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Resenha: Arandu Arakuaa - Kó Yby Oré (2013)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 108

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Renovando o Heavy Metal
5
10/04/2018

Ao sermos iniciados ao mundo do hard rock e heavy metal, descobertas são quase diárias, e com o passar dos anos as grandes surpresas dissipam como um grande rio que se afunila...

No final de 2015 navegando por esse rio estreito, tive contato com a Arandu Arakuaa através do site de heavy metal (whiplash). Eles tinham acabado de lançar o disco Wdê Nnãkrda e a matéria falava sobre o recente vídeo de Hêwaka Waktû.
Admitido que fui fisgado na mesma hora pelo pesado som indígena do grupo brasiliense. E também surpreso ao ouvir viola caipira, apitos, maracas e outros instrumentos não convencionais ao rock.

Apesar de não ser a pioneira em misturar música indígena com metal (o Sepultura já fez isso em Roots) O grupo de Brasília foi mais a fundo, tanto no som, quanto nas letras, cantadas em Tupi Guarani. Alem da exótica mistura de thrash, folk, música indígena e algumas porções de sons nordestinos.

Faixas em destaque :

"T-atá Îasy-pe" tem uma poderosa introdução de caixa e um ritmo mezzo industrial na guitarra, surpreendendo o ouvinte de cara, para progredir num thrash ou groove metal típico dos anos noventa.
Após o solo, a canção "quebra" gerando um efeito bem interessante e peculiar no som dos brasilienses, o choque entre o peso thrash com partes acústicas tocadas na viola.

"Aruanãs" segue o mesmo fluxo, após os riffs densos de guitarra e baixo, as partes acústicas voltam a atuar em conjunto com o vocal de Nájila Cristina.
Mas não se enganem! pois esse é outro contraste em Kó Yby Oré, a mescla entre o vocal limpo com o gutural.
No solo, Zândhio Aquino tira da manga uma cartada genial ao misturar música nordestina em sua viola. Mudando completamente o caminho da obra com uma textura que encaixa perfeitamente na proposta, preparando a volta "sepulturistica" no desfecho da melhor canção do disco.

"Tupinambá" combina o doom com a modernidade do new metal, intercalando um peso absurdo com a voz suave de Nájila aos refrões. Frisando que essas nuances dão um sabor especial ao trabalho.

"Îakaré 'Y-pe" tem uma riqueza harmônica impar e se desloca tomando outro rumo, dando um "respiro" ao ouvinte.
Tudo é feito com arranjos delicados de viola caipira e uma vibração quase infantil, fico imaginando as crianças brincando de roda ao som de "Îakaré 'Y-pe".
Vale conferir o vídeo feito com arte aquarelada (traduzido) que pode ser conferido no youtube.

Quer fugir do convencional ? então venha para o mundo desse legitimo representante do metal indígena.

Fiquem atentos, pois a banda está com nova formação e vem disco novo por aí. Vamos aguardar !.

Integrantes :

Zândhio Aquino – guitarra, viola caipira, vocais, instrumentos indígenas, teclado
Saulo Lucena – baixo, vocais de apoio, maracá
Nájila Cristina – vocais, maracá
Adriano Ferreira – bateria, percussão

Renovando o Heavy Metal
5
10/04/2018

Ao sermos iniciados ao mundo do hard rock e heavy metal, descobertas são quase diárias, e com o passar dos anos as grandes surpresas dissipam como um grande rio que se afunila...

No final de 2015 navegando por esse rio estreito, tive contato com a Arandu Arakuaa através do site de heavy metal (whiplash). Eles tinham acabado de lançar o disco Wdê Nnãkrda e a matéria falava sobre o recente vídeo de Hêwaka Waktû.
Admitido que fui fisgado na mesma hora pelo pesado som indígena do grupo brasiliense. E também surpreso ao ouvir viola caipira, apitos, maracas e outros instrumentos não convencionais ao rock.

Apesar de não ser a pioneira em misturar música indígena com metal (o Sepultura já fez isso em Roots) O grupo de Brasília foi mais a fundo, tanto no som, quanto nas letras, cantadas em Tupi Guarani. Alem da exótica mistura de thrash, folk, música indígena e algumas porções de sons nordestinos.

Faixas em destaque :

"T-atá Îasy-pe" tem uma poderosa introdução de caixa e um ritmo mezzo industrial na guitarra, surpreendendo o ouvinte de cara, para progredir num thrash ou groove metal típico dos anos noventa.
Após o solo, a canção "quebra" gerando um efeito bem interessante e peculiar no som dos brasilienses, o choque entre o peso thrash com partes acústicas tocadas na viola.

"Aruanãs" segue o mesmo fluxo, após os riffs densos de guitarra e baixo, as partes acústicas voltam a atuar em conjunto com o vocal de Nájila Cristina.
Mas não se enganem! pois esse é outro contraste em Kó Yby Oré, a mescla entre o vocal limpo com o gutural.
No solo, Zândhio Aquino tira da manga uma cartada genial ao misturar música nordestina em sua viola. Mudando completamente o caminho da obra com uma textura que encaixa perfeitamente na proposta, preparando a volta "sepulturistica" no desfecho da melhor canção do disco.

"Tupinambá" combina o doom com a modernidade do new metal, intercalando um peso absurdo com a voz suave de Nájila aos refrões. Frisando que essas nuances dão um sabor especial ao trabalho.

"Îakaré 'Y-pe" tem uma riqueza harmônica impar e se desloca tomando outro rumo, dando um "respiro" ao ouvinte.
Tudo é feito com arranjos delicados de viola caipira e uma vibração quase infantil, fico imaginando as crianças brincando de roda ao som de "Îakaré 'Y-pe".
Vale conferir o vídeo feito com arte aquarelada (traduzido) que pode ser conferido no youtube.

Quer fugir do convencional ? então venha para o mundo desse legitimo representante do metal indígena.

Fiquem atentos, pois a banda está com nova formação e vem disco novo por aí. Vamos aguardar !.

Integrantes :

Zândhio Aquino – guitarra, viola caipira, vocais, instrumentos indígenas, teclado
Saulo Lucena – baixo, vocais de apoio, maracá
Nájila Cristina – vocais, maracá
Adriano Ferreira – bateria, percussão

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