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Resenha: Traffic - Mr. Fantasy (1967)

Por: Tiago Meneses

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Música bastante criativa e agradável.
3.5
29/03/2018

O ano de 1967 talvez seja um dos mais importantes para a história do rock devido à quantidade de clássicos absolutos e indiscutíveis produzidos naquele ano. Com isso, é fácil também de encontrar aquela obra negligenciada, onde certamente o disco de estreia da Traffic, Mr Fantasy é um dos maiores exemplos dentro da psicodelia britânica. Muitas especulações podem ser feitas entorno disso, onde uma delas é o fato dele nunca ter feito sucesso nos Estados Unidos, ao menos não dentro do formato em que foi lançado. Contudo trata-se de um disco muito bom de grande ecletismo de influências e abordagens diferentes por parte dos seus integrantes. 

“Heaven Is In Your Mind” abre o disco com uma boa introdução ao piano, bateria e saxofone, tem uma atmosfera suave, melódica e emocional, possui excelentes vocais de Winwood que às vezes soa meio sombrio. Excelente também é a guitarra a partir dos três minutos. “Berkshire Poppies” é uma música meio engraçada e que eu não duvidaria se tiver sido influenciada pelo uso de algumas substâncias, o piano soa fora de sintonia, mas apesar de tudo eles parecem está se divertindo. 

“House for Everyone” é uma faixa bem psicodélica composta do Dave Mason, começa com um relógio intercalando com o órgão e mellotron. A bateria é bem enérgica e o saxofone bastante presente. Não chega a ser uma grande canção, mas agrada. Em “No Face, No Name, No Number” os vocais de Winwood são bastante pungentes enquanto um arranjo suave e emotivo edifica ainda mais a música, com destaque para o trabalho de flauta. 

"Dear Mr. Fantasy” é uma música belíssima. Novamente com vocais poderosos, um órgão muito bem encaixado e em alto tom, um trabalho brutal de guitarra com bases e solos arrasadores, bateria e baixo fazem uma cozinha forte e uma gaita pincela as paredes sonoras com delicadeza e personalidade. “Dealer” tem um arranjo de violão com influência na música tradicional espanhola e mexicana, também tem o uso de instrumentos latinos de percussão e uma flauta que cria uma boa atmosfera. A letras parecem ser sobre um traficante de drogas. 

“Utterly Simple” é mais um dos momentos bastante psicodélicos do disco, tem sua base construída com instrumentos de percussão e o uso de sitar. “Coloured Rain” certamente é mais um destaque, impressionante como Winwood com apenas dezenove anos consegue ter tanto poder na voz. O órgão é sensacional, assim como as linhas esporádicas de saxofone, mas a real é que todos os instrumentos reunidos dão uma força incrível pra essa faixa. 

“Hope I Never Find Me There” soa bastante pop e pode até chegar a passar o ouvinte à impressão de estar ouvindo algum som do David Bowie (que havia lançado seu primeiro disco alguns meses antes), o que obviamente não tem problema algum, pois é uma faixa boa com ótimo vocal, bonitas linhas de guitarras elétricas e pinceladas acústicas e um baixo marcante. O disco chega ao fim com “Giving to You”, uma jam com influências jazzísticas, vozes estranhas, a guitarra tem um estilo meio Hendrix e alterna-se entre belas linhas de órgão. Considero esse final do disco uma explosão brilhante e genial de ideias. 

Tecnicamente este disco não apresenta nada demais, a banda inclusive iria crescer muito musicalmente em alguns próximos lançamentos, mas sua importância histórica faz com que ele não deva ser visto apenas como mais um disco lançado em 1967, mas sim, como uma das importantes peças que compõe o lado mais inventivo daquele período. Música bastante criativa e agradável. 

Música bastante criativa e agradável.
3.5
29/03/2018

O ano de 1967 talvez seja um dos mais importantes para a história do rock devido à quantidade de clássicos absolutos e indiscutíveis produzidos naquele ano. Com isso, é fácil também de encontrar aquela obra negligenciada, onde certamente o disco de estreia da Traffic, Mr Fantasy é um dos maiores exemplos dentro da psicodelia britânica. Muitas especulações podem ser feitas entorno disso, onde uma delas é o fato dele nunca ter feito sucesso nos Estados Unidos, ao menos não dentro do formato em que foi lançado. Contudo trata-se de um disco muito bom de grande ecletismo de influências e abordagens diferentes por parte dos seus integrantes. 

“Heaven Is In Your Mind” abre o disco com uma boa introdução ao piano, bateria e saxofone, tem uma atmosfera suave, melódica e emocional, possui excelentes vocais de Winwood que às vezes soa meio sombrio. Excelente também é a guitarra a partir dos três minutos. “Berkshire Poppies” é uma música meio engraçada e que eu não duvidaria se tiver sido influenciada pelo uso de algumas substâncias, o piano soa fora de sintonia, mas apesar de tudo eles parecem está se divertindo. 

“House for Everyone” é uma faixa bem psicodélica composta do Dave Mason, começa com um relógio intercalando com o órgão e mellotron. A bateria é bem enérgica e o saxofone bastante presente. Não chega a ser uma grande canção, mas agrada. Em “No Face, No Name, No Number” os vocais de Winwood são bastante pungentes enquanto um arranjo suave e emotivo edifica ainda mais a música, com destaque para o trabalho de flauta. 

"Dear Mr. Fantasy” é uma música belíssima. Novamente com vocais poderosos, um órgão muito bem encaixado e em alto tom, um trabalho brutal de guitarra com bases e solos arrasadores, bateria e baixo fazem uma cozinha forte e uma gaita pincela as paredes sonoras com delicadeza e personalidade. “Dealer” tem um arranjo de violão com influência na música tradicional espanhola e mexicana, também tem o uso de instrumentos latinos de percussão e uma flauta que cria uma boa atmosfera. A letras parecem ser sobre um traficante de drogas. 

“Utterly Simple” é mais um dos momentos bastante psicodélicos do disco, tem sua base construída com instrumentos de percussão e o uso de sitar. “Coloured Rain” certamente é mais um destaque, impressionante como Winwood com apenas dezenove anos consegue ter tanto poder na voz. O órgão é sensacional, assim como as linhas esporádicas de saxofone, mas a real é que todos os instrumentos reunidos dão uma força incrível pra essa faixa. 

“Hope I Never Find Me There” soa bastante pop e pode até chegar a passar o ouvinte à impressão de estar ouvindo algum som do David Bowie (que havia lançado seu primeiro disco alguns meses antes), o que obviamente não tem problema algum, pois é uma faixa boa com ótimo vocal, bonitas linhas de guitarras elétricas e pinceladas acústicas e um baixo marcante. O disco chega ao fim com “Giving to You”, uma jam com influências jazzísticas, vozes estranhas, a guitarra tem um estilo meio Hendrix e alterna-se entre belas linhas de órgão. Considero esse final do disco uma explosão brilhante e genial de ideias. 

Tecnicamente este disco não apresenta nada demais, a banda inclusive iria crescer muito musicalmente em alguns próximos lançamentos, mas sua importância histórica faz com que ele não deva ser visto apenas como mais um disco lançado em 1967, mas sim, como uma das importantes peças que compõe o lado mais inventivo daquele período. Música bastante criativa e agradável. 

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