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Resenha: Yes - Open Your Eyes (1997)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Um disco onde nada funciona.
1.5
22/03/2018

Yes sempre foi uma das minhas bandas do coração, mas esse disco não tem como entender. Não acho que minha admiração pelo grupo me faz na obrigação de sempre tentar compreender o tipo de som que a banda faz e não classifica-lo como algo de extremamente mau gosto, afinal, não sou um advogado do diabo pra olhar o lado bom de algo sabendo que só existem dois lados ruins. 

Nada nesse disco funciona, a produção é exagerada pra dizer o mínimo, os vocais e as harmonias estão muito altos, a guitarra é tão tímida e sem inspiração que as vezes eu me pergunto se Steve Howe realmente estava neste disco, os teclados são horríveis, não sei exatamente o que a banda estava pensando quando deram a Billy Sherwood essa responsabilidade, afinal, Yes não é Yes sem um bom tecladista, o formato musical é tipicamente pra tocar em rádios, o que eu não colocaria como sendo um defeito, mas se feito corretamente, fato que não ocorreu aqui, pois tudo é terrível seja musicalmente, seja liricamente. 

O disco começa com “Nem State of Mind”, onde a banda já dá uma boa ideia de como será o som apresentado no álbum. Uma música agitada e desajeitada, podemos comparar essa música com “Future Times” do disco Tormato, exceto que ela tem uma atmosfera mais moderna e forçada, super produzida e o solo de Steve Howe é bem pior. 

A próxima é a faixa título, “Open Your Eyes”, novamente possui uma super produção, mas ao menos consegue ser um pouco cativante e os trabalhos de guitarra de Steve e Billy apesar de simples, são bons. Mas continua sendo uma música que nem de longe chega a ser algo que escutaria por conta própria (exceto pra fazer uma resenha). 

“Universal Garden” é a única música que em alguns momentos consegue resgatar das profundezas o velho espírito do Yes. Tem alguns bons trabalhos de guitarra elétrica e principalmente acústica, além de bons teclados espaciais. Não é uma ótima faixa, longe disso, mas ao menos consegue fazer o ouvinte ter a sensação de que está fazendo algo além de perder tempo com o álbum. 

Quanto a, “No Way We Can Lose”, bom, não acho que alguém consiga levar alguma coisa de proveito desta faixa descontraída meio blues e meio reggae completamente carente de criatividade. 

“Fortune Seller” soa em qualidade mais ou menos como a faixa título. Novamente super produzida, mas também consegue ser uma música limpa com alguns riffs interessantes, uma boa linha de baixo, teclados e vocais bacanas. Apesar de não ser nenhuma pérola, arriscaria dizer que é uma música que inclusive merece um álbum melhor (ou menos pior). 

“Man In The Moon” é aquele tipo de música que a gente escuta e pergunta, “mas o que é isso?”, sinceramente deveria ficar bem guardada no fundo do baú ou gaveta em que foi encontrada. Não dá pra definir de outra maneira que não seja com a palavra estúpida.

“Wonderlove” começa de uma maneira promissora, mas logo a esperança de uma grande música cai pelo ralo. Resumindo em poucas palavras é uma música pop insossa com uma das piores letras que Jon já escreveu.

“From The Balcony” é mais uma música descartável em que Jon canta sobre o violão acústico de Steve Howe.  Mas apesar disso ao menos também não cria no ouvinte aquela sensação desagradável de frustração completa. 

“Love Shine” é uma música pop e direta que sabe mostrar exatamente o caminho para onde se não deve ir. Lembram o que eu falei em relação ao trabalho lírico de “Wonderlove”? Pois é, aqui as coisas conseguem ser ainda pior. 

“Somehow.....Someday” mostra que o final do disco realmente consegue ser decepção atrás de decepção. Nada flui bem, arranjos, melodias, vocais, tudo é somente enjoativo. 

“The Solution” é a última música do álbum e não passa de um borrão. Em um disco onde quase tudo é sem inspiração e com pouca variação, a mente já parece está entorpecida por uma sensibilidade musical genérica. Uma faixa que não passa do mais do mesmo encontrado até aqui. 

Não recomendaria esse disco pra ninguém, pois se você quer ouvir o Yes de verdade e em sua essência, esse jamais será o caminho, assim como caso estiver atrás de uma boa música pop e um rock de arena, pois existem milhares de bandas que fazem isso com mais dignidade. Classifico como muito ruim em respeito que tenho pela banda e sua história, assim como procuro tirar leite de pedra destacando alguns poucos momentos que tiram o disco de um fiasco total. Porém, mais do que Open Your Eyes, esse disco seria melhor se batizado como Close Your Ears. 

Um disco onde nada funciona.
1.5
22/03/2018

Yes sempre foi uma das minhas bandas do coração, mas esse disco não tem como entender. Não acho que minha admiração pelo grupo me faz na obrigação de sempre tentar compreender o tipo de som que a banda faz e não classifica-lo como algo de extremamente mau gosto, afinal, não sou um advogado do diabo pra olhar o lado bom de algo sabendo que só existem dois lados ruins. 

Nada nesse disco funciona, a produção é exagerada pra dizer o mínimo, os vocais e as harmonias estão muito altos, a guitarra é tão tímida e sem inspiração que as vezes eu me pergunto se Steve Howe realmente estava neste disco, os teclados são horríveis, não sei exatamente o que a banda estava pensando quando deram a Billy Sherwood essa responsabilidade, afinal, Yes não é Yes sem um bom tecladista, o formato musical é tipicamente pra tocar em rádios, o que eu não colocaria como sendo um defeito, mas se feito corretamente, fato que não ocorreu aqui, pois tudo é terrível seja musicalmente, seja liricamente. 

O disco começa com “Nem State of Mind”, onde a banda já dá uma boa ideia de como será o som apresentado no álbum. Uma música agitada e desajeitada, podemos comparar essa música com “Future Times” do disco Tormato, exceto que ela tem uma atmosfera mais moderna e forçada, super produzida e o solo de Steve Howe é bem pior. 

A próxima é a faixa título, “Open Your Eyes”, novamente possui uma super produção, mas ao menos consegue ser um pouco cativante e os trabalhos de guitarra de Steve e Billy apesar de simples, são bons. Mas continua sendo uma música que nem de longe chega a ser algo que escutaria por conta própria (exceto pra fazer uma resenha). 

“Universal Garden” é a única música que em alguns momentos consegue resgatar das profundezas o velho espírito do Yes. Tem alguns bons trabalhos de guitarra elétrica e principalmente acústica, além de bons teclados espaciais. Não é uma ótima faixa, longe disso, mas ao menos consegue fazer o ouvinte ter a sensação de que está fazendo algo além de perder tempo com o álbum. 

Quanto a, “No Way We Can Lose”, bom, não acho que alguém consiga levar alguma coisa de proveito desta faixa descontraída meio blues e meio reggae completamente carente de criatividade. 

“Fortune Seller” soa em qualidade mais ou menos como a faixa título. Novamente super produzida, mas também consegue ser uma música limpa com alguns riffs interessantes, uma boa linha de baixo, teclados e vocais bacanas. Apesar de não ser nenhuma pérola, arriscaria dizer que é uma música que inclusive merece um álbum melhor (ou menos pior). 

“Man In The Moon” é aquele tipo de música que a gente escuta e pergunta, “mas o que é isso?”, sinceramente deveria ficar bem guardada no fundo do baú ou gaveta em que foi encontrada. Não dá pra definir de outra maneira que não seja com a palavra estúpida.

“Wonderlove” começa de uma maneira promissora, mas logo a esperança de uma grande música cai pelo ralo. Resumindo em poucas palavras é uma música pop insossa com uma das piores letras que Jon já escreveu.

“From The Balcony” é mais uma música descartável em que Jon canta sobre o violão acústico de Steve Howe.  Mas apesar disso ao menos também não cria no ouvinte aquela sensação desagradável de frustração completa. 

“Love Shine” é uma música pop e direta que sabe mostrar exatamente o caminho para onde se não deve ir. Lembram o que eu falei em relação ao trabalho lírico de “Wonderlove”? Pois é, aqui as coisas conseguem ser ainda pior. 

“Somehow.....Someday” mostra que o final do disco realmente consegue ser decepção atrás de decepção. Nada flui bem, arranjos, melodias, vocais, tudo é somente enjoativo. 

“The Solution” é a última música do álbum e não passa de um borrão. Em um disco onde quase tudo é sem inspiração e com pouca variação, a mente já parece está entorpecida por uma sensibilidade musical genérica. Uma faixa que não passa do mais do mesmo encontrado até aqui. 

Não recomendaria esse disco pra ninguém, pois se você quer ouvir o Yes de verdade e em sua essência, esse jamais será o caminho, assim como caso estiver atrás de uma boa música pop e um rock de arena, pois existem milhares de bandas que fazem isso com mais dignidade. Classifico como muito ruim em respeito que tenho pela banda e sua história, assim como procuro tirar leite de pedra destacando alguns poucos momentos que tiram o disco de um fiasco total. Porém, mais do que Open Your Eyes, esse disco seria melhor se batizado como Close Your Ears. 

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