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Resenha: Royal Hunt - Paradox (1997)

Por: André Luiz Paiz

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O clássico que projetou o Royal Hunt para o mundo
5
12/03/2018

1997. Pouco mais de vinte anos atrás, o Royal Hunt viria a lançar "Paradox", álbum que despertou atenção imediata dos fãs de power metal sinfônico e progressivo. Além disso, fez com que a banda se tornasse conhecida no mundo todo.

Após a turnê de divulgação do ótimo "Moving Target", álbum de estreia do grande vocalista D.C. Cooper no posto de frontman, o Royal Hunt aproveitou os frutos e lançou um disco ao vivo, simplesmente denominado "1996". Logo em seguida, André Andersen começou a brincar com algumas ideias visando o próximo lançamento, para logo depois a banda registrar um dos seus maiores clássicos, o fantástico álbum "Paradox", consolidando a carreira do grupo em definitivo. Afirmo com certeza que, de lá pra cá, o Royal Hunt possui um status diferenciado graças a este disco.

Mostrando um grupo cada vez mais entrosado, "Paradox" não falha em nada. Produção excelente, com uma reverberação fantástica, parecendo que o álbum foi registrado em um templo ou castelo. Curiosamente, o trabalho fala sobre religião e divindade, de maneira sensível e tocante. Além desses fatores, André Andersen e D.C. Cooper se destacam de maneira soberba, com profissionalismo absurdo.

"The Awakening" é a faixa de abertura e traz todo o clima que gira em torno do álbum. Começa lenta e com um belo tema acústico, que será mais explorado adiante.
"River of Pain" começa cadenciada e com excelentes linhas de teclados de André Andersen. Assim que D.C. entra, percebemos uma melodia de fácil assimilação e belos corais no refrão. São sete minutos que passam voando.
Prepare-se! "Tearing down the World" mostra em seu primeiro segundo que as coisas vão acelerar. Ótimas orquestrações, vocais dobrados e refrão matador, fazem desta uma das melhores da carreira da banda. Impossível não se empolgar.
O piano de abertura de "Message to God" é emocionante. Inicialmente causa a impressão de que ouviremos uma balada, até que a faixa começa a crescer, inicialmente com um baixo fantástico de Steen Mogensen e depois as guitarras, que tomam conta e conduzem a faixa de maneira extremamente empolgante. E a ponte para o refrão? E as orquestrações? Espetaculares!
Falando em balada, arrepie-se com "Long Way Home". Introdução belíssima ao som da chuva e uma melodia fantástica fazem a canção cair no gosto na primeira audição. Começa suave até que orquestrações são incorporadas e a faixa vai crescendo de maneira contagiante.
Se você achou que "River Of Pain" passou voando em seus sete minutos, "Time will Tell" tem nove e consegue ser ainda melhor. Esta faixa diz perfeitamente o que é o Royal Hunt. Melodia espetacular, cadência controlada por teclado e guitarra, pontes maravilhosas e velocidade no momento certo. Empolgante ao extremo!
Assim como "Tearing Down The World", "Silent Scream" é mais rápida e direta, apesar dos seis minutos de duração. O riff de teclado da abertura é um dos melhores que Andersen já compôs. A faixa é brilhante, pois você mergulha nela após a introdução, se empolga absurdamente com o refrão e sai extasiado.
A faixa anterior se conecta com "It's over" em clima de final de álbum. O tema explorado é basicamente o mesmo de "The Awakening" e "Long Way Home", com algumas variações. O refrão é mais longo e melódico, caminhando para uma balada típica de uma faixa de encerramento. Aqui cada um dos músicos dá o seu recado final em excelente performance.

"Paradox" explodiu, tanto que hoje o Royal Hunt possui números expressivos para uma banda do gênero, tendo vendido mais de um milhão de álbuns. Se você é iniciante na trajetória do grupo, este álbum fará com que você se torne fã em poucos minutos.

O clássico que projetou o Royal Hunt para o mundo
5
12/03/2018

1997. Pouco mais de vinte anos atrás, o Royal Hunt viria a lançar "Paradox", álbum que despertou atenção imediata dos fãs de power metal sinfônico e progressivo. Além disso, fez com que a banda se tornasse conhecida no mundo todo.

Após a turnê de divulgação do ótimo "Moving Target", álbum de estreia do grande vocalista D.C. Cooper no posto de frontman, o Royal Hunt aproveitou os frutos e lançou um disco ao vivo, simplesmente denominado "1996". Logo em seguida, André Andersen começou a brincar com algumas ideias visando o próximo lançamento, para logo depois a banda registrar um dos seus maiores clássicos, o fantástico álbum "Paradox", consolidando a carreira do grupo em definitivo. Afirmo com certeza que, de lá pra cá, o Royal Hunt possui um status diferenciado graças a este disco.

Mostrando um grupo cada vez mais entrosado, "Paradox" não falha em nada. Produção excelente, com uma reverberação fantástica, parecendo que o álbum foi registrado em um templo ou castelo. Curiosamente, o trabalho fala sobre religião e divindade, de maneira sensível e tocante. Além desses fatores, André Andersen e D.C. Cooper se destacam de maneira soberba, com profissionalismo absurdo.

"The Awakening" é a faixa de abertura e traz todo o clima que gira em torno do álbum. Começa lenta e com um belo tema acústico, que será mais explorado adiante.
"River of Pain" começa cadenciada e com excelentes linhas de teclados de André Andersen. Assim que D.C. entra, percebemos uma melodia de fácil assimilação e belos corais no refrão. São sete minutos que passam voando.
Prepare-se! "Tearing down the World" mostra em seu primeiro segundo que as coisas vão acelerar. Ótimas orquestrações, vocais dobrados e refrão matador, fazem desta uma das melhores da carreira da banda. Impossível não se empolgar.
O piano de abertura de "Message to God" é emocionante. Inicialmente causa a impressão de que ouviremos uma balada, até que a faixa começa a crescer, inicialmente com um baixo fantástico de Steen Mogensen e depois as guitarras, que tomam conta e conduzem a faixa de maneira extremamente empolgante. E a ponte para o refrão? E as orquestrações? Espetaculares!
Falando em balada, arrepie-se com "Long Way Home". Introdução belíssima ao som da chuva e uma melodia fantástica fazem a canção cair no gosto na primeira audição. Começa suave até que orquestrações são incorporadas e a faixa vai crescendo de maneira contagiante.
Se você achou que "River Of Pain" passou voando em seus sete minutos, "Time will Tell" tem nove e consegue ser ainda melhor. Esta faixa diz perfeitamente o que é o Royal Hunt. Melodia espetacular, cadência controlada por teclado e guitarra, pontes maravilhosas e velocidade no momento certo. Empolgante ao extremo!
Assim como "Tearing Down The World", "Silent Scream" é mais rápida e direta, apesar dos seis minutos de duração. O riff de teclado da abertura é um dos melhores que Andersen já compôs. A faixa é brilhante, pois você mergulha nela após a introdução, se empolga absurdamente com o refrão e sai extasiado.
A faixa anterior se conecta com "It's over" em clima de final de álbum. O tema explorado é basicamente o mesmo de "The Awakening" e "Long Way Home", com algumas variações. O refrão é mais longo e melódico, caminhando para uma balada típica de uma faixa de encerramento. Aqui cada um dos músicos dá o seu recado final em excelente performance.

"Paradox" explodiu, tanto que hoje o Royal Hunt possui números expressivos para uma banda do gênero, tendo vendido mais de um milhão de álbuns. Se você é iniciante na trajetória do grupo, este álbum fará com que você se torne fã em poucos minutos.

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