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Resenha: Deep Purple - Burn (1974)

Por: Márcio Chagas

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O melhor da nova fase púrpura.
5
25/03/2018

Faz mais de  40 anos que o Deep Purple lançou "Burn", pra mim, seu melhor trabalho de estúdio. Você pode pensar: "Mas e os trabalhos lançados com Ian Gillan no vocais?" Eu sei, essa formação lançou grandes álbuns, incluindo o cultuado ao vivo "Made in Japan", mas em estúdio nada superava essa formação conhecida como MKIII.

No final do ano de 1973, o vocalista Ian Gillan e o baixista Roger Glover haviam se debandado do grupo por incontáveis brigas com o guitarrista Richie Blackmore. Além desse último, sobraram o baterista Ian Paice e o tecladista Jon Lord.  Após algumas audições, Glenn Hughes, vindo do grupo Trapeze, foi efetivado como baixista. De inicio, eles pensaram na possibilidade de seguir como um quarteto, com Hughes acumulando as funções de baixista e vocalista, mas logo sentiram a necessidade de um frontman. Para o posto de vocalista, a escolha recaiu sobre David Coverdale, um jovem boa pinta, de estilo riponga e voz sensual. A voz rouca, bluesy e encharcada de Bourbon de Coverdale, se casou perfeitamente com o estilo funk/soul trazido ao grupo pelo novato Glenn Hughes. Juntos eles levariam o Deep Purple a um novo patamar, injetando uma dose de swing ao peso do grupo.

O álbum abre com a faixa-título, uma paulada calcada na guitarra de Blackmore. Curiosa foi a declaração do guitarrista que diz ter baseado o riff de sua guitarra em "Fascination Rhythm", de George Gershwin. Nesta música, as vozes de Coverdale e Hughes se completam mostrando toda a energia do "novo" Purple. O disco segue com "Might Just Take Your Life", com acento mais soul, calcado na voz rouca de Coverdale e no Orgão Hammond de Jon Lord, que executa um solo magistral.  "Lay Down Stay Down", é um hardão, mostrando que apesar de novas influências, o grupo ainda mantinha seu peso intacto. "Sail Away" é um grande tema de rock com um pezinho no pop/soul, e poderia facilmente estar nos primeiros trabalhos do Whitesnake, futuro grupo de David Coverdale. A atrabiliária "You Fool No One" com seus coros nos refrões e os vocais divididos entre Hughes e Coverdale é uma canção clássica do Deep Purple, com um daqueles solos de guitarra pungentes no meio que só Richie Blackmore sabia fazer.  "What´s Going On Here", é um bom tema marcado pelo piano do Lord ao fundo. "Mistreated", é a canção mais conhecida dessa fase do grupo. Extremamente passional, David Coverdale aparece em destaque, dando um show de interpretação com sua voz rouca, sensual e sofrida, mostrando que o grupo fez a escolha mais que acertada ao contratá-lo. Blackmore se mostra absolutamente integrado ao novo cantor, emoldurando com maestria a voz de David com sua guitarra. "A 200" é um tema instrumental calcado nos teclados de John Lord, sobrando espaço para a bateria demolidora de Ian Paice. Aliás, esse último merece elogios à parte, pois além de continuar tocando pesado como sempre, sua bateria ainda conseguiu se adaptar as influências trazidas pelos novos integrantes, imprimindo um certa dose de swing ao seu instrumento sem nunca perder o peso. Muito do sucesso desta nova fase se deve a ele.

Depois de 40 anos, "Burn" ainda é um trabalho atual de rock, com algumas das melhores canções criadas pelo quinteto inglês, se tornando um clássico absoluto. E pensar que eles tiveram apenas três meses para gravar o disco.  

O melhor da nova fase púrpura.
5
25/03/2018

Faz mais de  40 anos que o Deep Purple lançou "Burn", pra mim, seu melhor trabalho de estúdio. Você pode pensar: "Mas e os trabalhos lançados com Ian Gillan no vocais?" Eu sei, essa formação lançou grandes álbuns, incluindo o cultuado ao vivo "Made in Japan", mas em estúdio nada superava essa formação conhecida como MKIII.

No final do ano de 1973, o vocalista Ian Gillan e o baixista Roger Glover haviam se debandado do grupo por incontáveis brigas com o guitarrista Richie Blackmore. Além desse último, sobraram o baterista Ian Paice e o tecladista Jon Lord.  Após algumas audições, Glenn Hughes, vindo do grupo Trapeze, foi efetivado como baixista. De inicio, eles pensaram na possibilidade de seguir como um quarteto, com Hughes acumulando as funções de baixista e vocalista, mas logo sentiram a necessidade de um frontman. Para o posto de vocalista, a escolha recaiu sobre David Coverdale, um jovem boa pinta, de estilo riponga e voz sensual. A voz rouca, bluesy e encharcada de Bourbon de Coverdale, se casou perfeitamente com o estilo funk/soul trazido ao grupo pelo novato Glenn Hughes. Juntos eles levariam o Deep Purple a um novo patamar, injetando uma dose de swing ao peso do grupo.

O álbum abre com a faixa-título, uma paulada calcada na guitarra de Blackmore. Curiosa foi a declaração do guitarrista que diz ter baseado o riff de sua guitarra em "Fascination Rhythm", de George Gershwin. Nesta música, as vozes de Coverdale e Hughes se completam mostrando toda a energia do "novo" Purple. O disco segue com "Might Just Take Your Life", com acento mais soul, calcado na voz rouca de Coverdale e no Orgão Hammond de Jon Lord, que executa um solo magistral.  "Lay Down Stay Down", é um hardão, mostrando que apesar de novas influências, o grupo ainda mantinha seu peso intacto. "Sail Away" é um grande tema de rock com um pezinho no pop/soul, e poderia facilmente estar nos primeiros trabalhos do Whitesnake, futuro grupo de David Coverdale. A atrabiliária "You Fool No One" com seus coros nos refrões e os vocais divididos entre Hughes e Coverdale é uma canção clássica do Deep Purple, com um daqueles solos de guitarra pungentes no meio que só Richie Blackmore sabia fazer.  "What´s Going On Here", é um bom tema marcado pelo piano do Lord ao fundo. "Mistreated", é a canção mais conhecida dessa fase do grupo. Extremamente passional, David Coverdale aparece em destaque, dando um show de interpretação com sua voz rouca, sensual e sofrida, mostrando que o grupo fez a escolha mais que acertada ao contratá-lo. Blackmore se mostra absolutamente integrado ao novo cantor, emoldurando com maestria a voz de David com sua guitarra. "A 200" é um tema instrumental calcado nos teclados de John Lord, sobrando espaço para a bateria demolidora de Ian Paice. Aliás, esse último merece elogios à parte, pois além de continuar tocando pesado como sempre, sua bateria ainda conseguiu se adaptar as influências trazidas pelos novos integrantes, imprimindo um certa dose de swing ao seu instrumento sem nunca perder o peso. Muito do sucesso desta nova fase se deve a ele.

Depois de 40 anos, "Burn" ainda é um trabalho atual de rock, com algumas das melhores canções criadas pelo quinteto inglês, se tornando um clássico absoluto. E pensar que eles tiveram apenas três meses para gravar o disco.  

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