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Resenha: Marco Antonio Araujo - Lucas (1984)

Por: Tiago Meneses

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Músicas que tocam o coração, aveludam os ouvidos e acalentam a alma.
5
20/04/2018

Certamente um dos maiores e melhores instrumentistas a surgirem no Brasil, uma pena que nunca foi lhe dadas às devidas atenções, sejam em vida ou de maneira póstuma. Lucas foi lançado quando finalmente Marco estava ganhando um pouco mais de notoriedade, o nome do disco é uma homenagem ao seu filho e contém quatro faixas. Uma mistura sensacional de progressivo sinfônico e progressivo folk onde poucos outros lançamentos brasileiros poderiam bater de frente com a sua qualidade. 

O disco começa através do épico, "Lembranças". Pratos anunciam o começo junto de alguma sonoridade atmosférica provavelmente feita por um sintetizador. Flauta e piano aos poucos vão ajudando a música a ganhar um corpo mais desenvolvido, violino também é acrescentado à música. Pela primeira vez a flauta começa fazer uma sonoridade que será a principal de toda a música. Os pianos dão uma sensação clássica, guitarras elétricas são de uma grande originalidade, apesar de lembrar um pouco de Steve Hackett devido a suas influências clássica. No seu final é possível perceber uma sonoridade que se assemelha com a encontrada no seu início. 

“Caipira” e como o nome sugere, mostra Marco Antonio Araujo dando uma sonoridade à música que faz o ouvinte sentir um cheiro de verde. Começa com um piano bastante bonito, algumas “brincadeiras” de baixo, então entra o violão e novamente a flauta sendo o carro chefe da música. Aqui a bateria se faz mais presente e enérgica que na faixa de abertura. 

“Lucas” como já dito, trata-se de uma homenagem ao seu filho, mas carrega consigo uma atmosfera meio assustadora, notas melancólicas. Confesso que não é exatamente o tipo de sonoridade que esperava pra uma homenagem, de qualquer maneira, trata-se uma música com violão belíssimo sobre um tapete de arranjo de sintetizador igualmente belo e triste. 

O disco chega ao fim com “Para Jimmy Page”, uma homenagem belíssima apenas com Marco ao violão e nada mais. Lembra os momentos mais folk do Led Zeppelin, assim como também apresenta certa influência clássica em Steve Howe. Se Jimmy Page não ouviu essa música até hoje não sabe o que está perdendo. 

Lucas é um disco onde suas músicas tocam o coração, são veludos para os ouvidos e um verdadeiro acalento na alma. Devido à falta de reconhecimento das pessoas em relação a Marco, elevar um disco como este a maior nota possível no site não é mais que minha obrigação. Quem não conhece está perdendo a chance de ouvir um dos maiores mestres da melodia a nascer em terras tupiniquim em todos os tempos. 

Músicas que tocam o coração, aveludam os ouvidos e acalentam a alma.
5
20/04/2018

Certamente um dos maiores e melhores instrumentistas a surgirem no Brasil, uma pena que nunca foi lhe dadas às devidas atenções, sejam em vida ou de maneira póstuma. Lucas foi lançado quando finalmente Marco estava ganhando um pouco mais de notoriedade, o nome do disco é uma homenagem ao seu filho e contém quatro faixas. Uma mistura sensacional de progressivo sinfônico e progressivo folk onde poucos outros lançamentos brasileiros poderiam bater de frente com a sua qualidade. 

O disco começa através do épico, "Lembranças". Pratos anunciam o começo junto de alguma sonoridade atmosférica provavelmente feita por um sintetizador. Flauta e piano aos poucos vão ajudando a música a ganhar um corpo mais desenvolvido, violino também é acrescentado à música. Pela primeira vez a flauta começa fazer uma sonoridade que será a principal de toda a música. Os pianos dão uma sensação clássica, guitarras elétricas são de uma grande originalidade, apesar de lembrar um pouco de Steve Hackett devido a suas influências clássica. No seu final é possível perceber uma sonoridade que se assemelha com a encontrada no seu início. 

“Caipira” e como o nome sugere, mostra Marco Antonio Araujo dando uma sonoridade à música que faz o ouvinte sentir um cheiro de verde. Começa com um piano bastante bonito, algumas “brincadeiras” de baixo, então entra o violão e novamente a flauta sendo o carro chefe da música. Aqui a bateria se faz mais presente e enérgica que na faixa de abertura. 

“Lucas” como já dito, trata-se de uma homenagem ao seu filho, mas carrega consigo uma atmosfera meio assustadora, notas melancólicas. Confesso que não é exatamente o tipo de sonoridade que esperava pra uma homenagem, de qualquer maneira, trata-se uma música com violão belíssimo sobre um tapete de arranjo de sintetizador igualmente belo e triste. 

O disco chega ao fim com “Para Jimmy Page”, uma homenagem belíssima apenas com Marco ao violão e nada mais. Lembra os momentos mais folk do Led Zeppelin, assim como também apresenta certa influência clássica em Steve Howe. Se Jimmy Page não ouviu essa música até hoje não sabe o que está perdendo. 

Lucas é um disco onde suas músicas tocam o coração, são veludos para os ouvidos e um verdadeiro acalento na alma. Devido à falta de reconhecimento das pessoas em relação a Marco, elevar um disco como este a maior nota possível no site não é mais que minha obrigação. Quem não conhece está perdendo a chance de ouvir um dos maiores mestres da melodia a nascer em terras tupiniquim em todos os tempos. 

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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