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Resenha: Iron Maiden - Seventh Son Of A Seventh Son (1988)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 318

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Album Cover
O desfeche da era dourada
5
18/03/2018

A primeira obra conceitual do Iron Maiden, marca o fim da era de ouro, depois dela o Ed Force One perderia autonomia. 
O sétimo filho da banda, carrega misticismos e visões proféticas em torno de um garoto (o escolhido) com poderes especiais, como na matadora "Moonchild", uma ótima escolha de abertura, narrada assim por Bruce Dickinson :

Sete pecados mortais
Sete maneiras de vencer
Sete caminhos sagrados para o inferno
E a sua jornada começa

Sete declives

Sete malditas esperanças
Sete são seus fogos ardentes
Sete são seus desejos

"Infinite Dreams" tem um introdução complexa e emblemática, ganhando as notas mais altas do insano Bruce.
Dave Murray e Adrian Smith só não fizeram chover, que dupla infernal !!

"Can I Play With Madness" é o primeiro single do álbum, voltando a simplicidade com a faixa irmã de The Trooper.

Descrita por muitos como a canção mais fraca de Seventh Son, "The Evil That Men Do" mantem-se linear, mostrando a técnica absurda de mão direita do baixista Steve Harris, com suas famosas cavalgadas.
"The Evil That Men Do" é baseada em um romance de Shakespeare, carregando a conhecida citação : "A bondade que os homens fazem, são enterradas junto com seus ossos, Mas o mal que os homens fazem, sobrevive eternamente..".

Assim como Hallowed Be Thy name, Rime the Ancient Mariner e Alexander The Great, a obra homônima é outro épico do Iron Maiden, perfeita eu diria! quase 10 minutos de aula musical.
A adição dos teclados como camada de fundo servindo de coral, foi uma grande sacada, harmonias bem construídas, prendendo a atenção do ouvinte até o fim.
Interessante frisar que as canções longas e recentes do Iron Maiden, tornaram-se cansativas, justamente pela falta de variação encontrada em Seventh Son, vide discos como Dance of Death e Final Frontier, que enrolam em torno do mesmo "tema" deixando tudo com ar de tortura.

"The Prophecy" mostra a mudança sonora iniciada em Piece Of Mind, no que tange a melodia, principalmente nas linhas de guitarra, exemplificada ao máximo em Seventh Son ... 
O final acústico lembra vagamente o desfecho da faixa Heaven And Hell do Black Sabbath.

A clássica introdução de baixo em "The Clairvoyant" revela a especialidade de Steve Harris na aplicação de notas pedais, com um efeito e preenchimento espetacular.
Assim como "Can I Play With Madness" a obra tornou-se bem conhecida entre os Headbangers.

"Only The Good Die Young" poderia ser uma sobra de "Somewhere In Time", por carregar elementos do disco anterior, tem ótimos refrões, alem de ser mais intensa.
O desenlace acústico, volta ao inicio de "Moonchild" algo como um ciclo infinito.

O desfeche da era dourada
5
18/03/2018

A primeira obra conceitual do Iron Maiden, marca o fim da era de ouro, depois dela o Ed Force One perderia autonomia. 
O sétimo filho da banda, carrega misticismos e visões proféticas em torno de um garoto (o escolhido) com poderes especiais, como na matadora "Moonchild", uma ótima escolha de abertura, narrada assim por Bruce Dickinson :

Sete pecados mortais
Sete maneiras de vencer
Sete caminhos sagrados para o inferno
E a sua jornada começa

Sete declives

Sete malditas esperanças
Sete são seus fogos ardentes
Sete são seus desejos

"Infinite Dreams" tem um introdução complexa e emblemática, ganhando as notas mais altas do insano Bruce.
Dave Murray e Adrian Smith só não fizeram chover, que dupla infernal !!

"Can I Play With Madness" é o primeiro single do álbum, voltando a simplicidade com a faixa irmã de The Trooper.

Descrita por muitos como a canção mais fraca de Seventh Son, "The Evil That Men Do" mantem-se linear, mostrando a técnica absurda de mão direita do baixista Steve Harris, com suas famosas cavalgadas.
"The Evil That Men Do" é baseada em um romance de Shakespeare, carregando a conhecida citação : "A bondade que os homens fazem, são enterradas junto com seus ossos, Mas o mal que os homens fazem, sobrevive eternamente..".

Assim como Hallowed Be Thy name, Rime the Ancient Mariner e Alexander The Great, a obra homônima é outro épico do Iron Maiden, perfeita eu diria! quase 10 minutos de aula musical.
A adição dos teclados como camada de fundo servindo de coral, foi uma grande sacada, harmonias bem construídas, prendendo a atenção do ouvinte até o fim.
Interessante frisar que as canções longas e recentes do Iron Maiden, tornaram-se cansativas, justamente pela falta de variação encontrada em Seventh Son, vide discos como Dance of Death e Final Frontier, que enrolam em torno do mesmo "tema" deixando tudo com ar de tortura.

"The Prophecy" mostra a mudança sonora iniciada em Piece Of Mind, no que tange a melodia, principalmente nas linhas de guitarra, exemplificada ao máximo em Seventh Son ... 
O final acústico lembra vagamente o desfecho da faixa Heaven And Hell do Black Sabbath.

A clássica introdução de baixo em "The Clairvoyant" revela a especialidade de Steve Harris na aplicação de notas pedais, com um efeito e preenchimento espetacular.
Assim como "Can I Play With Madness" a obra tornou-se bem conhecida entre os Headbangers.

"Only The Good Die Young" poderia ser uma sobra de "Somewhere In Time", por carregar elementos do disco anterior, tem ótimos refrões, alem de ser mais intensa.
O desenlace acústico, volta ao inicio de "Moonchild" algo como um ciclo infinito.

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