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Resenha: GTR - GTR (1986)

Por: Tiago Meneses

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Um bom disco de AOR.
3
27/03/2018

Se eu tivesse escrevendo essa resenha na época que conheci esse álbum, provavelmente tudo soaria bem diferente de como vai ser agora. Se antes eu simplesmente havia detestado esse disco, hoje o considero um bom registro de música pop. Eu como um fã de rock progressivo, compreendo minha ira inicial, afinal, GTR não soa em nada com o que podemos esperar de uma junção entre Steve Howe e Steve Hackett. Mas avaliando ele em como é e não em como poderia ser, as coisas podem soar diferente.

O disco começa com “When The Heart Rules The Mind”, faixa em que a sua primeira nota já remete o ouvinte ao som feito pelo Asia. Algo completamente compreensível, já que ambos são grupos criados por membros chaves de bandas de rock progressivo dos anos 70 e que escolheram um caminho mais alternativo e rentável com um tipo de som de teclado que definiu toca uma década. 

“The Hunter” contém alguns momentos interessantes, a guitarra de Howe lembra um pouco o seu estilo no Yes e Hackett também faz um excelente trabalho. A bateria as vezes não ajuda muito e soa muito mecânica, mas de qualquer maneira é um bom rock de arena. 

“Here I Wait” sinceramente é uma música que não desce. Chata, repetitiva, um híbrido entre um hard rock, pop e rock de arena, mas sem dar muito certo. 

“Sketches In The Sun” é um momento lamentavelmente curto do disco. Possui uma interação bastante bonita entre os acordes proporcionados por Hackett e Howe e vai aumentando de intensidade. Muito boa e que deveria ter um espaço maior. 

Leia novamente o que escrevi para a faixa “Here I Wait”, porém, o alvo agora é a igualmente chata, “Jekyll and Hyde".

“You Can Still Get Through” é mais um momento legal no álbum, inclusive arriscam umas mudanças mais “radicais” na música. Mas existe algo que não pode ser ignorado, a falta de versatilidade vocal de Bacon entedia qualquer pessoa, não tem emoção. Porém, musicalmente interessante com boas guitarras e sintetizadores. 

“Reach Out (Never Say No)” me causa a impressão de que ela poderia figurar facilmente no disco 90125. Instrumentalmente não tem nada de mais, exceto por uma boa linha de baixo. Novamente os vocais soam meio entediantes. 

“Toe The Line” é uma faixa que eu acho que ficaria mais bonita se fosse instrumental. Possui um belo trabalho de guitarra, mas sob um vocal fraco. 

“Hackett to Bits" é incrível, se todo o álbum tivesse a qualidade dela certamente ele já nasceria um clássico.  Steve Hackett faz um trabalho maravilhoso, um confronto marcante entre guitarra elétrica e acústica. Ótima do começo ao fim, uma pena ser tão curta. 

“Imagining” possui uma introdução acústica que é a cara de Steve Hackett, o melhor do disco realmente parece está no final. Howe e o restante da banda se juntam a Hackett e deixam a música mais enérgica, tudo soando bem, exceto pelos vocais que a essa altura já está soando irritante mesmo. 

Quando se termina de ouvir a um disco como este, a grande questão que vem em mente é o quão ruim um fã de rock progressivo teria considerado esse álbum se ele não tivesse sido gravado por Steve Hackett e Steve Howe? Muito provavelmente seria mais complacente, afinal, não teria criado nenhum tipo de expectativa. 

Um bom disco de AOR.
3
27/03/2018

Se eu tivesse escrevendo essa resenha na época que conheci esse álbum, provavelmente tudo soaria bem diferente de como vai ser agora. Se antes eu simplesmente havia detestado esse disco, hoje o considero um bom registro de música pop. Eu como um fã de rock progressivo, compreendo minha ira inicial, afinal, GTR não soa em nada com o que podemos esperar de uma junção entre Steve Howe e Steve Hackett. Mas avaliando ele em como é e não em como poderia ser, as coisas podem soar diferente.

O disco começa com “When The Heart Rules The Mind”, faixa em que a sua primeira nota já remete o ouvinte ao som feito pelo Asia. Algo completamente compreensível, já que ambos são grupos criados por membros chaves de bandas de rock progressivo dos anos 70 e que escolheram um caminho mais alternativo e rentável com um tipo de som de teclado que definiu toca uma década. 

“The Hunter” contém alguns momentos interessantes, a guitarra de Howe lembra um pouco o seu estilo no Yes e Hackett também faz um excelente trabalho. A bateria as vezes não ajuda muito e soa muito mecânica, mas de qualquer maneira é um bom rock de arena. 

“Here I Wait” sinceramente é uma música que não desce. Chata, repetitiva, um híbrido entre um hard rock, pop e rock de arena, mas sem dar muito certo. 

“Sketches In The Sun” é um momento lamentavelmente curto do disco. Possui uma interação bastante bonita entre os acordes proporcionados por Hackett e Howe e vai aumentando de intensidade. Muito boa e que deveria ter um espaço maior. 

Leia novamente o que escrevi para a faixa “Here I Wait”, porém, o alvo agora é a igualmente chata, “Jekyll and Hyde".

“You Can Still Get Through” é mais um momento legal no álbum, inclusive arriscam umas mudanças mais “radicais” na música. Mas existe algo que não pode ser ignorado, a falta de versatilidade vocal de Bacon entedia qualquer pessoa, não tem emoção. Porém, musicalmente interessante com boas guitarras e sintetizadores. 

“Reach Out (Never Say No)” me causa a impressão de que ela poderia figurar facilmente no disco 90125. Instrumentalmente não tem nada de mais, exceto por uma boa linha de baixo. Novamente os vocais soam meio entediantes. 

“Toe The Line” é uma faixa que eu acho que ficaria mais bonita se fosse instrumental. Possui um belo trabalho de guitarra, mas sob um vocal fraco. 

“Hackett to Bits" é incrível, se todo o álbum tivesse a qualidade dela certamente ele já nasceria um clássico.  Steve Hackett faz um trabalho maravilhoso, um confronto marcante entre guitarra elétrica e acústica. Ótima do começo ao fim, uma pena ser tão curta. 

“Imagining” possui uma introdução acústica que é a cara de Steve Hackett, o melhor do disco realmente parece está no final. Howe e o restante da banda se juntam a Hackett e deixam a música mais enérgica, tudo soando bem, exceto pelos vocais que a essa altura já está soando irritante mesmo. 

Quando se termina de ouvir a um disco como este, a grande questão que vem em mente é o quão ruim um fã de rock progressivo teria considerado esse álbum se ele não tivesse sido gravado por Steve Hackett e Steve Howe? Muito provavelmente seria mais complacente, afinal, não teria criado nenhum tipo de expectativa. 

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