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Resenha: Genesis - Selling England by the Pound (1973)

Por: Marcel Z. Dio

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A tour de force do Genesis
5
21/03/2018

No período mais criativo da música, onde uma infinidade de bandas produziam tantas obras geniais, bom ... esqueça as MTVs da vida, eram outros tempos, em que os artistas tinham liberdade para criar e a atenção a cada detalhe era minuciosa.
Dentro do rock progressivo, não existia aquela formula manjada de refrão / solo / refrão. Infelizmente a pressão das gravadoras na entrada dos anos 80, por sons mais palatáveis e radiofônicos, deixaram 'datados' as obras de bandas como Genesis e Yes e outras que nem sobreviveram pra contar história.
Selling England By the Pound é o melhor disco do Genesis, o auge criativo do grupo, e também o maior sucesso comercial da banda até então.

"Dancing With The Moonlit Knight", revela um Peter Gabriel inspirado, numa bela linha vocal, cujo a estrutura segue padrões usados em canto lirico, uma das melhores peças progressivas já feitas, tudo tocado com a precisão de um relógio suíço.

A conhecida "I Know What I Like" (In Tour Wardrobe) tem uma levada de baixo incrível de Rutheford, que na minha opinião é um dos baixistas mais subestimados do estilo, basta prestar atenção em suas linhas intrincadas pra entender isso.

Abrindo com o magistral piano de Banks, "Firth of Fifth" é dividida em cinco partes distintas, ligadas e ao mesmo tempo independentes.
A flauta de Peter Gabriel e o piano barroco de Banks, intercalado com os teclados, deixam a canção ainda mais rica para a entrada triunfal de um dos melhores solos de guitarra do estilo. Aqui não é rapidez, nem tanto a técnica, coisa que Steve tem de sobra, é a escolha perfeita das notas.
Trata-se de passar emoção !!

O título da música é um trocadilho com Firth of Forth, estuário do Rio Forth, localizado na Escócia. A letra basicamente descreve o cenário do ponto de vista dos marinheiros que por ali trafegam.
"Eles veem ovelhas em cercados abertos, se deparam com uma cachoeira, ouvem os cantos de sereias estimulando-os a seguirem adiante. Até que eles avistam o mar aberto, onde o Deus dos Mares (Netuno ou Poseidon) estava a recebe-los".

Na intimista e calma More Fool Me, quem canta é Phil Collins, capitaneado pelo violão de Hackett.

A longa e complexa "The Battle of Epping Forest", mostra uma sincronização absurda de Collins e Rutheford, com uma interpretação épica de Peter Gabriel, e seu jeito singular de cantar. 
Uma pena Mr. Phil Collins ser tão aclamado como vocalista, e não ser tão reconhecido por muitos em seu instrumento de origem.

"After the Ordeal" é quase uma peça clássica, onde o piano de Banks rouba a cena, sem esquecer os arranjos brilhantes de Hackett.

Os dedilhados de Hackett e a voz narrativa de Peter Gabriel, introduzem a soberba "Cinema Show", inspirada no livro The Waste Land, de Thomas Stearns Eliot, poeta modernista do século 19, e narra a história de Romeu e Julieta.
Outra aula de execução do Genesis, o solo de teclado é de cair o queixo, colocando Banks lado a lado com tecladistas do naipe de Rick Wackeman, keith Emerson e Pete Bardens.

A curta "Aisle of Plenty", nada mais é, que a continuação de "Cinema Show"

Enfim ... o inspirador Selling England By the Pound é arte pela arte.

A tour de force do Genesis
5
21/03/2018

No período mais criativo da música, onde uma infinidade de bandas produziam tantas obras geniais, bom ... esqueça as MTVs da vida, eram outros tempos, em que os artistas tinham liberdade para criar e a atenção a cada detalhe era minuciosa.
Dentro do rock progressivo, não existia aquela formula manjada de refrão / solo / refrão. Infelizmente a pressão das gravadoras na entrada dos anos 80, por sons mais palatáveis e radiofônicos, deixaram 'datados' as obras de bandas como Genesis e Yes e outras que nem sobreviveram pra contar história.
Selling England By the Pound é o melhor disco do Genesis, o auge criativo do grupo, e também o maior sucesso comercial da banda até então.

"Dancing With The Moonlit Knight", revela um Peter Gabriel inspirado, numa bela linha vocal, cujo a estrutura segue padrões usados em canto lirico, uma das melhores peças progressivas já feitas, tudo tocado com a precisão de um relógio suíço.

A conhecida "I Know What I Like" (In Tour Wardrobe) tem uma levada de baixo incrível de Rutheford, que na minha opinião é um dos baixistas mais subestimados do estilo, basta prestar atenção em suas linhas intrincadas pra entender isso.

Abrindo com o magistral piano de Banks, "Firth of Fifth" é dividida em cinco partes distintas, ligadas e ao mesmo tempo independentes.
A flauta de Peter Gabriel e o piano barroco de Banks, intercalado com os teclados, deixam a canção ainda mais rica para a entrada triunfal de um dos melhores solos de guitarra do estilo. Aqui não é rapidez, nem tanto a técnica, coisa que Steve tem de sobra, é a escolha perfeita das notas.
Trata-se de passar emoção !!

O título da música é um trocadilho com Firth of Forth, estuário do Rio Forth, localizado na Escócia. A letra basicamente descreve o cenário do ponto de vista dos marinheiros que por ali trafegam.
"Eles veem ovelhas em cercados abertos, se deparam com uma cachoeira, ouvem os cantos de sereias estimulando-os a seguirem adiante. Até que eles avistam o mar aberto, onde o Deus dos Mares (Netuno ou Poseidon) estava a recebe-los".

Na intimista e calma More Fool Me, quem canta é Phil Collins, capitaneado pelo violão de Hackett.

A longa e complexa "The Battle of Epping Forest", mostra uma sincronização absurda de Collins e Rutheford, com uma interpretação épica de Peter Gabriel, e seu jeito singular de cantar. 
Uma pena Mr. Phil Collins ser tão aclamado como vocalista, e não ser tão reconhecido por muitos em seu instrumento de origem.

"After the Ordeal" é quase uma peça clássica, onde o piano de Banks rouba a cena, sem esquecer os arranjos brilhantes de Hackett.

Os dedilhados de Hackett e a voz narrativa de Peter Gabriel, introduzem a soberba "Cinema Show", inspirada no livro The Waste Land, de Thomas Stearns Eliot, poeta modernista do século 19, e narra a história de Romeu e Julieta.
Outra aula de execução do Genesis, o solo de teclado é de cair o queixo, colocando Banks lado a lado com tecladistas do naipe de Rick Wackeman, keith Emerson e Pete Bardens.

A curta "Aisle of Plenty", nada mais é, que a continuação de "Cinema Show"

Enfim ... o inspirador Selling England By the Pound é arte pela arte.

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