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Resenha: Rush - Power Windows (1985)

Por: Marcel Z. Dio

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Album Cover
O disco high-tech dos canadenses.
4.5
15/03/2018

O Rush esta alem de qualquer definição, não dá pra rotular ou dizer que eles fazem parte de um segmento musical. Seu nome tornou-se maior que qualquer estilo ou gênero, e mesmo influenciando centenas de grupos, ninguém ousou ou conseguiu criar algo similar.
Mesmo assim, para entender ou dissecar o Rush, é preciso citar referencias que vão desde o hard rock, passando pelo progressivo, musica eletrônica, pop e até um certo flerte com o reggae em algumas faixas.
Power Windows, décimo primeiro álbum de estúdio, é a união de tudo isso. Chegou a ser citado pela revista Rolling Stone, como o elo perdido entre Yes e Sex Pistols.
Besteiras à parte, isso só mostra que o Rush é uma caixa de surpresa.

O hit "The Big Money" mostra a criatividade do vocalista na condução de uma linha complexa e com total independência entre o baixo e o vocal. 
Criticando ferozmente a futilidade consumista, a canção ganhou até um vídeo, mostrado com relativa frequência na MTV.

"Grand Designs", descreve a superficialidade da vida moderna. É a cara da nova fase, com texturas eletrônicas e buscas de novos timbres por Alex Lifeson, explorando bem o uso dos harmônicos.

Em "Manhattan Project" o carro chefe são os teclados, deixando Lifeson em segundo plano, o que geraria brigas futuras com Geddy Lee.

"Marathon" alem de ter generosa contribuição do sintetizador, ainda conta com frases intrincadas no contrabaixo. Geddy Lee usa e abusa das notas pedais, sustentando a música por diversos compassos.
Como Lee não dominava tanto o sintetizador, eles recrutaram Andy Richards para programar e tocar alguns teclados adicionais. Seu final, com a inclusão de um coral de 25 pessoas, talvez passe despercebido pelo timbre das teclas, ao formar uma sonoridade uníssona com os vocais.

O uso brilhante do chimbal e bumbo de Peart, em interação com os graves, somado ao timbre único da guitarra, fazem de "Territories" uma das melhores faixas do disco.

"Middletown Dreams", sem sombra de duvidas é a minha preferida. Sua letra descreve a monotonia das pequenas cidades e revela a magia dos sonhos adolescentes. Quase um retrato de infância dos amigos Lee e Lifeson ...
"O menino anda com seu melhor amigo
Pelos campos no início de Maio
Eles andam em silêncio
Um perto -- outro longe
Porém um deles estaria entrando naquele ônibus
Apenas ele e a sua guitarra
Para luzir nos céus
Como uma brilhante estrela cadente"
Para a alegria e nostalgia dos fãs, o Rush tocou Middletown Dreams em sua ultima turnê, após um hiato de décadas.

A ótima "Emotion Detector", passa despercebida até pelos fãs de carteirinha, tanto que nunca foi tocada ao vivo. A tipica faixa lado B maiúsculo.

"Mystic Rhythms", inicia-se com as batidas quase tribais e ao mesmo tempo sofisticadas de Neil Peart, tudo em conjunto com o dedilhado das guitarras e as camadas de sintetizadores. Fugindo um pouco do virtuosismo e criando uma sonoridade a parte, algo exclusivo de Power Windows.

O grande diferencial de Power Windows, é a exploração de timbres sintéticos, emulando sons reais.
A fase Pop / Eletrônica, teve seu desfecho com o sucessor Hold Your Fire (1987) Embora muitos torçam o nariz para o novo conceito, eu particularmente gosto.
O trio resgataria um som mais orgânico em Presto (1989) com a troca do produtor Peter Collins por Rupert Hine.

O disco high-tech dos canadenses.
4.5
15/03/2018

O Rush esta alem de qualquer definição, não dá pra rotular ou dizer que eles fazem parte de um segmento musical. Seu nome tornou-se maior que qualquer estilo ou gênero, e mesmo influenciando centenas de grupos, ninguém ousou ou conseguiu criar algo similar.
Mesmo assim, para entender ou dissecar o Rush, é preciso citar referencias que vão desde o hard rock, passando pelo progressivo, musica eletrônica, pop e até um certo flerte com o reggae em algumas faixas.
Power Windows, décimo primeiro álbum de estúdio, é a união de tudo isso. Chegou a ser citado pela revista Rolling Stone, como o elo perdido entre Yes e Sex Pistols.
Besteiras à parte, isso só mostra que o Rush é uma caixa de surpresa.

O hit "The Big Money" mostra a criatividade do vocalista na condução de uma linha complexa e com total independência entre o baixo e o vocal. 
Criticando ferozmente a futilidade consumista, a canção ganhou até um vídeo, mostrado com relativa frequência na MTV.

"Grand Designs", descreve a superficialidade da vida moderna. É a cara da nova fase, com texturas eletrônicas e buscas de novos timbres por Alex Lifeson, explorando bem o uso dos harmônicos.

Em "Manhattan Project" o carro chefe são os teclados, deixando Lifeson em segundo plano, o que geraria brigas futuras com Geddy Lee.

"Marathon" alem de ter generosa contribuição do sintetizador, ainda conta com frases intrincadas no contrabaixo. Geddy Lee usa e abusa das notas pedais, sustentando a música por diversos compassos.
Como Lee não dominava tanto o sintetizador, eles recrutaram Andy Richards para programar e tocar alguns teclados adicionais. Seu final, com a inclusão de um coral de 25 pessoas, talvez passe despercebido pelo timbre das teclas, ao formar uma sonoridade uníssona com os vocais.

O uso brilhante do chimbal e bumbo de Peart, em interação com os graves, somado ao timbre único da guitarra, fazem de "Territories" uma das melhores faixas do disco.

"Middletown Dreams", sem sombra de duvidas é a minha preferida. Sua letra descreve a monotonia das pequenas cidades e revela a magia dos sonhos adolescentes. Quase um retrato de infância dos amigos Lee e Lifeson ...
"O menino anda com seu melhor amigo
Pelos campos no início de Maio
Eles andam em silêncio
Um perto -- outro longe
Porém um deles estaria entrando naquele ônibus
Apenas ele e a sua guitarra
Para luzir nos céus
Como uma brilhante estrela cadente"
Para a alegria e nostalgia dos fãs, o Rush tocou Middletown Dreams em sua ultima turnê, após um hiato de décadas.

A ótima "Emotion Detector", passa despercebida até pelos fãs de carteirinha, tanto que nunca foi tocada ao vivo. A tipica faixa lado B maiúsculo.

"Mystic Rhythms", inicia-se com as batidas quase tribais e ao mesmo tempo sofisticadas de Neil Peart, tudo em conjunto com o dedilhado das guitarras e as camadas de sintetizadores. Fugindo um pouco do virtuosismo e criando uma sonoridade a parte, algo exclusivo de Power Windows.

O grande diferencial de Power Windows, é a exploração de timbres sintéticos, emulando sons reais.
A fase Pop / Eletrônica, teve seu desfecho com o sucessor Hold Your Fire (1987) Embora muitos torçam o nariz para o novo conceito, eu particularmente gosto.
O trio resgataria um som mais orgânico em Presto (1989) com a troca do produtor Peter Collins por Rupert Hine.

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