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Resenha: Venom - At War With Satan (1984)

Por: Fábio Arthur

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Black Metal inovador
5
25/09/2018

No seu terceiro disco, o Venom viria com uma proposta em que faria algo semi-conceitual. O tema, a história de uma guerra entre o Céu e o Inferno, e assim foram elaborados os termos para a gravação.
	
O grupo vinha percorrendo o caminho do sucesso, já que o debut Welcome To Hell caíra nas graças dos fãs e de outras bandas de Black Metal, fora tido como o clássico absoluto da banda; então esse seria momento perfeito para chegar a um auge.

Dentro do roteiro idealizado, a banda chegou a um título, para lá de chamativo e assustador, e porque não afrontador para os puritanos, o disco fora intitulado de At War With Satan. Logicamente, a banda se vangloriava de suas temáticas diabólicas e se orgulhava de seu novo trabalho.
Para tal, foi elaborado um livro ilustrando e contando a história em textos, também a capa seria de couro e costurada ao redor, além do nome da banda em alto-relevo. Tudo isso daria um gasto excessivo para gravadora, mesmo sendo perfeitamente bem-vindo. 

At War divide opiniões entre fãs e críticos. O álbum agradou a muitos e ao mesmo tempo deixou outros sem entender a conotação expressada pela banda. Um outro problema começou a ocorrer quando a banda foi perseguida por religiosos e pais de famílias, com as letras totalmente calcadas em temas satânicos, geraram conflitos e a representante HMV retirou o disco das prateleiras poucos dias após seu lançamento. Agora a divulgação feita até mesmo em TV e a tour, seriam um caso perdido, deixando um prejuízo e o grupo investindo nas canções de seus dois primeiros álbuns. Por vezes executaram algo de At War ao vivo, mas muito pouco devido ao impasse sofrido pelo grupo.
Em 1984 o Venom influenciava muitas bandas já e também era citado nas revistas especializadas e, até mesmo eles, eram muito requisitados para os shows.
Enfim, o disco não é descartável, porém realmente difere de seus antecessores, pois logo na faixa de abertura At War With Satan temos 19:58 de canção e a mesma ilustra o conceito da guerra já citada nas linhas acima. A música não decepciona, é bem-composta e tem suas passagens bem incisivas; no LP, ela preenche um lado todo do disco. Rip Ride soa no estilo Venom, com aquela fúria exibida em acordes rápidos, com bateria pulsante, além do vocal gritado de Cronos. Genocide, outro ótimo momento, a faixa tem um riff muito expressivo e que faz toda diferença, Cry Wolf dá seguimento em bom tom, sendo também uma canção muito boa e que denomina o status de clássica por si só. Stand Up (And Be Counted) não é uma música de preenchimento e sim algo concreto e avassalador, mostrando que o grupo estava focado e tinha bom material em mãos naquele momento, Women, Leather and Hell - que por vezes foi tocada ao vivo - é um outro ponto alto do álbum e bem ao propósito da banda. Por fim, eles em uma brincadeira, juntamente como uma loucura desencadeada, a faixa Aaaaarrghh se faz exagerada e digna em mesmo tempo. Tudo porque o grupo exibe gritos, risos e batidas desordenadas de bateria, ao acompanhamento de acordes indecifráveis e até mesmo um piano em toques clássicos ao fundo, enquanto a banda entra e sai do andamento speed, para finalizar o disco como se estivessem em uma espécie de hospício musical.
O Venom foi injustiçado nessa fase. A banda trouxe conteúdo e foi ignorada por tantos e muito bem-aceita por outros, mas o ponto é que, eles tinham um material perfeito e inovador, um avanço carregado do estilo da banda. O disco saiu posteriormente, com a capa imitando a de couro e somente o encarte com as letras e as faixas foram mantidas. Fora a descriminação religiosa, acredito eu, que a banda sofreu também por falta de interesse da gravadora e agência do grupo em impulsionar de forma correta o material como um todo; isso dificultou também sua divulgação.
O importante é que o disco está ai, hoje sendo lançado em CD, com muitos bônus e algumas fotos, mas a versão em LP original, mantém a versão oitentista e simples de época. 

Esse é clássico e do período bem produtivo da banda. Vale conferir.

Black Metal inovador
5
25/09/2018

No seu terceiro disco, o Venom viria com uma proposta em que faria algo semi-conceitual. O tema, a história de uma guerra entre o Céu e o Inferno, e assim foram elaborados os termos para a gravação.
	
O grupo vinha percorrendo o caminho do sucesso, já que o debut Welcome To Hell caíra nas graças dos fãs e de outras bandas de Black Metal, fora tido como o clássico absoluto da banda; então esse seria momento perfeito para chegar a um auge.

Dentro do roteiro idealizado, a banda chegou a um título, para lá de chamativo e assustador, e porque não afrontador para os puritanos, o disco fora intitulado de At War With Satan. Logicamente, a banda se vangloriava de suas temáticas diabólicas e se orgulhava de seu novo trabalho.
Para tal, foi elaborado um livro ilustrando e contando a história em textos, também a capa seria de couro e costurada ao redor, além do nome da banda em alto-relevo. Tudo isso daria um gasto excessivo para gravadora, mesmo sendo perfeitamente bem-vindo. 

At War divide opiniões entre fãs e críticos. O álbum agradou a muitos e ao mesmo tempo deixou outros sem entender a conotação expressada pela banda. Um outro problema começou a ocorrer quando a banda foi perseguida por religiosos e pais de famílias, com as letras totalmente calcadas em temas satânicos, geraram conflitos e a representante HMV retirou o disco das prateleiras poucos dias após seu lançamento. Agora a divulgação feita até mesmo em TV e a tour, seriam um caso perdido, deixando um prejuízo e o grupo investindo nas canções de seus dois primeiros álbuns. Por vezes executaram algo de At War ao vivo, mas muito pouco devido ao impasse sofrido pelo grupo.
Em 1984 o Venom influenciava muitas bandas já e também era citado nas revistas especializadas e, até mesmo eles, eram muito requisitados para os shows.
Enfim, o disco não é descartável, porém realmente difere de seus antecessores, pois logo na faixa de abertura At War With Satan temos 19:58 de canção e a mesma ilustra o conceito da guerra já citada nas linhas acima. A música não decepciona, é bem-composta e tem suas passagens bem incisivas; no LP, ela preenche um lado todo do disco. Rip Ride soa no estilo Venom, com aquela fúria exibida em acordes rápidos, com bateria pulsante, além do vocal gritado de Cronos. Genocide, outro ótimo momento, a faixa tem um riff muito expressivo e que faz toda diferença, Cry Wolf dá seguimento em bom tom, sendo também uma canção muito boa e que denomina o status de clássica por si só. Stand Up (And Be Counted) não é uma música de preenchimento e sim algo concreto e avassalador, mostrando que o grupo estava focado e tinha bom material em mãos naquele momento, Women, Leather and Hell - que por vezes foi tocada ao vivo - é um outro ponto alto do álbum e bem ao propósito da banda. Por fim, eles em uma brincadeira, juntamente como uma loucura desencadeada, a faixa Aaaaarrghh se faz exagerada e digna em mesmo tempo. Tudo porque o grupo exibe gritos, risos e batidas desordenadas de bateria, ao acompanhamento de acordes indecifráveis e até mesmo um piano em toques clássicos ao fundo, enquanto a banda entra e sai do andamento speed, para finalizar o disco como se estivessem em uma espécie de hospício musical.
O Venom foi injustiçado nessa fase. A banda trouxe conteúdo e foi ignorada por tantos e muito bem-aceita por outros, mas o ponto é que, eles tinham um material perfeito e inovador, um avanço carregado do estilo da banda. O disco saiu posteriormente, com a capa imitando a de couro e somente o encarte com as letras e as faixas foram mantidas. Fora a descriminação religiosa, acredito eu, que a banda sofreu também por falta de interesse da gravadora e agência do grupo em impulsionar de forma correta o material como um todo; isso dificultou também sua divulgação.
O importante é que o disco está ai, hoje sendo lançado em CD, com muitos bônus e algumas fotos, mas a versão em LP original, mantém a versão oitentista e simples de época. 

Esse é clássico e do período bem produtivo da banda. Vale conferir.

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