Spiritual Dictactor” (outra mais direta e veloz), a faixa título e seus curiosos segundos iniciais remetendo discretamente ao Black Sabbath. com um refrão esbarrando na linha do Doom (ouça e entenda!). Ainda em tempo, o tecladista Axel Mackenrott (Masterplan) participou na faixa. Chegando aos momentos finais, com um clima voltado ao Hard (!) “How Long” é uma das melhores, enquanto que o épico de oito minutos “Revelation”, encerra magistralmente a obra.

Existem álbuns que aparentam seguir a mesma linha de criação do inicio ao fim, com músicas e idéias repetitivas, tornando-se algo cansativo e nem um pouco prazeroso de se conferir… Da mesma forma que existem outros, onde percebemos um cuidado e sensibilidade sem tamanho com a arte de se fazer boa música. ‘Majestic’ – como o título mesmo já diz por si só – é um belo exemplo disso. Não deixe de conferir!

Composições que fazem justiça ao título do trabalho!
4.5
23/04/2018

Lançado no dia 11 de outubro de 2005, pela Mayan Records (ligada à Sanctuary Records), o oitavo full length do Gamma Ray – ‘Majestic’ – chegou às lojas cerca de quatro anos após ‘No World Order’ (2001). Com a formação intacta, os alemães contaram com a produção dos próprios músicos Kai Hansen e Dirk Schlächter, bem como com a masterização do conceituado finlandês Mika Jussila (Nightwish, Amorphis, entre muitas outras).

É verdade que aquela fórmula que fez sucesso no universo do Heavy Metal (e depois saturou) de velocidade, vocais agudos e letras fantasiosas já não estava mais tão em evidência como em anos anteriores, e querendo se manter “atual”, o Gamma Ray trouxe em ‘Majestic’ um som forte, pesado, diversificado, repleto de melodias e passagens interessantes e com composições que atraem o ouvinte desde a primeira audição. Pode somar a isso tudo, um conhecido clima de grandiosidade, momentos épicos e até mesmo bem-vindos experimentalismos. Creio que até aqui, já deixei claro o quanto o trabalho é muito bom, não é mesmo?

Já dando explicitas pistas do que eu disse acima, com uma inicial levada agressiva, muito peso e variação, “My Temple” inicia o play – que tem duração total de 54 minutos – e chega em um refrão forte, daqueles que dá vontade de ficar ouvindo sem parar até enjoar. “Fight” é mais direta, rápida e sem nenhum esquema experimental, mas apresenta (breve e novamente) a banda alemã de outrora, e em contrapartida a extremamente envolvente “Strange World” já muda o jogo novamente.

Não mencionar a ótima performance dos músicos – que não pode passar despercebida – seria até uma sacanagem, pois os caras deram tudo de si nas composições, e o resultado está aí para não deixar mentir, em seus quase 13 anos de lançamento.

Todas as demais faixas, apresentam algum atrativo e diferencial, como “Blood Religion”, “Spiritual Dictactor” (outra mais direta e veloz), a faixa título e seus curiosos segundos iniciais remetendo discretamente ao Black Sabbath. com um refrão esbarrando na linha do Doom (ouça e entenda!). Ainda em tempo, o tecladista Axel Mackenrott (Masterplan) participou na faixa. Chegando aos momentos finais, com um clima voltado ao Hard (!) “How Long” é uma das melhores, enquanto que o épico de oito minutos “Revelation”, encerra magistralmente a obra.

Existem álbuns que aparentam seguir a mesma linha de criação do inicio ao fim, com músicas e idéias repetitivas, tornando-se algo cansativo e nem um pouco prazeroso de se conferir… Da mesma forma que existem outros, onde percebemos um cuidado e sensibilidade sem tamanho com a arte de se fazer boa música. ‘Majestic’ – como o título mesmo já diz por si só – é um belo exemplo disso. Não deixe de conferir!

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Gamma Ray

Album Cover

Gamma Ray - Empire Of The Undead (2014)

Voltando a crescer
3.5
Por: André Luiz Paiz
25/08/2017

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Virgin Steele - Life Among The Ruins (1993)

"Epic" Hard Rock!
5
Por: Vitor Sobreira
19/10/2017
Album Cover

Stratovarius - Visions (1997)

O ápice da banda que revolucionou o metal melódico
5
Por: André Luiz Paiz
16/09/2017
Album Cover

Running Wild - Death Or Glory (1989)

Os piratas do Metal em grande forma!
4
Por: Tarcisio Lucas
18/10/2018