Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Geddy Lee - My Favourite Headache (2000)

Por: André Luiz Paiz

Acessos: 182

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +
User Photo
Album Cover
Algo entre “Test For Echo” e “Vapor Trails”
3.5
12/03/2018

Em um passado não muito distante, entre o lançamento dos álbuns “Test For Echo” e “Vapor Trails”, do fantástico Rush, o baixista e vocalista Geddy Lee arriscou-se em carreira solo pela primeira vez, sendo até o presente momento a sua única tentativa. O grupo estava em um momento complicado e indeciso, diante dos problemas pessoais enfrentados por Neil Peart naquele período. Ali, o Rush poderia ter chegado ao fim.

Com algumas canções em mãos, a maioria delas com uma proposta menos complexa do que a explorada pelo Rush, Geddy Lee convidou algumas pessoas, dentre elas o baterista Matt Cameron (Pear Jam e Soundgarden), e decidiu registrá-las em um lançamento solo. Geddy disse, na época do lançamento, que aproveitou-se da oportunidade de lançar algo sem o nome Rush para mudar um pouco de direcionamento, reduzindo a complexidade e focando em algo mais direto, melódico e acessível. Tanto que, além da introdução da faixa-título que abre o álbum, o baixo é simplesmente um instrumento de apoio, fazendo exatamente o que as músicas estão pedindo, sem exageros.

“My Favorite Headache” é um álbum bem interessante. Primeiro de tudo, você não deve esperar ouvir um álbum do Rush. Quando digo que ele é formado por algo entre “Test For Echo” e “Vapor Trails”, quero dizer que soa muito parecido com o que a banda vinha fazendo naquele período, mas é necessário subtrair a camada de complexidade imposta pelo Rush. Muitas canções são baladas e próximas do rock alternativo que se ouve no rádio, mas as melodias são bem características daquela fase da banda. A maioria das músicas tem qualidade de sobra, com boas passagens acústicas, boas linhas de guitarra e ótima produção. Geddy Lee vai bem como vocalista aqui também, porém senti falta de mais feeling em alguns momentos, já que ficar cantando o tempo todo sobre a linha de base pode soar cansativo.

Faixas de destaque: “The Present Tense”, com seu refrão bem “Vapor Trails”, assim como a ótima “Grace To Grace”; as direcionadas ao pop “Window To The World” e “Still”; e lembrando “Test For Echo” temos as boas “Working At Perfekt” e “Moving To Bohemia”. Já o restante das músicas são dentro da média.

Para concluir, vou fazer e responder uma pergunta bem difícil: “My Favorite Headache” vale a pena? Bom, se você comparar com as bandas famosas do estilo abordado aqui, é difícil escolher uma faixa candidata a hit. “Still” ou “Window To The World” talvez. Em contrapartida, todas as faixas são interessantes e diferentes, fazendo com que uma audição completa o faça captar melhor o que foi proposto. Parece um álbum de banda progressiva disfarçado sob outro gênero musical. Agora, se você gosta do estilo e não liga se o álbum foi um sucesso no rádio e nas paradas, pode colocar na fila tranquilo. Eu gostei e muito!

Algo entre “Test For Echo” e “Vapor Trails”
3.5
12/03/2018

Em um passado não muito distante, entre o lançamento dos álbuns “Test For Echo” e “Vapor Trails”, do fantástico Rush, o baixista e vocalista Geddy Lee arriscou-se em carreira solo pela primeira vez, sendo até o presente momento a sua única tentativa. O grupo estava em um momento complicado e indeciso, diante dos problemas pessoais enfrentados por Neil Peart naquele período. Ali, o Rush poderia ter chegado ao fim.

Com algumas canções em mãos, a maioria delas com uma proposta menos complexa do que a explorada pelo Rush, Geddy Lee convidou algumas pessoas, dentre elas o baterista Matt Cameron (Pear Jam e Soundgarden), e decidiu registrá-las em um lançamento solo. Geddy disse, na época do lançamento, que aproveitou-se da oportunidade de lançar algo sem o nome Rush para mudar um pouco de direcionamento, reduzindo a complexidade e focando em algo mais direto, melódico e acessível. Tanto que, além da introdução da faixa-título que abre o álbum, o baixo é simplesmente um instrumento de apoio, fazendo exatamente o que as músicas estão pedindo, sem exageros.

“My Favorite Headache” é um álbum bem interessante. Primeiro de tudo, você não deve esperar ouvir um álbum do Rush. Quando digo que ele é formado por algo entre “Test For Echo” e “Vapor Trails”, quero dizer que soa muito parecido com o que a banda vinha fazendo naquele período, mas é necessário subtrair a camada de complexidade imposta pelo Rush. Muitas canções são baladas e próximas do rock alternativo que se ouve no rádio, mas as melodias são bem características daquela fase da banda. A maioria das músicas tem qualidade de sobra, com boas passagens acústicas, boas linhas de guitarra e ótima produção. Geddy Lee vai bem como vocalista aqui também, porém senti falta de mais feeling em alguns momentos, já que ficar cantando o tempo todo sobre a linha de base pode soar cansativo.

Faixas de destaque: “The Present Tense”, com seu refrão bem “Vapor Trails”, assim como a ótima “Grace To Grace”; as direcionadas ao pop “Window To The World” e “Still”; e lembrando “Test For Echo” temos as boas “Working At Perfekt” e “Moving To Bohemia”. Já o restante das músicas são dentro da média.

Para concluir, vou fazer e responder uma pergunta bem difícil: “My Favorite Headache” vale a pena? Bom, se você comparar com as bandas famosas do estilo abordado aqui, é difícil escolher uma faixa candidata a hit. “Still” ou “Window To The World” talvez. Em contrapartida, todas as faixas são interessantes e diferentes, fazendo com que uma audição completa o faça captar melhor o que foi proposto. Parece um álbum de banda progressiva disfarçado sob outro gênero musical. Agora, se você gosta do estilo e não liga se o álbum foi um sucesso no rádio e nas paradas, pode colocar na fila tranquilo. Eu gostei e muito!

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Marillion - Misplaced Childhood (1985)

Misplaced Childhood: A obra-prima progressiva oitentista.
5
Por: Márcio Chagas
03/03/2018
Album Cover

Rush - Hemispheres (1978)

Uma obra-prima perfeitamente equilibrada.
5
Por: Tiago Meneses
24/05/2018
Album Cover

Marillion - Script for a Jester's Tear (1983)

A estreia marcante de um grande nome do rock progressivo
5
Por: André Luiz Paiz
23/02/2018