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Resenha: Jumbo - Vietato Ai Minori Di 18 Anni? (1973)

Por: Tiago Meneses

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Ideias musicais fortes e liricamente meio perturbador.
4
19/03/2018

Um clássico do rock progressivo italiano. Sempre digo que por mais que bandas como Premiata, Banco ou Le Orme sejam (e com méritos) consideradas a nata desta escola musical, existe outras infinitas bandas que fazem um som às vezes até mais intrigante e que são encontradas um pouco mais longe da superfície de nomes mais conhecidos como os supracitados.  

Um disco com conteúdo bastante forte principalmente pra época e que fez com que o LP fosse censurado em programas de rádio. O seu título traduzido é a pergunta “ninguém com menos de 18?”, e baseado nessa pergunta a banda elaborou um conceito onde o fio condutor são oito canções que a respondem, cada uma à sua maneira. A temática trata-se de algumas das questões mais desconfortáveis de uma sociedade hipócrita e moralista, tais como homossexualidade, masturbação, alienação, alcoolismo, toxicodependência, prostituição e religião, sem escondê-las em alegorias falsas. A música é intensa, misteriosa, estranha, agressiva, religiosa, sim, tem momentos religiosos, tudo em uma atmosfera muito pesada.

Em "Specchio" logo de cara os vocais de Alvaro Fella explodem em uma forma acolhedora e assim permanecem durante toda a música. A faixa possui todos os bons ingredientes para produzir uma música que apresenta uma mistura de passagens enérgicas com outras mais serenas, como guitarra acústica e elétrica, órgão, flautas, ótimas e audíveis linhas de baixo, além de uma bateria poderosa. Destaque também para uma pausa onde somente violino e piano ditam o ritmo em notas bastante sombrias. Excelente começo. 

“Come Vorrei Essere Uguale A Te” começa com um som distante de piano e que dá lugar a uma guitarra acústica e em seguida a guitarra elétrica, linhas de baixo muito bem feitas, bastante evidentes e uns vocais reservados. A bateria deixa a música mais selvagem durante a sua segunda metade. 

“Il Ritorno Del Signor K.” traz uma tranquilidade para o álbum permitindo que o ouvinte respire um pouco. Tranquila, é construída através de guitarra folk e piano. Os vocais são emotivos, porém, com um final não tão agradável assim. 

“Via Larga” começa com diferentes sons e de forma bastante intrincada. Sempre que escuto essa música me vem em mente algum desenho animado. Após um vocal muito bom a faixa entra em um interlúdio bastante pastoral liderado por uma flauta que guia o caminho da música. Um vocal tranquilo é seguido de um momento instrumental belíssimo, então a banda e os vocais ficam mais enérgicos por uns instantes antes que a faixa novamente em tom sereno chegue ao fim. 

“Gil” é de longe o momento mais experimental do disco. Passagens assustadoras e influências orientais, sons tribais. Também possui bons usos de mellotrons e vocais que também são bastante experimentais. Uma música um pouco difícil de abraçar o ouvinte logo de cara, mas que é muito bem direcionada, não se perdendo na própria viagem. 

“Vangelo” segue na mesma atmosfera meio “louca” da faixa anterior, só que com uma maior variedade instrumental. Em seus menos de seis minutos a música consegue ser suave, melódica, selvagem e extremamente poderosa. Bastante eclética dentro da sua complexidade e diversidade. Guitarra, baixo, bateria e teclados, todos conseguem um bom lugar ao sol e brilham em algum momento da faixa. 

“40 Gradi” tem a melhor performance vocal de Alvaro Fella em todo o disco. Linhas de baixo pulsantes, trabalhos psicodélicos de guitarra, bateria bem colocada e preenchendo bem todos os detalhes da música, teclados oníricos, além do uso moderado, porém excelente de sax.  

“No!” é a música que fecha o disco. Inicia com um dedilhado de guitarra acústica que logo ganha à companhia de uma flauta e baixo. Os vocais são bastante teatrais, mellotron está bem evidente, bateria e baixo estão bem pesados, além de possuir um ótimo uso de flauta e órgão. Apesar de curta, uma ótima faixa. 

Uma obra-prima do rock progressivo italiano? Não chegaria a tanto, mas certamente um clássico e ótimo disco. Ideias musicais forte e liricamente meio perturbador na linha de bandas como Comus ou Jan Dukes de Gray. 

Ideias musicais fortes e liricamente meio perturbador.
4
19/03/2018

Um clássico do rock progressivo italiano. Sempre digo que por mais que bandas como Premiata, Banco ou Le Orme sejam (e com méritos) consideradas a nata desta escola musical, existe outras infinitas bandas que fazem um som às vezes até mais intrigante e que são encontradas um pouco mais longe da superfície de nomes mais conhecidos como os supracitados.  

Um disco com conteúdo bastante forte principalmente pra época e que fez com que o LP fosse censurado em programas de rádio. O seu título traduzido é a pergunta “ninguém com menos de 18?”, e baseado nessa pergunta a banda elaborou um conceito onde o fio condutor são oito canções que a respondem, cada uma à sua maneira. A temática trata-se de algumas das questões mais desconfortáveis de uma sociedade hipócrita e moralista, tais como homossexualidade, masturbação, alienação, alcoolismo, toxicodependência, prostituição e religião, sem escondê-las em alegorias falsas. A música é intensa, misteriosa, estranha, agressiva, religiosa, sim, tem momentos religiosos, tudo em uma atmosfera muito pesada.

Em "Specchio" logo de cara os vocais de Alvaro Fella explodem em uma forma acolhedora e assim permanecem durante toda a música. A faixa possui todos os bons ingredientes para produzir uma música que apresenta uma mistura de passagens enérgicas com outras mais serenas, como guitarra acústica e elétrica, órgão, flautas, ótimas e audíveis linhas de baixo, além de uma bateria poderosa. Destaque também para uma pausa onde somente violino e piano ditam o ritmo em notas bastante sombrias. Excelente começo. 

“Come Vorrei Essere Uguale A Te” começa com um som distante de piano e que dá lugar a uma guitarra acústica e em seguida a guitarra elétrica, linhas de baixo muito bem feitas, bastante evidentes e uns vocais reservados. A bateria deixa a música mais selvagem durante a sua segunda metade. 

“Il Ritorno Del Signor K.” traz uma tranquilidade para o álbum permitindo que o ouvinte respire um pouco. Tranquila, é construída através de guitarra folk e piano. Os vocais são emotivos, porém, com um final não tão agradável assim. 

“Via Larga” começa com diferentes sons e de forma bastante intrincada. Sempre que escuto essa música me vem em mente algum desenho animado. Após um vocal muito bom a faixa entra em um interlúdio bastante pastoral liderado por uma flauta que guia o caminho da música. Um vocal tranquilo é seguido de um momento instrumental belíssimo, então a banda e os vocais ficam mais enérgicos por uns instantes antes que a faixa novamente em tom sereno chegue ao fim. 

“Gil” é de longe o momento mais experimental do disco. Passagens assustadoras e influências orientais, sons tribais. Também possui bons usos de mellotrons e vocais que também são bastante experimentais. Uma música um pouco difícil de abraçar o ouvinte logo de cara, mas que é muito bem direcionada, não se perdendo na própria viagem. 

“Vangelo” segue na mesma atmosfera meio “louca” da faixa anterior, só que com uma maior variedade instrumental. Em seus menos de seis minutos a música consegue ser suave, melódica, selvagem e extremamente poderosa. Bastante eclética dentro da sua complexidade e diversidade. Guitarra, baixo, bateria e teclados, todos conseguem um bom lugar ao sol e brilham em algum momento da faixa. 

“40 Gradi” tem a melhor performance vocal de Alvaro Fella em todo o disco. Linhas de baixo pulsantes, trabalhos psicodélicos de guitarra, bateria bem colocada e preenchendo bem todos os detalhes da música, teclados oníricos, além do uso moderado, porém excelente de sax.  

“No!” é a música que fecha o disco. Inicia com um dedilhado de guitarra acústica que logo ganha à companhia de uma flauta e baixo. Os vocais são bastante teatrais, mellotron está bem evidente, bateria e baixo estão bem pesados, além de possuir um ótimo uso de flauta e órgão. Apesar de curta, uma ótima faixa. 

Uma obra-prima do rock progressivo italiano? Não chegaria a tanto, mas certamente um clássico e ótimo disco. Ideias musicais forte e liricamente meio perturbador na linha de bandas como Comus ou Jan Dukes de Gray. 

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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