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Resenha: Emerson, Lake And Palmer - Works Volume 1 (1977)

Por: Tiago Meneses

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Um esforço louvável de alguns momentos estros e outros descartáveis.
3
20/03/2018

Existe um tipo de problema em bandas como o Emerson, Lake & Palmer e que tem seus egos muitas vezes mais evidenciados do que a própria música, elas acabam atingindo um determinado ponto em que cada um tenta ser o líder, onde convenhamos, fica mais difícil das coisas funcionarem. Não importa quão talentosos e virtuosos são os músicos envolvidos. Aqui não se trata de um disco pra ser avaliado faixa por faixa, mas sim, a contribuição individual de cada um em seus respectivos lados do vinil, além do final onde encontramos composições e performances conjuntas. 

O primeiro lado é de Keith Emerson e consiste na execução de “Piano Concerto No. 1”. Perceber o talento de um músico desse nível nesse tipo de obra é fácil, porém, não o bastante pra que a mesma caia nas graças do ouvinte. Nunca consegui me encontrar, acho tudo meio sem pé nem cabeça, as estruturas, influências e o desenvolvimento do concerto parecem que estão perdidos. Emerson certamente tem talento e imaginação de sobra pra criar algo que mereça mais que simplesmente o epíteto de pretensioso, que foi o que aconteceu. 

O lado de Greg Lake carrega uma suavidade que parece tentar recriar músicas com atmosferas que vão fazer o ouvinte lembrar-se de faixas bem sucedidas e comerciais da banda como "Lucky“Man” e “From the Beginning”, porém e infelizmente o resultado não possui a mesma força e qualidade de seus sucessos anteriores. Ainda assim, como destaques desse lado eu cito "Ces't La Vie" e "Closer to Believing ".

Curioso que quando falei em uma resenha sobre o disco de estreia da banda, que Carl Palmer parecia não tocar no mesmo nível dos demais músicos, apesar de preencher bem todo o seu espaço, muitas pessoas sempre “muito bem” na arte de interpretar as coisas, comentaram que eu não gostava do baterista. Mas a questão estava ligada apenas ao momento, a aquele álbum, tanto que aqui, o lado de Carl Palmer é o que considero o mais forte e agradável, a maneira como ele toca a música de Bach e Prokofiev com uma incrível imaginação e qualidade é excelente, além de uma composição própria com uma fímbria jazzística clara. Destaque para as faixas "The Enemy God Dances With The Black Spirits" e "Tank".

No ultimo lado do disco é enfim onde contém criações de toda a banda, sendo dois épicos, “Fanfare for the Common Man”, uma boa adaptação da obra de Aaron Copeland e que se transformou em um clássico tocado na maioria dos shows da banda e “Pirates”, outra boa faixa, porém, demasiadamente esticada, provando que até mesmo no rock progressivo, onde as músicas são conhecidas pelos seus tamanhos dilatados, o menos também pode ser mais. 

No fim das contas considero um bom disco, mas que também dá aquele gosto amargo de que poderia ter sido bem melhor. Mas não é um disco recomendado para ouvintes casuais da banda ou uma porta de entrada para aqueles que não são familiarizados com o grupo, pra isso, busque os trabalhos anteriores. 

Um esforço louvável de alguns momentos estros e outros descartáveis.
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20/03/2018

Existe um tipo de problema em bandas como o Emerson, Lake & Palmer e que tem seus egos muitas vezes mais evidenciados do que a própria música, elas acabam atingindo um determinado ponto em que cada um tenta ser o líder, onde convenhamos, fica mais difícil das coisas funcionarem. Não importa quão talentosos e virtuosos são os músicos envolvidos. Aqui não se trata de um disco pra ser avaliado faixa por faixa, mas sim, a contribuição individual de cada um em seus respectivos lados do vinil, além do final onde encontramos composições e performances conjuntas. 

O primeiro lado é de Keith Emerson e consiste na execução de “Piano Concerto No. 1”. Perceber o talento de um músico desse nível nesse tipo de obra é fácil, porém, não o bastante pra que a mesma caia nas graças do ouvinte. Nunca consegui me encontrar, acho tudo meio sem pé nem cabeça, as estruturas, influências e o desenvolvimento do concerto parecem que estão perdidos. Emerson certamente tem talento e imaginação de sobra pra criar algo que mereça mais que simplesmente o epíteto de pretensioso, que foi o que aconteceu. 

O lado de Greg Lake carrega uma suavidade que parece tentar recriar músicas com atmosferas que vão fazer o ouvinte lembrar-se de faixas bem sucedidas e comerciais da banda como "Lucky“Man” e “From the Beginning”, porém e infelizmente o resultado não possui a mesma força e qualidade de seus sucessos anteriores. Ainda assim, como destaques desse lado eu cito "Ces't La Vie" e "Closer to Believing ".

Curioso que quando falei em uma resenha sobre o disco de estreia da banda, que Carl Palmer parecia não tocar no mesmo nível dos demais músicos, apesar de preencher bem todo o seu espaço, muitas pessoas sempre “muito bem” na arte de interpretar as coisas, comentaram que eu não gostava do baterista. Mas a questão estava ligada apenas ao momento, a aquele álbum, tanto que aqui, o lado de Carl Palmer é o que considero o mais forte e agradável, a maneira como ele toca a música de Bach e Prokofiev com uma incrível imaginação e qualidade é excelente, além de uma composição própria com uma fímbria jazzística clara. Destaque para as faixas "The Enemy God Dances With The Black Spirits" e "Tank".

No ultimo lado do disco é enfim onde contém criações de toda a banda, sendo dois épicos, “Fanfare for the Common Man”, uma boa adaptação da obra de Aaron Copeland e que se transformou em um clássico tocado na maioria dos shows da banda e “Pirates”, outra boa faixa, porém, demasiadamente esticada, provando que até mesmo no rock progressivo, onde as músicas são conhecidas pelos seus tamanhos dilatados, o menos também pode ser mais. 

No fim das contas considero um bom disco, mas que também dá aquele gosto amargo de que poderia ter sido bem melhor. Mas não é um disco recomendado para ouvintes casuais da banda ou uma porta de entrada para aqueles que não são familiarizados com o grupo, pra isso, busque os trabalhos anteriores. 

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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