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Resenha: Kiss - Destroyer (1976)

Por: André Luiz Paiz

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O primeiro tiro de canhão do Kiss
5
03/04/2018

Amigos e amigas, cá estou eu para falar de um clássico do rock. Venho humildemente dar a minha opinião sobre "Destroyer", considerado por mim o primeiro clássico do Kiss.

Neste período, o Kiss já estava começando a amadurecer, já que tinha lançado três álbuns anteriormente. O primeiro homônimo, gostei demais, já que trazia uma banda com garra para fazer música de qualidade e demonstrando nitidamente as suas influências com base nas grandes bandas dos anos 60. Achei que derraparam um pouco com "Hotter Than Hell". Possui ótimos temas, é claro, mas não causou muito impacto. O mesmo aconteceu com "Dressed To Kill", que teve problemas relacionados à produção e baixo orçamento. Do lado positivo, também possui boas canções. Porém, o encaixe perfeito está aqui, com "Destroyer". Perfeito, pegajoso, pomposo e empolgante do início ao fim. O detalhe extra que faltava para deixar o Kiss espetacular, está aqui!

"Destroyer" possui uma energia fantástica, frutos colhidos após o grande sucesso do álbum "Alive!", que mostrava claramente que a banda deveria focar em produzir músicas para detonar nos palcos. Além disso, o produtor Bob Ezrin fez um trabalho fantástico ao adicionar novos elementos ao som do grupo, como vozes de crianças em "God of Thunder" e coros/orquestrações em "Great Expectations" e "Beth". Tudo isso foi incorporado dentro de composições excelentes.

Antes de falar brevemente sobre as faixas, preciso dar destaque ao grande nome deste álbum. Este cidadão não esteve tão em evidência em "Dressed To Kill", mas aqui, se sobressai de maneira plena e impactante. Paul Stanley, você é o cara em "Destroyer"! Todas as faixas que canta são espetaculares.

Para iniciar os trabalhos, já que elogiei Paul, confira "Detroit Rock City" para constatar o que acabo de dizer. Fantástica em todos os sentidos.
Paul segue à frente com a ótima "King of the Night Time World", que nos faz recordar dos grandes rocks dos anos 60. A diferença aqui, é que as influências da banda passaram a ter identidade própria, ou seja, a cara, ou melhor, a maquiagem do Kiss.
Falando em identidade, Gene começava a pender para o lado mais "dark", conduzindo as canções mais pesadas. Algo como Paul McCartney ficava com as melódicas e Lennon com as mensagens mais densas no período mais próximo do final dos Beatles. "God of Thunder" é muito, mas muito boa. Encaixada no tracklist no local certo, cadenciando as coisas e trazendo diversidade com peso.
Falando em diversidade, a balada "Great Expectations" me assustou um pouco no começo. Quando prestei atenção em seus elementos e, ao ouvir o seu refrão pomposo, cheguei a pensar que não fazia sentido nenhum estar ali. Aos poucos, fui assimilando e gostando, até que cheguei à conclusão de que é uma ótima faixa. Uma linda canção composta e cantada por Gene.
Retornando ao rock, "Flaming Youth" é outro petardo. Impossível não cantar o refrão já na primeira audição. Na minha opinião, trata-se de uma das melhores faixas já compostas pelo Kiss.
Gene retorna com a ótima "Sweet Pain", em uma faixa de puro Rock And Roll. Em seguida, divide os vocais com Paul na fantástica "Shout It out Loud", em mais uma faixa absurdamente espetacular. Empolgante ao extremo.
"Beth" é uma balada composta cantada por Peter Criss e que também causa estranheza de início. Dizem que os demais membros não a queriam no álbum por soar diferente das demais canções. Conversa vai, conversa vem e acabou ficando. Apesar de Criss sofrer um pouco para cantá-la, trata-se de uma linda canção.
E para encerrar em grande estilo, "Do You Love Me?" é uma canção que mistura rock e glam em mais um grande momento de Paul Stanley. O refrão é espetacular e perfeito para execução ao vivo.
Ainda há uma faixa de pouco mais de um minuto que serve apenas para conclusão dos trabalhos. Nada que possa ajudar ou atrapalhar.

Este álbum é definitivamente um dos clássicos do Kiss. Aqui, a banda impôs a sua identidade e conseguiu migrar do convencional para o único, dando início à construção deste monumento que é. Se você não conhece a discografia e quer começar pelos melhores, não tenha dúvidas, comece por "Destroyer".

O primeiro tiro de canhão do Kiss
5
03/04/2018

Amigos e amigas, cá estou eu para falar de um clássico do rock. Venho humildemente dar a minha opinião sobre "Destroyer", considerado por mim o primeiro clássico do Kiss.

Neste período, o Kiss já estava começando a amadurecer, já que tinha lançado três álbuns anteriormente. O primeiro homônimo, gostei demais, já que trazia uma banda com garra para fazer música de qualidade e demonstrando nitidamente as suas influências com base nas grandes bandas dos anos 60. Achei que derraparam um pouco com "Hotter Than Hell". Possui ótimos temas, é claro, mas não causou muito impacto. O mesmo aconteceu com "Dressed To Kill", que teve problemas relacionados à produção e baixo orçamento. Do lado positivo, também possui boas canções. Porém, o encaixe perfeito está aqui, com "Destroyer". Perfeito, pegajoso, pomposo e empolgante do início ao fim. O detalhe extra que faltava para deixar o Kiss espetacular, está aqui!

"Destroyer" possui uma energia fantástica, frutos colhidos após o grande sucesso do álbum "Alive!", que mostrava claramente que a banda deveria focar em produzir músicas para detonar nos palcos. Além disso, o produtor Bob Ezrin fez um trabalho fantástico ao adicionar novos elementos ao som do grupo, como vozes de crianças em "God of Thunder" e coros/orquestrações em "Great Expectations" e "Beth". Tudo isso foi incorporado dentro de composições excelentes.

Antes de falar brevemente sobre as faixas, preciso dar destaque ao grande nome deste álbum. Este cidadão não esteve tão em evidência em "Dressed To Kill", mas aqui, se sobressai de maneira plena e impactante. Paul Stanley, você é o cara em "Destroyer"! Todas as faixas que canta são espetaculares.

Para iniciar os trabalhos, já que elogiei Paul, confira "Detroit Rock City" para constatar o que acabo de dizer. Fantástica em todos os sentidos.
Paul segue à frente com a ótima "King of the Night Time World", que nos faz recordar dos grandes rocks dos anos 60. A diferença aqui, é que as influências da banda passaram a ter identidade própria, ou seja, a cara, ou melhor, a maquiagem do Kiss.
Falando em identidade, Gene começava a pender para o lado mais "dark", conduzindo as canções mais pesadas. Algo como Paul McCartney ficava com as melódicas e Lennon com as mensagens mais densas no período mais próximo do final dos Beatles. "God of Thunder" é muito, mas muito boa. Encaixada no tracklist no local certo, cadenciando as coisas e trazendo diversidade com peso.
Falando em diversidade, a balada "Great Expectations" me assustou um pouco no começo. Quando prestei atenção em seus elementos e, ao ouvir o seu refrão pomposo, cheguei a pensar que não fazia sentido nenhum estar ali. Aos poucos, fui assimilando e gostando, até que cheguei à conclusão de que é uma ótima faixa. Uma linda canção composta e cantada por Gene.
Retornando ao rock, "Flaming Youth" é outro petardo. Impossível não cantar o refrão já na primeira audição. Na minha opinião, trata-se de uma das melhores faixas já compostas pelo Kiss.
Gene retorna com a ótima "Sweet Pain", em uma faixa de puro Rock And Roll. Em seguida, divide os vocais com Paul na fantástica "Shout It out Loud", em mais uma faixa absurdamente espetacular. Empolgante ao extremo.
"Beth" é uma balada composta cantada por Peter Criss e que também causa estranheza de início. Dizem que os demais membros não a queriam no álbum por soar diferente das demais canções. Conversa vai, conversa vem e acabou ficando. Apesar de Criss sofrer um pouco para cantá-la, trata-se de uma linda canção.
E para encerrar em grande estilo, "Do You Love Me?" é uma canção que mistura rock e glam em mais um grande momento de Paul Stanley. O refrão é espetacular e perfeito para execução ao vivo.
Ainda há uma faixa de pouco mais de um minuto que serve apenas para conclusão dos trabalhos. Nada que possa ajudar ou atrapalhar.

Este álbum é definitivamente um dos clássicos do Kiss. Aqui, a banda impôs a sua identidade e conseguiu migrar do convencional para o único, dando início à construção deste monumento que é. Se você não conhece a discografia e quer começar pelos melhores, não tenha dúvidas, comece por "Destroyer".

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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