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Resenha: Marillion - Fugazi (1984)

Por: Marcel Zangirolami

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Album Cover
Fugazi - A pérola neo progressiva
4.5
16/03/2018

Nunca fui um entusiasta do Marillion, mas não nego que eles fizeram  bem o trabalho de reciclar o rock progressivo, criando o contestado neo-progressivo.
Tanto é verdade, que se você procurar no google o sinônimo da palavra Peter Gabriel, vai aparecer nome Fish como opção (não leve isso a sério) sim, o cara é uma versão mal acabada do homem de frente do Genesis.

Depois da esquisita e boa estreia com Script For A Jester's Tear (1983) o grupo parece ter encontrado a formula magica em Fugazi. 

A maravilhosa "Assassing" mostra essa evolução, com sua atmosfera oriental e batidas tribais, tudo apoiado por Mark Kelly e seu arsenal de teclas.

Em "Incubus" o teclado rouba a parte da guitarra fazendo as bases, com solos bem na linha do Eloy.

A secção rítmica cumpre bem seu papel, enquanto a guitarra faz um dedilhado hipnótico depois da primeira parte. 
Steve Rothery nos presenteia com um lindo solo,  impossível não lembrar de Gimour e Andrew Latimer ouvindo o cara tocar.

"She Chameleon"  de fato é o ponto alto em Fugazi,  linhas "angustiantes" de teclado, com a interpretação teatral de Fish deixam a peça  mais interessante, se 
arrastando até aos 2.42 min, quando se ouve um dos melhores solos de teclados dos anos 80, seguido por mais uma lição do Sr Steve Rothery.
Convém destacar o timbre espetacular de caixa, do novato Ian Mosley substituto de Mick Pointer.

A  faixa título lembra vagamente Firth Of Fifth do Genesis, só que em ritmo desacelerado.
Na entrada das guitarras, o baixo, bumbo e caixa, fazem uma dobra bem pesada, 
dando um contraponto muito legal a canção.
O sinth bass sinistro de Mark Kelly  já no meio da música, em interação com a guitarra, cria uma densidade única em Fugazi, dando a impressão de ser uma canção não aproveitada do álbum The Wall (Pink Floyd)

Em meu conceito, Fugazi é o melhor álbum da fase Fish, superando até o aclamado Misplaced Childhood (1985). 
O som pode soar datado, mas não deixa ser uma jóia rara do neo-prog.

Vale conferir as ótimas "Punch and Judy", "Jigsaw" e "Emerald Lies".

Músicos
Fish – vocais
Steve Rothery - guitarra
Mark Kelly - teclado
Pete Trewavas - baixo
Ian Mosley - bateria
Linda Pyke - segunda voz em "Incubus"

Fugazi - A pérola neo progressiva
4.5
16/03/2018

Nunca fui um entusiasta do Marillion, mas não nego que eles fizeram  bem o trabalho de reciclar o rock progressivo, criando o contestado neo-progressivo.
Tanto é verdade, que se você procurar no google o sinônimo da palavra Peter Gabriel, vai aparecer nome Fish como opção (não leve isso a sério) sim, o cara é uma versão mal acabada do homem de frente do Genesis.

Depois da esquisita e boa estreia com Script For A Jester's Tear (1983) o grupo parece ter encontrado a formula magica em Fugazi. 

A maravilhosa "Assassing" mostra essa evolução, com sua atmosfera oriental e batidas tribais, tudo apoiado por Mark Kelly e seu arsenal de teclas.

Em "Incubus" o teclado rouba a parte da guitarra fazendo as bases, com solos bem na linha do Eloy.

A secção rítmica cumpre bem seu papel, enquanto a guitarra faz um dedilhado hipnótico depois da primeira parte. 
Steve Rothery nos presenteia com um lindo solo,  impossível não lembrar de Gimour e Andrew Latimer ouvindo o cara tocar.

"She Chameleon"  de fato é o ponto alto em Fugazi,  linhas "angustiantes" de teclado, com a interpretação teatral de Fish deixam a peça  mais interessante, se 
arrastando até aos 2.42 min, quando se ouve um dos melhores solos de teclados dos anos 80, seguido por mais uma lição do Sr Steve Rothery.
Convém destacar o timbre espetacular de caixa, do novato Ian Mosley substituto de Mick Pointer.

A  faixa título lembra vagamente Firth Of Fifth do Genesis, só que em ritmo desacelerado.
Na entrada das guitarras, o baixo, bumbo e caixa, fazem uma dobra bem pesada, 
dando um contraponto muito legal a canção.
O sinth bass sinistro de Mark Kelly  já no meio da música, em interação com a guitarra, cria uma densidade única em Fugazi, dando a impressão de ser uma canção não aproveitada do álbum The Wall (Pink Floyd)

Em meu conceito, Fugazi é o melhor álbum da fase Fish, superando até o aclamado Misplaced Childhood (1985). 
O som pode soar datado, mas não deixa ser uma jóia rara do neo-prog.

Vale conferir as ótimas "Punch and Judy", "Jigsaw" e "Emerald Lies".

Músicos
Fish – vocais
Steve Rothery - guitarra
Mark Kelly - teclado
Pete Trewavas - baixo
Ian Mosley - bateria
Linda Pyke - segunda voz em "Incubus"

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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