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Resenha: Angra - ØMNI (2018)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Trilhando o caminho escolhido com seriedade
4.5
03/04/2018

É sempre prazeroso e gera uma grande expectativa quando um novo álbum do Angra aterrissa. O time liderado por Rafael Bittencourt - que agora segura as rédeas sozinho após a saída de Kiko Loureiro para o Megadeth - chega com "Ømni": um álbum ousado, direto e de qualidade excelente.

Com a entrada do sólido Bruno Valverde na bateria e, mais recentemente, com o grande Marcelo Barbosa para substituir o espetacular Kiko Loureiro, é interessante que o Angra tenha passado por algumas mudanças de line-up mas, ao mesmo tempo, a formação atual pareça extremamente sólida, como se tocassem juntos há muitos anos. O instrumental em "Ømni" está de altíssimo nível, sem decepcionar em um momento sequer. Tenho que falar isoladamente do instrumental porque preciso ressaltar o maior destaque deste álbum e que merece um parágrafo exclusivo.

Lione! Ah, Fabio Lione. Agora você e o Angra se encontraram em definitivo. Sua performance é avassaladora, pois consegue ser agressivo, sentimental, melódico e preciso em todos os instantes. Tudo aqui se encaixa perfeitamente com a sua voz, e nós fãs simplesmente nos deliciamos com isso.

Desde "Secret Garden", Rafael Bittencourt tem se aventurado também diante dos microfones. Mais uma vez não fez feio, mas é complicado dividir os trabalhos com um monstro como Fabio. Não sei se acontece somente comigo, mas me parece que a mixagem do seu vocal em alguns momentos soa um pouco abafada. Nada que comprometa, é claro, mas inicialmente me causou estranheza.

Outro detalhe que causou alvoroço e que obviamente merece ser citado, é a ousadia da banda em trazer uma cantora pop da mídia como a Sandy para um trabalho de heavy metal. Ainda mais dividindo os vocais com a bela Alissa White-Gluz, do Arch Enemy. Sandy primeira não fez feio. Já Alissa, gosto em alguns momentos e em outros nem tanto. Mas, neste caso, a qualidade da faixa "Black Widow's Web" se sobressai em todos os sentidos.

Sobre as faixas de "Ømni", elas falam sobre experiências místicas, espiritualidade e pequenas histórias de ficção científica que se entrelaçam em diversas épocas distintas, com conexão até com alguns trabalhos já lançados pela banda, como o "Holy Land" e o "Temple Of Shadows".
O único momento que podemos considerar como previsível aqui é com a faixa de abertura "Light of Transcendence", que tem tudo o que se espera como cartão de visitas de um álbum do Angra: peso e velocidade. Os destaques aqui são Lione e Barbosa, além das grandes orquestrações.
"Travelers of Time" chega no estilo "Angels And Demons", com excelente refrão e novamente a performance de Lione acima da média, alternando com Rafael Bittencourt, que também se destaca.
"Black Widow's Web" já foi citada anteriormente e é a famosa faixa que conta com Sandy e Alissa White-Gluz. Sem dúvida uma candidata a melhor do álbum, por ser diversificada, cadenciada e com mais um refrão espetacular.
O início de "Insania" me faz lembrar de "Acid Rain", do álbum "Rebirth". Só o começo, pois a faixa segue outro caminho em seguida, embora ainda mantendo o refrão pomposo e com grandes vocalizações. Fabio Lione cantando aqui é uma apelação absurda. Fantástico!
"The Bottom of My Soul" foi composta para o Bittencourt Project e deve ser por isso que é cantada por Rafael. É bem diferente das baladas do Angra, que em sua maioria eram compostas por André Matos e Edu Falaschi. É gratificante saber que foi escolhida para o álbum, pois é excelente.
Kiko Loureiro traz o peso do Megadeth com sua participação na rápida e pesada "War Horns". É uma faixa um pouco mais complexa, com citações do Apocalipse e exige maior dedicação para assimilação. Isso é ruim? Nem um pouco!
Para nos fazer recordar do fantástico "Holy Land", "Caveman" chega com sons de batuques nativos e alguns versos em português. As passagens cantadas por Lione dão o contraste necessário e o resultado é bem satisfatório.
"Magic Mirror" é tão boa que pode ser considerada um hit. Sua assimilação é imediata e o refrão é extremamente poderoso. Uma faixa de sete minutos com passagens fantásticas, destacando a qualidade do instrumental já citado anteriormente.
Para acalmar as coisas, "Always More" é cantada magnificamente por Fabio Lione. Uma balada lindíssima, facilmente posicionada na parte de cima da lista das melhores já compostas pela banda. De arrepiar!
"Ømni - Silence Inside" chega com mais de oito minutos de puro power metal com passagens progressivas magníficas, alternando entre momentos mais lentos e melódicos, e outros com peso e agressividade. Um encerramento perfeito para o álbum com uma das melhores músicas já compostas pela banda.
Peraí, encerramento? Sim, ainda há a faixa "Ømni - Infinite Nothing", que é puramente orquestral e uma belíssima composição, fazendo referência às faixas anteriores. A música merece elogios, mas, para mim, acabou ficando um pouco desconexa diante das demais. Talvez se Lione ou Rafael cantassem nela, poderia ter eliminado este sentimento. Por isso considero "Ømni - Silence Inside" como encerramento do álbum.

O Angra retorna ousado, preciso e coeso em "Ømni". Excelente para os fãs e para a música brasileira.

Trilhando o caminho escolhido com seriedade
4.5
03/04/2018

É sempre prazeroso e gera uma grande expectativa quando um novo álbum do Angra aterrissa. O time liderado por Rafael Bittencourt - que agora segura as rédeas sozinho após a saída de Kiko Loureiro para o Megadeth - chega com "Ømni": um álbum ousado, direto e de qualidade excelente.

Com a entrada do sólido Bruno Valverde na bateria e, mais recentemente, com o grande Marcelo Barbosa para substituir o espetacular Kiko Loureiro, é interessante que o Angra tenha passado por algumas mudanças de line-up mas, ao mesmo tempo, a formação atual pareça extremamente sólida, como se tocassem juntos há muitos anos. O instrumental em "Ømni" está de altíssimo nível, sem decepcionar em um momento sequer. Tenho que falar isoladamente do instrumental porque preciso ressaltar o maior destaque deste álbum e que merece um parágrafo exclusivo.

Lione! Ah, Fabio Lione. Agora você e o Angra se encontraram em definitivo. Sua performance é avassaladora, pois consegue ser agressivo, sentimental, melódico e preciso em todos os instantes. Tudo aqui se encaixa perfeitamente com a sua voz, e nós fãs simplesmente nos deliciamos com isso.

Desde "Secret Garden", Rafael Bittencourt tem se aventurado também diante dos microfones. Mais uma vez não fez feio, mas é complicado dividir os trabalhos com um monstro como Fabio. Não sei se acontece somente comigo, mas me parece que a mixagem do seu vocal em alguns momentos soa um pouco abafada. Nada que comprometa, é claro, mas inicialmente me causou estranheza.

Outro detalhe que causou alvoroço e que obviamente merece ser citado, é a ousadia da banda em trazer uma cantora pop da mídia como a Sandy para um trabalho de heavy metal. Ainda mais dividindo os vocais com a bela Alissa White-Gluz, do Arch Enemy. Sandy primeira não fez feio. Já Alissa, gosto em alguns momentos e em outros nem tanto. Mas, neste caso, a qualidade da faixa "Black Widow's Web" se sobressai em todos os sentidos.

Sobre as faixas de "Ømni", elas falam sobre experiências místicas, espiritualidade e pequenas histórias de ficção científica que se entrelaçam em diversas épocas distintas, com conexão até com alguns trabalhos já lançados pela banda, como o "Holy Land" e o "Temple Of Shadows".
O único momento que podemos considerar como previsível aqui é com a faixa de abertura "Light of Transcendence", que tem tudo o que se espera como cartão de visitas de um álbum do Angra: peso e velocidade. Os destaques aqui são Lione e Barbosa, além das grandes orquestrações.
"Travelers of Time" chega no estilo "Angels And Demons", com excelente refrão e novamente a performance de Lione acima da média, alternando com Rafael Bittencourt, que também se destaca.
"Black Widow's Web" já foi citada anteriormente e é a famosa faixa que conta com Sandy e Alissa White-Gluz. Sem dúvida uma candidata a melhor do álbum, por ser diversificada, cadenciada e com mais um refrão espetacular.
O início de "Insania" me faz lembrar de "Acid Rain", do álbum "Rebirth". Só o começo, pois a faixa segue outro caminho em seguida, embora ainda mantendo o refrão pomposo e com grandes vocalizações. Fabio Lione cantando aqui é uma apelação absurda. Fantástico!
"The Bottom of My Soul" foi composta para o Bittencourt Project e deve ser por isso que é cantada por Rafael. É bem diferente das baladas do Angra, que em sua maioria eram compostas por André Matos e Edu Falaschi. É gratificante saber que foi escolhida para o álbum, pois é excelente.
Kiko Loureiro traz o peso do Megadeth com sua participação na rápida e pesada "War Horns". É uma faixa um pouco mais complexa, com citações do Apocalipse e exige maior dedicação para assimilação. Isso é ruim? Nem um pouco!
Para nos fazer recordar do fantástico "Holy Land", "Caveman" chega com sons de batuques nativos e alguns versos em português. As passagens cantadas por Lione dão o contraste necessário e o resultado é bem satisfatório.
"Magic Mirror" é tão boa que pode ser considerada um hit. Sua assimilação é imediata e o refrão é extremamente poderoso. Uma faixa de sete minutos com passagens fantásticas, destacando a qualidade do instrumental já citado anteriormente.
Para acalmar as coisas, "Always More" é cantada magnificamente por Fabio Lione. Uma balada lindíssima, facilmente posicionada na parte de cima da lista das melhores já compostas pela banda. De arrepiar!
"Ømni - Silence Inside" chega com mais de oito minutos de puro power metal com passagens progressivas magníficas, alternando entre momentos mais lentos e melódicos, e outros com peso e agressividade. Um encerramento perfeito para o álbum com uma das melhores músicas já compostas pela banda.
Peraí, encerramento? Sim, ainda há a faixa "Ømni - Infinite Nothing", que é puramente orquestral e uma belíssima composição, fazendo referência às faixas anteriores. A música merece elogios, mas, para mim, acabou ficando um pouco desconexa diante das demais. Talvez se Lione ou Rafael cantassem nela, poderia ter eliminado este sentimento. Por isso considero "Ømni - Silence Inside" como encerramento do álbum.

O Angra retorna ousado, preciso e coeso em "Ømni". Excelente para os fãs e para a música brasileira.

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