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Resenha: Sons Of Apollo - Psychotic Symphony (2017)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Não se trata de apenas mais uma banda
4
28/02/2018

Muitas pessoas torceram o nariz quando Mike Portnoy anunciou através das redes sociais que estava lançando a sua nonagésima quinta banda. Seu novo grupo se chama Sons Of Apollo e é liderado por ele e seu ex-colega de Dream Theater, o tecladista Derek Sherinian. De tantos comentários negativos que surgiram por estar em mais um supergrupo, Mike precisou até se justificar. Basicamente disse: não quer? Não ouça!
Sinceramente, minha impressão inicial não foi negativa. Afinal, montar supergrupos é algo comum hoje em dia. Virou moda. Assim, como sou fã de tudo o que Mike Portnoy faz, decidi esperar para tirar as minhas conclusões.

Em primeiro lugar, a formação merece respeito. Mike trouxe uma surpresa, um porto seguro e um membro que já não é novidade. A surpresa é: Bumblefoot, guitarrista que ficou mais conhecido após a sua passagem pelo Guns N' Roses. O porto seguro é obviamente Jeff Scott Soto. Não é um vocalista de rock/metal progressivo, embora tenha flertado com o estilo em alguns momentos da sua carreira, mas é ou não é garantido que jamais decepcionará? Por fim, Billy Sheehan não é novidade. Monstro baixista do Mr. Big e colega de Mike nos Winery Dogs. Versátil ao extremo, é claro que se encaixa como uma luva em qualquer lugar.

A questão que pairou no ar diante deste novo supergrupo é: como soará? A resposta posso dar agora: metal progressivo, rápido, pesado e virtuoso. A banda me fez tirar algumas conclusões que gostaria de dividir:

1. Eu não sabia o quanto Bumblefoot é bom! Sim, sua participação é surpreendente. Virtuoso quando necessário, melódico nos momentos ideais. E o melhor: seu estilo difere totalmente de John Petrucci, o que permitiu distanciar o grupo das iminentes comparações com o Dream Theater;
2. Jeff Scott Soto canta qualquer coisa. O cara estava com certo receio de que teria que se apresentar como um novo James Labrie, cantando na estratosfera, mas aqui não. Jeff apresenta o seu próprio conceito dentro do material composto, fazendo com maestria;
3. Billy Sheeran é fenomenal em qualquer estilo;
4. Mike Portnoy está em fase de criatividade absurda. É notável a sua dedicação para elevar o nível do trabalho. Está tocando demais!
5. Derek trouxe uma atmosfera inovadora para uma banda do gênero/estilo.
6. Este grupo tem grandes chances de produzir um clássico.

Sobre o item número seis, sim, é verdade. Ainda há alguns ajustes que podem ser feitos e alguns exageros podem ser cortados, mas é apenas o primeiro álbum. Se este grupo conseguir se manter focado, rapidamente conseguirá o status que merece. 

As faixas de "Psychotic Symphony" são totalmente direcionadas ao metal progressivo, porém mostram diversidade em comparação com as bandas que estão na cena. Sua maior conquista foi não soar como Dream Theater. Passando este primeiro detalhe, conseguiu também trazer diversos novos elementos, graças à combinação de estilos dos membros.

“God Of The Sun” é a faixa de abertura. Escolheram simplesmente a melhor do álbum. Um cartão de visitas perfeito, com virtuosismo e um refrão espetacular. São onze minutos que passam voando.
Quando ouvi “Coming Home” de maneira isolada, não me impressionou muito. Dentro do contexto do álbum a história é outra história. Mais curta e direta, é um ótimo single.
“Signs Of The Time” também é ótima. Uma faixa mais densa que as demais e com muito peso. Portnoy e Derek apavoram.
“Labyrinth” possui nove minutos de extrema qualidade, sendo a que mais nos faz lembrar do Dream Theater, porém de maneira totalmente positiva. Destaque para as linhas de teclado de Derek.
O mais próximo que temos de uma balada é a faixa “Alive”, que chega no momento certo. Vale conferir a interpretação de Jeff.
Descansou? Se prepare para “Lost In Oblivion”, uma pancada nos ouvidos em mais uma faixa direta.
“Figaros Whore” é uma filler de Derek que não faz sentido nenhum estar no tracklist do álbum.
“Divine Addiction” começa com uma ótima linha de teclado e vai ficando pesada, agora de forma mais cadenciada, conduzida por ótimos riffs de Bumblefoot. O refrão é o melhor do álbum, ao lado de “God Of The Sun”.
Eis que chegamos a um momento controverso. “Opus Maximus”, uma faixa instrumental de dez minutos. A faixa é ótima e possui grandes passagens, porém poderia ser um pouco mais curta. Mas o problema não é esse. A intenção de fazer um trabalho marcante é deixar o ouvinte com vontade de repetir as audições incansavelmente, assim que uma faixa espetacular termina. Todos se destacam aqui, porém já sabemos que são ótimos músicos e que possuem talento de sobra. Resumindo: eu não consigo ouvi-la duas vezes seguidas.

Aparar as arestas. É isso que o Sons Of Apollo precisa fazer para o seu segundo álbum. Aqui, são muitos acertos e pouquíssimos erros, o que permite classificar “Psychotic Symphony” como um dos melhores álbuns de metal progressivo de 2017.

Não se trata de apenas mais uma banda
4
28/02/2018

Muitas pessoas torceram o nariz quando Mike Portnoy anunciou através das redes sociais que estava lançando a sua nonagésima quinta banda. Seu novo grupo se chama Sons Of Apollo e é liderado por ele e seu ex-colega de Dream Theater, o tecladista Derek Sherinian. De tantos comentários negativos que surgiram por estar em mais um supergrupo, Mike precisou até se justificar. Basicamente disse: não quer? Não ouça!
Sinceramente, minha impressão inicial não foi negativa. Afinal, montar supergrupos é algo comum hoje em dia. Virou moda. Assim, como sou fã de tudo o que Mike Portnoy faz, decidi esperar para tirar as minhas conclusões.

Em primeiro lugar, a formação merece respeito. Mike trouxe uma surpresa, um porto seguro e um membro que já não é novidade. A surpresa é: Bumblefoot, guitarrista que ficou mais conhecido após a sua passagem pelo Guns N' Roses. O porto seguro é obviamente Jeff Scott Soto. Não é um vocalista de rock/metal progressivo, embora tenha flertado com o estilo em alguns momentos da sua carreira, mas é ou não é garantido que jamais decepcionará? Por fim, Billy Sheehan não é novidade. Monstro baixista do Mr. Big e colega de Mike nos Winery Dogs. Versátil ao extremo, é claro que se encaixa como uma luva em qualquer lugar.

A questão que pairou no ar diante deste novo supergrupo é: como soará? A resposta posso dar agora: metal progressivo, rápido, pesado e virtuoso. A banda me fez tirar algumas conclusões que gostaria de dividir:

1. Eu não sabia o quanto Bumblefoot é bom! Sim, sua participação é surpreendente. Virtuoso quando necessário, melódico nos momentos ideais. E o melhor: seu estilo difere totalmente de John Petrucci, o que permitiu distanciar o grupo das iminentes comparações com o Dream Theater;
2. Jeff Scott Soto canta qualquer coisa. O cara estava com certo receio de que teria que se apresentar como um novo James Labrie, cantando na estratosfera, mas aqui não. Jeff apresenta o seu próprio conceito dentro do material composto, fazendo com maestria;
3. Billy Sheeran é fenomenal em qualquer estilo;
4. Mike Portnoy está em fase de criatividade absurda. É notável a sua dedicação para elevar o nível do trabalho. Está tocando demais!
5. Derek trouxe uma atmosfera inovadora para uma banda do gênero/estilo.
6. Este grupo tem grandes chances de produzir um clássico.

Sobre o item número seis, sim, é verdade. Ainda há alguns ajustes que podem ser feitos e alguns exageros podem ser cortados, mas é apenas o primeiro álbum. Se este grupo conseguir se manter focado, rapidamente conseguirá o status que merece. 

As faixas de "Psychotic Symphony" são totalmente direcionadas ao metal progressivo, porém mostram diversidade em comparação com as bandas que estão na cena. Sua maior conquista foi não soar como Dream Theater. Passando este primeiro detalhe, conseguiu também trazer diversos novos elementos, graças à combinação de estilos dos membros.

“God Of The Sun” é a faixa de abertura. Escolheram simplesmente a melhor do álbum. Um cartão de visitas perfeito, com virtuosismo e um refrão espetacular. São onze minutos que passam voando.
Quando ouvi “Coming Home” de maneira isolada, não me impressionou muito. Dentro do contexto do álbum a história é outra história. Mais curta e direta, é um ótimo single.
“Signs Of The Time” também é ótima. Uma faixa mais densa que as demais e com muito peso. Portnoy e Derek apavoram.
“Labyrinth” possui nove minutos de extrema qualidade, sendo a que mais nos faz lembrar do Dream Theater, porém de maneira totalmente positiva. Destaque para as linhas de teclado de Derek.
O mais próximo que temos de uma balada é a faixa “Alive”, que chega no momento certo. Vale conferir a interpretação de Jeff.
Descansou? Se prepare para “Lost In Oblivion”, uma pancada nos ouvidos em mais uma faixa direta.
“Figaros Whore” é uma filler de Derek que não faz sentido nenhum estar no tracklist do álbum.
“Divine Addiction” começa com uma ótima linha de teclado e vai ficando pesada, agora de forma mais cadenciada, conduzida por ótimos riffs de Bumblefoot. O refrão é o melhor do álbum, ao lado de “God Of The Sun”.
Eis que chegamos a um momento controverso. “Opus Maximus”, uma faixa instrumental de dez minutos. A faixa é ótima e possui grandes passagens, porém poderia ser um pouco mais curta. Mas o problema não é esse. A intenção de fazer um trabalho marcante é deixar o ouvinte com vontade de repetir as audições incansavelmente, assim que uma faixa espetacular termina. Todos se destacam aqui, porém já sabemos que são ótimos músicos e que possuem talento de sobra. Resumindo: eu não consigo ouvi-la duas vezes seguidas.

Aparar as arestas. É isso que o Sons Of Apollo precisa fazer para o seu segundo álbum. Aqui, são muitos acertos e pouquíssimos erros, o que permite classificar “Psychotic Symphony” como um dos melhores álbuns de metal progressivo de 2017.

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