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Resenha: Blind Guardian - Battalions Of Fear (1988)

Por: André Luiz Paiz

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O lado mais cru e veloz do Blind Guardian você encontra aqui
3.5
16/03/2018

O Blind Guardian, fantástico grupo alemão formado inicialmente como Lucifer's Heritage na década de 80, começou sua trajetória aqui, em seu primeiro álbum chamado "Battalions of Fear". Lançado em 1988, possui grande valor entre os fãs e também na discografia do grupo, pois mostra o lado mais cru que se tornaria a base a ser lapidada pela evolução dos músicos no futuro. Um speed metal que flerta diretamente com o trash, assim como fez o Helloween em "Walls of Jericho".

"Battalions of Fear" é um álbum muito muito bom. Pesado, veloz e de fácil assimilação. Você sairá cantando algumas melodias logo após a primeira audição. O que falta aqui é aprimoramento, o que não podemos exigir em um trabalho de estreia. Hansi ainda não tinha a experiência dos anos seguintes, sendo que não há aquelas grandes vocalizações que contribuem para enriquecer os refrãos. Seu foco aqui é tocar baixo e cantar como se fosse ao vivo. É um bom baixista, mas, quando se afastou do instrumento para se preocupar somente com os vocais, aí sim posicionou-se no topo da lista dos maiores vocalistas do metal de todos os tempos. A dupla de guitarristas André Olbrich e Marcus Siepen trocam solos e riffs pesados, demonstrando qualidade e técnica. Já Thomas "Thomen" Stauch, um monstro veloz e agressivo na batera. Fantástico!

"Majesty" abre os trabalhos. Um hino, figurando nos setlists da banda até os tempos atuais. Veloz, pesada e com ótimas linhas vocais, além de um refrão perfeito. Sete minutos que passam voando.
"Guardian of the Blind" começa com Stauch fuzilando os falantes. Speed Metal espetacular, com Hansi rasgando a garganta e ótimo refrão.
Com Hansi também atuando como baixista, era comum no período a inclusão de algumas faixas instrumentais. "Trial By The Archon" é curta e bem veloz, porém dispensável.
"Halloween - The Wizard's crow I'll take - on Halloween...". Ouça a melódica, também veloz e espetacular "Wizard's Crown", e fique como eu, cantando o refrão a todo instante.
Seguindo a linha do power metal mais melódico, "Run For The Night" trilha os mesmos caminhos, nos permitindo recordar do grande "Walls of Jericho", do Helloween. Uma pancada!
Cansou de balançar o pescoço? Quer descansar? Desista! "The Martyr" mantém o incansável Thomen Stauch fritando os bumbos, em mais uma faixa destruidora.
A faixa-título segue veloz, em mais um ótimo refrão. Aqui é possível ter uma leve impressão de que o álbum poderá começar a se tornar cansativo. Porém, felizmente não há tempo, pois "By The Gates Of Moria" chega de maneira instrumental, mudando os ares, realçando o trabalho das guitarras e concluindo os trabalhos.

Um álbum cru, veloz e pesado. Uma banda ainda começando a trilhar o seu caminho em destino a uma carreira muito bem-sucedida. A produção não é excelente, mas a qualidade das faixas e dos músicos consegue sobrepor este detalhe. Somando tudo isso, temos um grande álbum de estreia.

O lado mais cru e veloz do Blind Guardian você encontra aqui
3.5
16/03/2018

O Blind Guardian, fantástico grupo alemão formado inicialmente como Lucifer's Heritage na década de 80, começou sua trajetória aqui, em seu primeiro álbum chamado "Battalions of Fear". Lançado em 1988, possui grande valor entre os fãs e também na discografia do grupo, pois mostra o lado mais cru que se tornaria a base a ser lapidada pela evolução dos músicos no futuro. Um speed metal que flerta diretamente com o trash, assim como fez o Helloween em "Walls of Jericho".

"Battalions of Fear" é um álbum muito muito bom. Pesado, veloz e de fácil assimilação. Você sairá cantando algumas melodias logo após a primeira audição. O que falta aqui é aprimoramento, o que não podemos exigir em um trabalho de estreia. Hansi ainda não tinha a experiência dos anos seguintes, sendo que não há aquelas grandes vocalizações que contribuem para enriquecer os refrãos. Seu foco aqui é tocar baixo e cantar como se fosse ao vivo. É um bom baixista, mas, quando se afastou do instrumento para se preocupar somente com os vocais, aí sim posicionou-se no topo da lista dos maiores vocalistas do metal de todos os tempos. A dupla de guitarristas André Olbrich e Marcus Siepen trocam solos e riffs pesados, demonstrando qualidade e técnica. Já Thomas "Thomen" Stauch, um monstro veloz e agressivo na batera. Fantástico!

"Majesty" abre os trabalhos. Um hino, figurando nos setlists da banda até os tempos atuais. Veloz, pesada e com ótimas linhas vocais, além de um refrão perfeito. Sete minutos que passam voando.
"Guardian of the Blind" começa com Stauch fuzilando os falantes. Speed Metal espetacular, com Hansi rasgando a garganta e ótimo refrão.
Com Hansi também atuando como baixista, era comum no período a inclusão de algumas faixas instrumentais. "Trial By The Archon" é curta e bem veloz, porém dispensável.
"Halloween - The Wizard's crow I'll take - on Halloween...". Ouça a melódica, também veloz e espetacular "Wizard's Crown", e fique como eu, cantando o refrão a todo instante.
Seguindo a linha do power metal mais melódico, "Run For The Night" trilha os mesmos caminhos, nos permitindo recordar do grande "Walls of Jericho", do Helloween. Uma pancada!
Cansou de balançar o pescoço? Quer descansar? Desista! "The Martyr" mantém o incansável Thomen Stauch fritando os bumbos, em mais uma faixa destruidora.
A faixa-título segue veloz, em mais um ótimo refrão. Aqui é possível ter uma leve impressão de que o álbum poderá começar a se tornar cansativo. Porém, felizmente não há tempo, pois "By The Gates Of Moria" chega de maneira instrumental, mudando os ares, realçando o trabalho das guitarras e concluindo os trabalhos.

Um álbum cru, veloz e pesado. Uma banda ainda começando a trilhar o seu caminho em destino a uma carreira muito bem-sucedida. A produção não é excelente, mas a qualidade das faixas e dos músicos consegue sobrepor este detalhe. Somando tudo isso, temos um grande álbum de estreia.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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