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Resenha: Marillion - Misplaced Childhood (1985)

Por: André Luiz Paiz

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Não há elogios suficientes
5
11/09/2017

Cá está um dos álbuns que mais ouvi na vida. "Misplaced Childhood", o terceiro álbum do Marillion e o disco que atravessou todas as fronteiras do Rock Progressivo. Vamos falar um pouco sobre ele...

O Marillion causou um certo impacto quando, em 1983, lançou seu disco de estreia, o belo "Script for a Jester's Tear". Sofreu algumas críticas pela falta de originalidade e similaridade com os trabalhos do Genesis, principalmente da era Peter Gabriel. Conseguiu se desvincular um pouco destes rótulos com o próximo álbum: "Fugazi", lançado no ano seguinte e que também é um grande álbum. Mas, ainda faltava algo. Já em 1985, com "Misplaced Childhood", viria o reconhecimento definitivo.
"Misplaced Childhood" levou o Marillion ao topo. Além de sua temática dramática sobre a infância e amores perdidos de Fish - este um grande letrista, a parte instrumental é simplesmente perfeita. As composições são fenomenais e se complementam sem exceções e deslizes. Um álbum brilhante.
 
"Pseudo Silk Kimono" inicia o álbum com uma grande atmosfera. Em seguida, "Kayleigh" vem para atar as mãos do ouvinte, tornando-se impossível interromper sua audição. Um dos grandes hits da banda, que é executado até hoje na era Hogarth.
"Lavender" emociona e provoca arrepios. Que balada maravilhosa.
Avançando para a primeira faixa mais complexa, "Bitter Suite" é extremamente interessante e diversificada. Quando retoma o tema de "Lavender", nos sentimos novamente em casa, prontos para encarar a espetacular: "Heart Of Lotian". Aqui, os dedos não param, loucos para acompanhar Ian Mosley na bateria e a guitarra de Steve Rothery.
"Waterhole (Expresso Bongo)" age como uma "Pseudo Silk Kimono" mais pesada, iniciando o "lado B". Grande faixa e com grande atuação de Fish.
"Lords of the Backstage" é excelente, apesar de curta, com destaque total para Fish, que insiste com os dizeres "I just wanted you to be the first one" e classificando a canção logo no início como "A love song with no validity".
Prepare-se, pois chegamos em "Blind Curve". Uma obra-prima! Uma canção emocionante e uma das melhores canções de rock progressivo que já ouvi. Aqui só nos resta apreciar e compartilhar o sofrimento de Fish ao vê-lo implorando por sua infância de volta. 
E para finalizar, "Childhood's End?" e "White Feather" encerram o trabalho com o mesmo nível das faixas anteriores, suavizando as coisas e realçando a faceta melódica da banda.

Como adendo, até as faixas bônus das versões especiais, "Lady Nina" e "Freaks", também devem ser ouvidas, pois são bem interessantes.

Obrigado Marillion, pelo "Misplaced Childhood", um companheiro de grandes momentos que tive.

Não há elogios suficientes
5
11/09/2017

Cá está um dos álbuns que mais ouvi na vida. "Misplaced Childhood", o terceiro álbum do Marillion e o disco que atravessou todas as fronteiras do Rock Progressivo. Vamos falar um pouco sobre ele...

O Marillion causou um certo impacto quando, em 1983, lançou seu disco de estreia, o belo "Script for a Jester's Tear". Sofreu algumas críticas pela falta de originalidade e similaridade com os trabalhos do Genesis, principalmente da era Peter Gabriel. Conseguiu se desvincular um pouco destes rótulos com o próximo álbum: "Fugazi", lançado no ano seguinte e que também é um grande álbum. Mas, ainda faltava algo. Já em 1985, com "Misplaced Childhood", viria o reconhecimento definitivo.
"Misplaced Childhood" levou o Marillion ao topo. Além de sua temática dramática sobre a infância e amores perdidos de Fish - este um grande letrista, a parte instrumental é simplesmente perfeita. As composições são fenomenais e se complementam sem exceções e deslizes. Um álbum brilhante.
 
"Pseudo Silk Kimono" inicia o álbum com uma grande atmosfera. Em seguida, "Kayleigh" vem para atar as mãos do ouvinte, tornando-se impossível interromper sua audição. Um dos grandes hits da banda, que é executado até hoje na era Hogarth.
"Lavender" emociona e provoca arrepios. Que balada maravilhosa.
Avançando para a primeira faixa mais complexa, "Bitter Suite" é extremamente interessante e diversificada. Quando retoma o tema de "Lavender", nos sentimos novamente em casa, prontos para encarar a espetacular: "Heart Of Lotian". Aqui, os dedos não param, loucos para acompanhar Ian Mosley na bateria e a guitarra de Steve Rothery.
"Waterhole (Expresso Bongo)" age como uma "Pseudo Silk Kimono" mais pesada, iniciando o "lado B". Grande faixa e com grande atuação de Fish.
"Lords of the Backstage" é excelente, apesar de curta, com destaque total para Fish, que insiste com os dizeres "I just wanted you to be the first one" e classificando a canção logo no início como "A love song with no validity".
Prepare-se, pois chegamos em "Blind Curve". Uma obra-prima! Uma canção emocionante e uma das melhores canções de rock progressivo que já ouvi. Aqui só nos resta apreciar e compartilhar o sofrimento de Fish ao vê-lo implorando por sua infância de volta. 
E para finalizar, "Childhood's End?" e "White Feather" encerram o trabalho com o mesmo nível das faixas anteriores, suavizando as coisas e realçando a faceta melódica da banda.

Como adendo, até as faixas bônus das versões especiais, "Lady Nina" e "Freaks", também devem ser ouvidas, pois são bem interessantes.

Obrigado Marillion, pelo "Misplaced Childhood", um companheiro de grandes momentos que tive.

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