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    The Masquerade Overture

    4.5 Por: Tiago Meneses

Resenha: Pendragon - The Masquerade Overture (1996)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 51

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Música feita com naturalidade, inteligência e total controle de direção.
4.5
12/04/2018

“Que delícia de música”, foi exatamente a frase que falei enquanto escutava este disco pela primeira vez e ainda no seu começo. Boas guitarras e teclados sinfônicos, além de uma cozinha segura e criativa. Não é difícil de perceber que estamos diante de músicos profissionais e que sabem exatamente o que querem fazer, nada é forçado ou exibicionista, tudo é feito com naturalidade, inteligência e total controle de direção. 

The Masquerade Overture tem início através da faixa título. Uma música magnifica e bastante sinfônica, Clive Nolan encaixa notas no teclado com capacidade de emocionar até mesmo o ouvinte mais insensível. O coral de fundo cantado em italiano intensifica ainda mais a música dando a impressão de estarmos em uma catedral no período renascentista. Uma grande preparação para o que estar por vir. 

O começo de “As Good As Gold” é com um piano muito suave que se mistura lentamente com os vocais por cerca de um minuto e quarenta até que uma explosão musical cheia de energia dá início, uma bateria poderosa, sintetizadores criativos e um excelente trabalho de guitarra principalmente solo. A influência em Genesis é evidente. A música se mantem sempre muito bem estruturada e o refrão é bastante emocionante. Linda canção. 

“Paintbox” possui uma atmosfera que lembra “Entangled” do Genesis, principalmente o teclado do final. Começa com uma vibração solene que serve como trilha sonora perfeita para a imagem de um jovem desesperado enquanto busca um futuro melhor para si. A música então se edifica, guitarra e teclado entram em um tema musical que encapsula toda a emoção e o desespero contido na faixa, enquanto isso, uma cozinha bastante sólida fortalece os graves da parede sonora. 

“The Pursuit Of Excellence” é uma música curta que fornece uma história de um imigrante cheio de esperança tentando alcançar uma oportunidade na América. Possui uma sensação celta bastante amável. Uma música indicada principalmente para pessoas que gostam do lado mais folk do progressivo. Possui uma atmosfera triste. 

Uma bateria tribal marca o começo de “Guardian of my Soul”, mas logo se dissipa em uma atmosfera de um rock mais sinfônico, primeiramente com teclados e depois com um solo de guitarra bastante enérgico. Algo notável na banda é que os teclados de Nolan são quase sempre o tapete para os demais instrumentos desfilarem em cima. Traz algumas mudanças de andamento capaz de agradar qualquer ouvinte de progressivo, possui um solo de guitarra no meio que é belíssimo e de grande influência em Pink Floyd. Essa música tem referências ao mito grego de Ícaro. Apesar do seu começo meio sombrio tanto nas letras quando na música, conforme ela vai se desenvolvendo as coisas ficam mais otimistas. 

“The Shadow” começa com um piano e ótima atmosfera criada pelas cordas do teclado de Nolan. A balada então segue com a entrada do violão que interage muito bem com o teclado, a música possui ótimas transições e solos de guitarra magníficos, adicionando também alguns arpejos, Nolan novamente é o tempero principal com sintetizadores e corda que dão o corpo essencial pra música. O final possui uma emoção especial com um solo de guitarra belíssimos sobre as harmonias da voz de Barrett e o coral na voz de Tracy Hitchings. 

“Masters Of Illusion” é quem finaliza o disco. Os primeiros minutos eu devo confessar que se trata de algo meio bobo com um refrão pop estilo anos 80. Mas felizmente a música começa a progredir muito bem e algumas mudanças em sua parte instrumental uma vez ouvidas, tornam-se uma experiência inesquecível. O solo final de guitarra desta música é um dos mais belos produzidos por uma banda de neo progressivo em todos os tempos. Bastante influência em Pink Floyd, mas ao mesmo tempo muito singular, a melodia é extraordinária e enriquecida por um coral que somente engrandece ainda mais a faixa. Um final simplesmente épico. 
	
Talvez o Pendragon não tenha em sua discografia um disco pra chamar de obra-prima, mas por outro lado, quase tudo que a banda produziu deve ser classificado como no mínimo bom, sendo que The Masquerade Overture é um dos que vão muito além de apenas isso. A música parece sempre crescer e nunca envelhece. Um progressivo muitas vezes simples, mas belo e emocionante. 

Música feita com naturalidade, inteligência e total controle de direção.
4.5
12/04/2018

“Que delícia de música”, foi exatamente a frase que falei enquanto escutava este disco pela primeira vez e ainda no seu começo. Boas guitarras e teclados sinfônicos, além de uma cozinha segura e criativa. Não é difícil de perceber que estamos diante de músicos profissionais e que sabem exatamente o que querem fazer, nada é forçado ou exibicionista, tudo é feito com naturalidade, inteligência e total controle de direção. 

The Masquerade Overture tem início através da faixa título. Uma música magnifica e bastante sinfônica, Clive Nolan encaixa notas no teclado com capacidade de emocionar até mesmo o ouvinte mais insensível. O coral de fundo cantado em italiano intensifica ainda mais a música dando a impressão de estarmos em uma catedral no período renascentista. Uma grande preparação para o que estar por vir. 

O começo de “As Good As Gold” é com um piano muito suave que se mistura lentamente com os vocais por cerca de um minuto e quarenta até que uma explosão musical cheia de energia dá início, uma bateria poderosa, sintetizadores criativos e um excelente trabalho de guitarra principalmente solo. A influência em Genesis é evidente. A música se mantem sempre muito bem estruturada e o refrão é bastante emocionante. Linda canção. 

“Paintbox” possui uma atmosfera que lembra “Entangled” do Genesis, principalmente o teclado do final. Começa com uma vibração solene que serve como trilha sonora perfeita para a imagem de um jovem desesperado enquanto busca um futuro melhor para si. A música então se edifica, guitarra e teclado entram em um tema musical que encapsula toda a emoção e o desespero contido na faixa, enquanto isso, uma cozinha bastante sólida fortalece os graves da parede sonora. 

“The Pursuit Of Excellence” é uma música curta que fornece uma história de um imigrante cheio de esperança tentando alcançar uma oportunidade na América. Possui uma sensação celta bastante amável. Uma música indicada principalmente para pessoas que gostam do lado mais folk do progressivo. Possui uma atmosfera triste. 

Uma bateria tribal marca o começo de “Guardian of my Soul”, mas logo se dissipa em uma atmosfera de um rock mais sinfônico, primeiramente com teclados e depois com um solo de guitarra bastante enérgico. Algo notável na banda é que os teclados de Nolan são quase sempre o tapete para os demais instrumentos desfilarem em cima. Traz algumas mudanças de andamento capaz de agradar qualquer ouvinte de progressivo, possui um solo de guitarra no meio que é belíssimo e de grande influência em Pink Floyd. Essa música tem referências ao mito grego de Ícaro. Apesar do seu começo meio sombrio tanto nas letras quando na música, conforme ela vai se desenvolvendo as coisas ficam mais otimistas. 

“The Shadow” começa com um piano e ótima atmosfera criada pelas cordas do teclado de Nolan. A balada então segue com a entrada do violão que interage muito bem com o teclado, a música possui ótimas transições e solos de guitarra magníficos, adicionando também alguns arpejos, Nolan novamente é o tempero principal com sintetizadores e corda que dão o corpo essencial pra música. O final possui uma emoção especial com um solo de guitarra belíssimos sobre as harmonias da voz de Barrett e o coral na voz de Tracy Hitchings. 

“Masters Of Illusion” é quem finaliza o disco. Os primeiros minutos eu devo confessar que se trata de algo meio bobo com um refrão pop estilo anos 80. Mas felizmente a música começa a progredir muito bem e algumas mudanças em sua parte instrumental uma vez ouvidas, tornam-se uma experiência inesquecível. O solo final de guitarra desta música é um dos mais belos produzidos por uma banda de neo progressivo em todos os tempos. Bastante influência em Pink Floyd, mas ao mesmo tempo muito singular, a melodia é extraordinária e enriquecida por um coral que somente engrandece ainda mais a faixa. Um final simplesmente épico. 
	
Talvez o Pendragon não tenha em sua discografia um disco pra chamar de obra-prima, mas por outro lado, quase tudo que a banda produziu deve ser classificado como no mínimo bom, sendo que The Masquerade Overture é um dos que vão muito além de apenas isso. A música parece sempre crescer e nunca envelhece. Um progressivo muitas vezes simples, mas belo e emocionante. 

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