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Resenha: Al Di Meola - Elegant Gipsy (1977)

Por: Tiago Meneses

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Para fãs de jazz orientado por guitarra e executado com bastante técnica.
5
24/02/2018

Certamente um dos melhores discos de jazz fusion de todos os tempos. Al Di Meola não se preocupou em apenas mostrar os seus talentos de guitarrista, mas também em preencher bem cada uma das lacunas dos demais instrumentos, sendo assim, escalou um time sensacional para acompanha-lo. A maioria das músicas está em um tempo rápido e possui bastantes solos. Lembro até hoje quando ouvi esse disco pela primeira vez e em quantas vezes o repeti e percebi novas sonoridades.

O disco começa com aquele que é provavelmente é a melhor faixa do álbum, “Flight Over Rio” já mostra uma incrível qualidade de musicalidade, técnica e composição. A música começa com um lento riff de guitarra, se constrói em ritmos de jazz fusion até que explode em um nirvana musical acelerado no qual um sintetizador executado pelo mestre Jan Hammer e a guitarra se unem em um duelo de tirar o fôlego. A música continua em ritmo latino com percussões estilo Santana e termina da mesma forma que começou. 

“Midnight Tango” novamente traz toques latinos na bateria e no ritmo. No entanto é fusionada ao jazz e mostra resultados surpreendentes. A guitarra é absolutamente fenomenal e o teclado por trás dá exatamente o que a música necessita para tocar o status de perfeição. Há também um riff poderoso de guitarra (ou baixo) que realmente dá um brilho. A música segue com um trabalho maravilhoso de guitarra em que Meola mostra toda a sua elegância musical. Termina com uma percussão que eu confesso não saber se era realmente necessário, porém, também não prejudica a qualidade final. 

Em “Mediterranean Sundance” o violão virtuoso de Paco De Lucia harmoniza com a guitarra acústica de Meola. A música soa quase como flamenca através do seu estilo em desfilar pelo braço da sua guitarra acústica. Essa é uma das minhas favoritas em todos os tempos dentro do estilo. Dificilmente se encontra uma música acústica acelerada e que apresenta tamanha qualidade. Mais uma vitrine impecável do talento de Meola. 

“Race With Devil On Spanish Highway” começa com um riff de baixo marcando por cima de percussões latinas e às vezes interferido com rotações de uma guitarra veloz que ilumina a música. Depois que essa seção acaba, tudo fica mais relaxante e a faixa é liderada por um solo de guitarra. Gosto de destacar o baixo aqui por estar em em um volume mais elevado além de possuir boas linhas. Há então um aumento de velocidade envolvendo baterias extremamente rápidas e um trabalho magistral de guitarra. Algo que pode ser encarado em relação a esta música é que se trata da mais dinâmica e imprevisível do álbum. 

Em um disco que é de tirar o fôlego sempre deve haver aquele momento para que respiremos, “Lady Of Rome Sister Of Brazil” faz exatamente esse papel, porém, mantendo a mesma beleza. Uma faixa acústica antes do épico que finalizará o álbum, uma peça simples e excelente. 

“Elegant Gypsy Suite” não é a melhor, mas é certamente a música mais desafiadora do disco, possui uma variedade entre o jazz e o rock progressivo devido a sua criatividade, estranheza, comprimento, estilo e técnica. Já começa de maneira majestosa, divertida e complexa. Os riffs são muito estranhos e interessantes ao mesmo tempo, bem como os sons de guitarra produzidos pelos pedais utilizados por Meola. Depois de um riff repetido grande número de vezes, a música se transforma em uma seção atmosférica na qual um solo incrível (e extremamente estranho) de sintetizador domina a faixa por mais de um minuto e deixa o ouvinte perplexo. A música segue bastante jazzística. “Elegant Gypsy Suite” não pode ser considerada somente uma música bem feita, mas uma poesia feita do fundo coração através de notas e ritmos. Um final sensacional para um disco maravilhoso. 

Elegant Gypsy é uma obra na medida certa para fãs de jazz orientado por guitarra e executado de maneira bastante técnica. Meola se mostra incrivelmente rápido, mas suave, além de também executar melodias maravilhosas. Por trabalhos assim nota-se o quão influente ele é em guitarristas “fritadores”, porém, com uma musicalidade muito mais elevada e inimitável.

Para fãs de jazz orientado por guitarra e executado com bastante técnica.
5
24/02/2018

Certamente um dos melhores discos de jazz fusion de todos os tempos. Al Di Meola não se preocupou em apenas mostrar os seus talentos de guitarrista, mas também em preencher bem cada uma das lacunas dos demais instrumentos, sendo assim, escalou um time sensacional para acompanha-lo. A maioria das músicas está em um tempo rápido e possui bastantes solos. Lembro até hoje quando ouvi esse disco pela primeira vez e em quantas vezes o repeti e percebi novas sonoridades.

O disco começa com aquele que é provavelmente é a melhor faixa do álbum, “Flight Over Rio” já mostra uma incrível qualidade de musicalidade, técnica e composição. A música começa com um lento riff de guitarra, se constrói em ritmos de jazz fusion até que explode em um nirvana musical acelerado no qual um sintetizador executado pelo mestre Jan Hammer e a guitarra se unem em um duelo de tirar o fôlego. A música continua em ritmo latino com percussões estilo Santana e termina da mesma forma que começou. 

“Midnight Tango” novamente traz toques latinos na bateria e no ritmo. No entanto é fusionada ao jazz e mostra resultados surpreendentes. A guitarra é absolutamente fenomenal e o teclado por trás dá exatamente o que a música necessita para tocar o status de perfeição. Há também um riff poderoso de guitarra (ou baixo) que realmente dá um brilho. A música segue com um trabalho maravilhoso de guitarra em que Meola mostra toda a sua elegância musical. Termina com uma percussão que eu confesso não saber se era realmente necessário, porém, também não prejudica a qualidade final. 

Em “Mediterranean Sundance” o violão virtuoso de Paco De Lucia harmoniza com a guitarra acústica de Meola. A música soa quase como flamenca através do seu estilo em desfilar pelo braço da sua guitarra acústica. Essa é uma das minhas favoritas em todos os tempos dentro do estilo. Dificilmente se encontra uma música acústica acelerada e que apresenta tamanha qualidade. Mais uma vitrine impecável do talento de Meola. 

“Race With Devil On Spanish Highway” começa com um riff de baixo marcando por cima de percussões latinas e às vezes interferido com rotações de uma guitarra veloz que ilumina a música. Depois que essa seção acaba, tudo fica mais relaxante e a faixa é liderada por um solo de guitarra. Gosto de destacar o baixo aqui por estar em em um volume mais elevado além de possuir boas linhas. Há então um aumento de velocidade envolvendo baterias extremamente rápidas e um trabalho magistral de guitarra. Algo que pode ser encarado em relação a esta música é que se trata da mais dinâmica e imprevisível do álbum. 

Em um disco que é de tirar o fôlego sempre deve haver aquele momento para que respiremos, “Lady Of Rome Sister Of Brazil” faz exatamente esse papel, porém, mantendo a mesma beleza. Uma faixa acústica antes do épico que finalizará o álbum, uma peça simples e excelente. 

“Elegant Gypsy Suite” não é a melhor, mas é certamente a música mais desafiadora do disco, possui uma variedade entre o jazz e o rock progressivo devido a sua criatividade, estranheza, comprimento, estilo e técnica. Já começa de maneira majestosa, divertida e complexa. Os riffs são muito estranhos e interessantes ao mesmo tempo, bem como os sons de guitarra produzidos pelos pedais utilizados por Meola. Depois de um riff repetido grande número de vezes, a música se transforma em uma seção atmosférica na qual um solo incrível (e extremamente estranho) de sintetizador domina a faixa por mais de um minuto e deixa o ouvinte perplexo. A música segue bastante jazzística. “Elegant Gypsy Suite” não pode ser considerada somente uma música bem feita, mas uma poesia feita do fundo coração através de notas e ritmos. Um final sensacional para um disco maravilhoso. 

Elegant Gypsy é uma obra na medida certa para fãs de jazz orientado por guitarra e executado de maneira bastante técnica. Meola se mostra incrivelmente rápido, mas suave, além de também executar melodias maravilhosas. Por trabalhos assim nota-se o quão influente ele é em guitarristas “fritadores”, porém, com uma musicalidade muito mais elevada e inimitável.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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