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Resenha: Caravan - For Girls Who Grow Plump In The Night (1973)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Um disco bastante aventureiro e diversificado
4.5
02/04/2018

Bastante diferente do mais aclamado disco da banda, In The Land Of Grey And Pink, mas sem deixar de ser um disco excelente. Possui umas influências e concepções mais “pesadas” principalmente por conta de Pye Hastings e seus trabalhos de guitarra. É bastante rico musicalmente contendo uma enorme gama de instrumentos como clarinete, saxofone tenor, barítono e alto, flautim, flauta, trompete, trombone, congas, viola, sintetizadores, além, claro, dos mais tradicionais, baixo, bateria, guitarra e teclado. Um disco bastante aventureiro e diversificado onde todas as suas faixas são bem diferentes e de fácil absorção. Às vezes o ouvinte consegue até sentir um pouco de influência de southern rock em sua música. 

“Memory Lain, Hugh / Headloss” é que dá o ponta pé inicial no disco. Uma faixa bastante dinâmica e que contem uma grande nuance sonora. Possui uma excelente batida, um trabalho de guitarra muito bem desenvolvido e acrobático, um baixo que não apenas marca, mas se impõe em grandes linhas. As incursões de flauta dão uma atmosfera mais pastoral à canção e os metais salpicam algumas reminiscências jazzísticas. Caravan é uma banda que ao mesmo tempo em que consegue soar de maneira doce, também acrescenta um som vigoroso em suas músicas e aqui é um bom exemplo disso. Por volta de pouco mais dos cinco minutos onde começa a sua segunda parte é quando nota-se influência de southern rock, inclusive a música tendo certa semelhança em sua cadência com a faixa “Doraville” da banda Atlanta Rhythm Section. 

“Hoedown” mantem a mesma ideia de “Headloss”, só que com uma cadencia mais rápida, sinceramente acho que é uma faixa que não faz diferença no álbum. Não é ruim, mas não brilha. Também possui uma linha southern rock. Seu solo de viola certamente é o maior destaque que se pode encontrar aqui. 

“Surprise, Surprise” faz o ouvinte lembrar do que a banda havia feito nos primeiros discos. É uma balada com uma linda melodia, começa com violão e voz, então quando a banda entra, destaca-se a linha de baixo bastante criativa. O refrão possui ótimas harmonias vocais e a bateria é bastante enérgica. As letras são otimistas e nostálgicas. Novamente mais um ótimo solo de viola engrandece a música. 

“C'thlu Thlu” não poderia ter uma sonoridade que contrastasse mais com as faixas anteriores. Uma mudança de humor e uma atmosfera mais sombria a começar pelos riffs de guitarra, em sua maioria em um ritmo de marcha. Apesar disso, possui um refrão mais leve e animado. As letras são meio assustadoras, falando de algo como fugir de uma coisa que parece ser maligna. Destaque também para o solo de órgão de David Sinclair que coloca uma capa bastante sombria na música, até que ao chegar no seu fim, uma sonoridade alegre retorna por alguns segundos, sendo liderada por um saxofone, a música então novamente entra em notas mais tristes antes de finalizar de vez. 

“The Dog, The Dog, He's At It Again” possui um tom sincero e otimista que é bastante alinhado ao estilo característico da banda, mas apesar dessa serenidade aparente, sua letra é um ode ao sexo oral, “garota solitária, você gostaria de um doce para comer? Eu tenho alguns que eu gostaria que você segurasse, e meu irmão dirá que é bom para o seu frio”. A faixa traz alguns bons riffs de viola, o solo de sintetizador em meados da música é incrível. O uso de algumas palmas ao fundo são legais e criativas, mas uma coisa interessante que deve ser percebido é que apesar da banda nunca ter sido conhecida pela criação de bons arranjos vocais, aqui existe uma exceção e a complexidade encontrada pode ser comparada até mesmo ao encontrado em criações do Gentle Giant, o que convenhamos, não é pouca coisa. 

“Be All Right / Chance Of A Lifetime” começa com mais um riff interessante e introduz o ouvinte a um momento um pouco pesado. Tem uma peça de violino bastante performática e um ótimo solo de guitarra já com um minuto de música. Após alguns versos e refrãos a sonoridade da música cai para uma linha mais suave, apenas bongos e viola por trás da voz de Pye. Novamente destaque para as lindas harmonias vocais de apoio. Guitarras elétricas voltam novamente antes de outro solo de viola que cresce na música até que ela se acalma novamente nos vocais de Pye. Geoffrey Richardson tocou em apenas um álbum da banda, mas através da sua viola e seus solos, conseguiu fazer com que sua passagem não fosse vista apenas como mais um membro qualquer. 

“L'Auberge Du Sanglier” fecha o disco com chave de ouro, um épico lindo e magistral com muita sonoridade orquestral de apoio e bastante uso de violão e viola que define o humor triste da música. O baixo dessa música parece ser acústico, mas não sei bem ao certo se isso procede. Começa suavemente com um violão e viola antes que uma explosão sonora nos leve a seção principal, tendo órgão e viola distorcida assumindo o papel de protagonista na música, enquanto a guitarra elétrica pincela a música quando apropriado. Por volta de dois minutos e meio entra um ótimo solo de guitarra que é seguido por um igualmente brilhante solo de viola. Essa seção então chega ao fim com um acorde onírico. A liderança da faixa passa a ser de um piano, dando uma cara mais tristonha à música, as cordas da orquestra ao fundo vai crescendo lentamente até chegar ao primeiro plano. Cordas e metais parecem tomar dois caminhos diferentes, mas que combinam mesmo assim, o baixo começa a ganhar mais corpo junto da bateria, o sintetizador também acrescenta sua camada a uma sonoridade que a esse momento está extremamente rica, os riffs iniciais regressam a música, mas são interrompidos rapidamente por uma explosão que faz com que o álbum chegue ao fim. 

No geral um álbum excelente que poderia ser ainda melhor, mas mesmo assim é um clássico Caravan, possui uma grande qualidade musical em suas composições e o fluxo com que ele se desenrola transforma a sua audição em uma experiência extremamente prazerosa. 

Um disco bastante aventureiro e diversificado
4.5
02/04/2018

Bastante diferente do mais aclamado disco da banda, In The Land Of Grey And Pink, mas sem deixar de ser um disco excelente. Possui umas influências e concepções mais “pesadas” principalmente por conta de Pye Hastings e seus trabalhos de guitarra. É bastante rico musicalmente contendo uma enorme gama de instrumentos como clarinete, saxofone tenor, barítono e alto, flautim, flauta, trompete, trombone, congas, viola, sintetizadores, além, claro, dos mais tradicionais, baixo, bateria, guitarra e teclado. Um disco bastante aventureiro e diversificado onde todas as suas faixas são bem diferentes e de fácil absorção. Às vezes o ouvinte consegue até sentir um pouco de influência de southern rock em sua música. 

“Memory Lain, Hugh / Headloss” é que dá o ponta pé inicial no disco. Uma faixa bastante dinâmica e que contem uma grande nuance sonora. Possui uma excelente batida, um trabalho de guitarra muito bem desenvolvido e acrobático, um baixo que não apenas marca, mas se impõe em grandes linhas. As incursões de flauta dão uma atmosfera mais pastoral à canção e os metais salpicam algumas reminiscências jazzísticas. Caravan é uma banda que ao mesmo tempo em que consegue soar de maneira doce, também acrescenta um som vigoroso em suas músicas e aqui é um bom exemplo disso. Por volta de pouco mais dos cinco minutos onde começa a sua segunda parte é quando nota-se influência de southern rock, inclusive a música tendo certa semelhança em sua cadência com a faixa “Doraville” da banda Atlanta Rhythm Section. 

“Hoedown” mantem a mesma ideia de “Headloss”, só que com uma cadencia mais rápida, sinceramente acho que é uma faixa que não faz diferença no álbum. Não é ruim, mas não brilha. Também possui uma linha southern rock. Seu solo de viola certamente é o maior destaque que se pode encontrar aqui. 

“Surprise, Surprise” faz o ouvinte lembrar do que a banda havia feito nos primeiros discos. É uma balada com uma linda melodia, começa com violão e voz, então quando a banda entra, destaca-se a linha de baixo bastante criativa. O refrão possui ótimas harmonias vocais e a bateria é bastante enérgica. As letras são otimistas e nostálgicas. Novamente mais um ótimo solo de viola engrandece a música. 

“C'thlu Thlu” não poderia ter uma sonoridade que contrastasse mais com as faixas anteriores. Uma mudança de humor e uma atmosfera mais sombria a começar pelos riffs de guitarra, em sua maioria em um ritmo de marcha. Apesar disso, possui um refrão mais leve e animado. As letras são meio assustadoras, falando de algo como fugir de uma coisa que parece ser maligna. Destaque também para o solo de órgão de David Sinclair que coloca uma capa bastante sombria na música, até que ao chegar no seu fim, uma sonoridade alegre retorna por alguns segundos, sendo liderada por um saxofone, a música então novamente entra em notas mais tristes antes de finalizar de vez. 

“The Dog, The Dog, He's At It Again” possui um tom sincero e otimista que é bastante alinhado ao estilo característico da banda, mas apesar dessa serenidade aparente, sua letra é um ode ao sexo oral, “garota solitária, você gostaria de um doce para comer? Eu tenho alguns que eu gostaria que você segurasse, e meu irmão dirá que é bom para o seu frio”. A faixa traz alguns bons riffs de viola, o solo de sintetizador em meados da música é incrível. O uso de algumas palmas ao fundo são legais e criativas, mas uma coisa interessante que deve ser percebido é que apesar da banda nunca ter sido conhecida pela criação de bons arranjos vocais, aqui existe uma exceção e a complexidade encontrada pode ser comparada até mesmo ao encontrado em criações do Gentle Giant, o que convenhamos, não é pouca coisa. 

“Be All Right / Chance Of A Lifetime” começa com mais um riff interessante e introduz o ouvinte a um momento um pouco pesado. Tem uma peça de violino bastante performática e um ótimo solo de guitarra já com um minuto de música. Após alguns versos e refrãos a sonoridade da música cai para uma linha mais suave, apenas bongos e viola por trás da voz de Pye. Novamente destaque para as lindas harmonias vocais de apoio. Guitarras elétricas voltam novamente antes de outro solo de viola que cresce na música até que ela se acalma novamente nos vocais de Pye. Geoffrey Richardson tocou em apenas um álbum da banda, mas através da sua viola e seus solos, conseguiu fazer com que sua passagem não fosse vista apenas como mais um membro qualquer. 

“L'Auberge Du Sanglier” fecha o disco com chave de ouro, um épico lindo e magistral com muita sonoridade orquestral de apoio e bastante uso de violão e viola que define o humor triste da música. O baixo dessa música parece ser acústico, mas não sei bem ao certo se isso procede. Começa suavemente com um violão e viola antes que uma explosão sonora nos leve a seção principal, tendo órgão e viola distorcida assumindo o papel de protagonista na música, enquanto a guitarra elétrica pincela a música quando apropriado. Por volta de dois minutos e meio entra um ótimo solo de guitarra que é seguido por um igualmente brilhante solo de viola. Essa seção então chega ao fim com um acorde onírico. A liderança da faixa passa a ser de um piano, dando uma cara mais tristonha à música, as cordas da orquestra ao fundo vai crescendo lentamente até chegar ao primeiro plano. Cordas e metais parecem tomar dois caminhos diferentes, mas que combinam mesmo assim, o baixo começa a ganhar mais corpo junto da bateria, o sintetizador também acrescenta sua camada a uma sonoridade que a esse momento está extremamente rica, os riffs iniciais regressam a música, mas são interrompidos rapidamente por uma explosão que faz com que o álbum chegue ao fim. 

No geral um álbum excelente que poderia ser ainda melhor, mas mesmo assim é um clássico Caravan, possui uma grande qualidade musical em suas composições e o fluxo com que ele se desenrola transforma a sua audição em uma experiência extremamente prazerosa. 

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