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Resenha: Paul McCartney - Pipes Of Peace (1983)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 73

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Album Cover
Mergulhando na sonoridade oitentista
3.5
12/04/2018

Após o lançamento do excelente e aclamado "Tug Of War", Paul estava determinado a produzir o álbum sucessor com o mesmo requinte. Confiante, tentou fazer uso da mesma fórmula, utilizando algumas canções gravadas nas sessões anteriores, recrutando novamente o grande George Martin para a produção, e novamente recheando o álbum com participações especiais. Das que mais se destacam, estão novamente Ringo Starr e Denny Laine, além do saudoso Michael Jackson.

Deu certo? Bom, dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Analisando por este ponto de vista, podemos dizer que caiu perto, mas não exatamente onde deveria. Há boas canções, porém algumas falhas podem ser destacadas como pontos negativos. O principal deles é a produção. Sim, é quase uma blasfêmia fazer uma crítica à produção de George Martin. Porém, sabemos que Paul também teve forte participação em algumas decisões, o que pode ter afetado um pouco o resultado final. Falta peso e grave. Ou seja, a equalização não é das melhores. Canções como a faixa-título, "The Man" - com sua guitarra estridente e estranha, e "The Other Me" poderiam ter soado totalmente diferente, embora a primeira seja uma excelente composição e fez o sucesso que merece. Tudo fruto da nova sonoridade imposta pela mídia nos anos 80, com o som de baterias eletrônicas e sintetizadores (Rush que o diga).

Após a crítica, fica a pergunta: "Pipes Of Peace" é um álbum ruim? De maneira nenhuma! O álbum emplacou alguns hits, dentre eles a famosa faixa pop "Say, Say, Say", gravada em conjunto com Michael Jackson e que possui um vídeo bem legal. A baladinha "So Bad" também é interessante e foi muito bem, assim como a ótima faixa-título. A minha favorita é a balada "Through Our Love" que, na minha opinião, poderia ter sido muito mais explorada nos palcos. Ótima melodia.
Algumas faixas do álbum ficam flutuando e nos fazendo mudar de opinião a todo instante, em dúvida se a música é realmente boa ou não. "Sweetest Little Show" me lembra um pouco dos Wings com "Famous Groupies", do ótimo "London Town". "Average Person" e "The Other Me" são boas, mas não muito. "Keep Under Cover" é o exemplo perfeito da alternância de opinião que acabei de dizer.
Pra finalizar, "The Man" possui ótima melodia, mas poderia ter sido muito melhor explorada e produzida. Uma pena, realmente, mas Paul e Michael Jackson dividem o vocal novamente com excelente performance. E as faixas "Tug of Peace" e "Hey Hey" parecem sobras das experimentações de "McCartney II".

"Tug Of War", foi lançado no início da década de oitenta e também pode ser considerado um álbum com sonoridade oitentista. Porém, se destaca de maneira soberana pelo número de composições excelentes e pelo sentimento que transborda a todo instante. "Pipes Of Peace" não causa essa impressão, pois parece estar carregado de fillers. Acho que Paul estava confiante demais no material que produziu e não se esforçou como deveria. Do lado positivo, ainda há o requinte do ex-Beatle em vários momentos, com melodias sentimentais e a exploração constante por novos territórios, característica forte de Macca.

Os hits de "Pipes Of Peace" salvam, porém, como um todo, não pode ser considerado um álbum clássico. Paul viria a se perder um pouco mais nos próximos trabalhos, até começar a se reerguer com o ótimo “Flowers In The Dirt”, no final da mesma década. Chegaremos lá.

Mergulhando na sonoridade oitentista
3.5
12/04/2018

Após o lançamento do excelente e aclamado "Tug Of War", Paul estava determinado a produzir o álbum sucessor com o mesmo requinte. Confiante, tentou fazer uso da mesma fórmula, utilizando algumas canções gravadas nas sessões anteriores, recrutando novamente o grande George Martin para a produção, e novamente recheando o álbum com participações especiais. Das que mais se destacam, estão novamente Ringo Starr e Denny Laine, além do saudoso Michael Jackson.

Deu certo? Bom, dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Analisando por este ponto de vista, podemos dizer que caiu perto, mas não exatamente onde deveria. Há boas canções, porém algumas falhas podem ser destacadas como pontos negativos. O principal deles é a produção. Sim, é quase uma blasfêmia fazer uma crítica à produção de George Martin. Porém, sabemos que Paul também teve forte participação em algumas decisões, o que pode ter afetado um pouco o resultado final. Falta peso e grave. Ou seja, a equalização não é das melhores. Canções como a faixa-título, "The Man" - com sua guitarra estridente e estranha, e "The Other Me" poderiam ter soado totalmente diferente, embora a primeira seja uma excelente composição e fez o sucesso que merece. Tudo fruto da nova sonoridade imposta pela mídia nos anos 80, com o som de baterias eletrônicas e sintetizadores (Rush que o diga).

Após a crítica, fica a pergunta: "Pipes Of Peace" é um álbum ruim? De maneira nenhuma! O álbum emplacou alguns hits, dentre eles a famosa faixa pop "Say, Say, Say", gravada em conjunto com Michael Jackson e que possui um vídeo bem legal. A baladinha "So Bad" também é interessante e foi muito bem, assim como a ótima faixa-título. A minha favorita é a balada "Through Our Love" que, na minha opinião, poderia ter sido muito mais explorada nos palcos. Ótima melodia.
Algumas faixas do álbum ficam flutuando e nos fazendo mudar de opinião a todo instante, em dúvida se a música é realmente boa ou não. "Sweetest Little Show" me lembra um pouco dos Wings com "Famous Groupies", do ótimo "London Town". "Average Person" e "The Other Me" são boas, mas não muito. "Keep Under Cover" é o exemplo perfeito da alternância de opinião que acabei de dizer.
Pra finalizar, "The Man" possui ótima melodia, mas poderia ter sido muito melhor explorada e produzida. Uma pena, realmente, mas Paul e Michael Jackson dividem o vocal novamente com excelente performance. E as faixas "Tug of Peace" e "Hey Hey" parecem sobras das experimentações de "McCartney II".

"Tug Of War", foi lançado no início da década de oitenta e também pode ser considerado um álbum com sonoridade oitentista. Porém, se destaca de maneira soberana pelo número de composições excelentes e pelo sentimento que transborda a todo instante. "Pipes Of Peace" não causa essa impressão, pois parece estar carregado de fillers. Acho que Paul estava confiante demais no material que produziu e não se esforçou como deveria. Do lado positivo, ainda há o requinte do ex-Beatle em vários momentos, com melodias sentimentais e a exploração constante por novos territórios, característica forte de Macca.

Os hits de "Pipes Of Peace" salvam, porém, como um todo, não pode ser considerado um álbum clássico. Paul viria a se perder um pouco mais nos próximos trabalhos, até começar a se reerguer com o ótimo “Flowers In The Dirt”, no final da mesma década. Chegaremos lá.

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