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Resenha: Kiss - Dressed To Kill (1975)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Bom, mas sem assustar muito
3.5
16/03/2018

O Kiss estava vestido para matar em "Dressed To Kill", mas sem assustar muito. O álbum lançado em 1975 não agradou a maioria dos fãs, apesar de contar com um dos maiores hits da banda, o chiclete "Rock and Roll All Nite". Trata-se de um registro bem similar ao que foi apresentado em seu antecessor, o bom "Hotter Than Hell". Fãs que gostam fase mais crua do grupo conseguem apreciar melhor o que foi proposto aqui, porém, na minha opinião, é inegável que a evolução iniciada no próximo trabalho permitiu com que o Kiss atingisse o status que possui hoje.

Como o fantástico "Destroyer" é assunto para outra resenha, vamos falar um pouco de "Dressed To Kill". Com orçamento baixo, a produção ficou a cargo do presidente da Casablanca Records, Neil Bogart. Produção que poderia ter sido bem melhor. Veja só, o álbum possui apenas trinta minutos de duração, com baixíssimo aproveitamento dos temas propostos pelo grupo. Falta o toque de um produtor que pudesse ajudar a aproveitar melhor o refrão de algumas faixas. Por exemplo, um refrão mais pomposo em "C'mon and Love Me" a transformaria em um dos maiores clássicos do grupo. Apesar de despertar pouca atenção no início, o álbum posteriormente conseguiu disco de ouro.

"Room Service" abre os trabalhos com uma faixa que não é hit, mas é ótima. Sua linha vocal é bem interessante e desafiadora, até mesmo para Paul Stanley.
"Two Timer" é mais cadenciada, composta e cantada por Gene e é dentro da média.
Gene contribui também com "Ladies In Waiting", uma das melhores do álbum. Pesada e com ótimo refrão. Aqui vale destacar o trabalho de Ace na guitarra.
Peter Criss assume o microfone em "Getaway", mas o destaque é novamente Ace. Boa faixa, mostrando o lado Rock And Roll do grupo.
Enfim, Paul retorna com "Rock Bottom" em uma boa introdução acústica, mas desconexa. A parte cantada é muito boa e eleva o Rock And Roll mais uma vez.
"C'mon And Love Me" é ótima, embora eu ainda tenha que manter a opinião sobre o que disse anteriormente.
"Anything For My Baby" tem levada bem próxima ao hit "Rock and Roll All Nite", com refrão ótimo que destaca o bom trabalho de Peter Criss. Aqui está a melhor performance de Paul como vocalista no álbum.
Gene retorna com "She", que possui ótimos riffs, porém não me empolga muito.
Peter Criss detona com as baquetas na boa faixa "Love Her All I Can", que também está na lista das faixas que poderiam ter sido lapidadas com uma outra visão.
"Rock And Roll All Night" encerra os trabalhos dispensando comentários, não é? Pessoas seguidoras de todos os estilos musicais conhecem esta faixa. Um dos maiores hits do rock.

Minha resenha pode parecer negativa, mas não é. Gosto de "Dressed To Kill", assim como gosto de "Hotter Than Hell". Porém, da primeira trinca lançada pelo grupo, o álbum de estreia é o que mais me agrada. Agora, se você que ver realmente o porque do Kiss ser um fenômeno, prepare-se, pois uma fase fantástica viria a se iniciar com "Destroyer".

Bom, mas sem assustar muito
3.5
16/03/2018

O Kiss estava vestido para matar em "Dressed To Kill", mas sem assustar muito. O álbum lançado em 1975 não agradou a maioria dos fãs, apesar de contar com um dos maiores hits da banda, o chiclete "Rock and Roll All Nite". Trata-se de um registro bem similar ao que foi apresentado em seu antecessor, o bom "Hotter Than Hell". Fãs que gostam fase mais crua do grupo conseguem apreciar melhor o que foi proposto aqui, porém, na minha opinião, é inegável que a evolução iniciada no próximo trabalho permitiu com que o Kiss atingisse o status que possui hoje.

Como o fantástico "Destroyer" é assunto para outra resenha, vamos falar um pouco de "Dressed To Kill". Com orçamento baixo, a produção ficou a cargo do presidente da Casablanca Records, Neil Bogart. Produção que poderia ter sido bem melhor. Veja só, o álbum possui apenas trinta minutos de duração, com baixíssimo aproveitamento dos temas propostos pelo grupo. Falta o toque de um produtor que pudesse ajudar a aproveitar melhor o refrão de algumas faixas. Por exemplo, um refrão mais pomposo em "C'mon and Love Me" a transformaria em um dos maiores clássicos do grupo. Apesar de despertar pouca atenção no início, o álbum posteriormente conseguiu disco de ouro.

"Room Service" abre os trabalhos com uma faixa que não é hit, mas é ótima. Sua linha vocal é bem interessante e desafiadora, até mesmo para Paul Stanley.
"Two Timer" é mais cadenciada, composta e cantada por Gene e é dentro da média.
Gene contribui também com "Ladies In Waiting", uma das melhores do álbum. Pesada e com ótimo refrão. Aqui vale destacar o trabalho de Ace na guitarra.
Peter Criss assume o microfone em "Getaway", mas o destaque é novamente Ace. Boa faixa, mostrando o lado Rock And Roll do grupo.
Enfim, Paul retorna com "Rock Bottom" em uma boa introdução acústica, mas desconexa. A parte cantada é muito boa e eleva o Rock And Roll mais uma vez.
"C'mon And Love Me" é ótima, embora eu ainda tenha que manter a opinião sobre o que disse anteriormente.
"Anything For My Baby" tem levada bem próxima ao hit "Rock and Roll All Nite", com refrão ótimo que destaca o bom trabalho de Peter Criss. Aqui está a melhor performance de Paul como vocalista no álbum.
Gene retorna com "She", que possui ótimos riffs, porém não me empolga muito.
Peter Criss detona com as baquetas na boa faixa "Love Her All I Can", que também está na lista das faixas que poderiam ter sido lapidadas com uma outra visão.
"Rock And Roll All Night" encerra os trabalhos dispensando comentários, não é? Pessoas seguidoras de todos os estilos musicais conhecem esta faixa. Um dos maiores hits do rock.

Minha resenha pode parecer negativa, mas não é. Gosto de "Dressed To Kill", assim como gosto de "Hotter Than Hell". Porém, da primeira trinca lançada pelo grupo, o álbum de estreia é o que mais me agrada. Agora, se você que ver realmente o porque do Kiss ser um fenômeno, prepare-se, pois uma fase fantástica viria a se iniciar com "Destroyer".

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