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    5 Por: Tiago Meneses

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    Captives Of The Wine Dark Sea

    3 Por: Tiago Meneses

Resenha: Discipline - Captives Of The Wine Dark Sea (2017)

Por: Tiago Meneses

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Abaixo do próprio padrão, mas ainda expirando qualidade.
3
21/02/2018

Nos últimos vinte anos é verdade que a banda lançou apenas dois álbuns, mas também é inegável de que são dois discos incríveis, porém, Captvives of the Wine Dark Sea mostra uma banda que não conseguiu obter o mesmo brilho que conseguiu nos discos anteriores, sendo assim, não transpira a mesma classe. Mas é um disco ruim? Claro que não, as músicas são muito bem trabalhadas através de histórias excitantes e emocionais com toques de melancolia, embora também haja uma sensação de positivismo e brilhantismos nas faixas. Suas influências estão bastante em Van der Graaf Generator e King Crimson para citar apenas duas delas, mas essas bandas são usadas somente como um ponto de partida, sendo assim, continuam com sua característica de desenvolver o seu próprio som. 

O álbum contem sete faixas tendo como resultado um trabalho de quarenta e cinco minutos, o veterano produtor Tarry Brown que já produziu bandas como Rush e Fates Warning ofereceu aqui uma mistura que mantem bastante claro e identificável os instrumentos, deixando tudo equilibrado.

A abertura do álbum é com os nove minutos de “The Body Yearns”, os pianos e os vocais de Matthew lideram. No meio do caminho há uma mudança lenta de ritmo, quase sinistra, antes de retornarem a melodia original da música. A segunda faixa é “Life Imitates Art”, aqui estamos nitidamente no território do Van der Graaf Generator, como nos mostram os teclados e baterias enérgicas, boa marcação de guitarra e um coro bastante atraente.

“S” é um dos momentos do álbum em que a banda tem a oportunidade de flexionar seus poderosos músculos musicais. Parece inspirar-se em peças clássicas com teclados na frente e contraponto pela guitarra com toques crimsonianos para construir a tensão antes que o fluxo se rompa e a música se torne um pouco perturbadora. “Love Songs” é quase uma música anti amorosa, com Matthew suplicando “não me fale de canções de amor” e depois cantando “eu só quero ficar sozinho”. A música dá uma sensação que remete aos Beatles, tem bons violões quando é necessário, linhas de guitarras encorpando a faixa e ao fundo pianos edificantes. Uma canção de rock direta e de melodia cativante. O início de “Here There Is No Soul" nos faz pensar em bandas de rock de arena, possui uma melodia atraente, mas no meio o foco da canção através da guitarra e órgão começa a mudar, dando-lhe uma sensação mais "prog".

“The Road Game”, é uma faixa instrumental de melodia que gruda facilmente à cabeça. Bastante progressiva e bem estruturada ao melhor estilo no qual a banda é bastante conhecida. Todos os instrumentos trabalhando em boa harmonia e sendo um gancho perfeito para o épico que fecha o álbum. “Burn The Fire Upon The Rocks” com quatorze minutos e meio encerra o álbum e é certamente o destaque, uma demonstração perfeita de como apresentar uma longa canção e fazê-la ser vista também como uma obra de arte. Composta por sete movimentos, tudo soa de maneira coesa, cada um fluindo para o outro sem que haja separação óbvia entre eles. Às vezes uma liderança das guitarras com os teclados em suporte. À medida que os vocais se juntam a banda após um piano mais jazzístico que lidera a música por um momento, Matthew se mostra arrebatador em sua interpretação. A música continua a evoluir com uma oportunidade de Chris Herin mostrar a sua qualidade na guitarra enquanto o baixo e bateria de Mathew Kennedy e Paul Dzendzel, respectivamente, respondem a mudança de ritmo sem nenhum esforço. À medida que a música vai chegando ao seu fim, a guitarra e os teclados estão quase em duelo, acompanhados pelos ritmos da bateria.

É interessante perceber que as contribuições de Chris Herin encaixaram bem no som da banda, considerando que o guitarrista anterior, Jon Preston Bouda, foi um elemento chave na sonoridade do grupo. Captvives of the Wine Dark Sea é um trabalho criativo, bom exemplo de música progressiva moderna e ainda que não tenha a qualidade dos seus últimos discos, em momento algum é uma mancha na discografia da Discipline. Como eu digo, abaixo do próprio padrão, mas ainda expirando qualidade. 

Abaixo do próprio padrão, mas ainda expirando qualidade.
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21/02/2018

Nos últimos vinte anos é verdade que a banda lançou apenas dois álbuns, mas também é inegável de que são dois discos incríveis, porém, Captvives of the Wine Dark Sea mostra uma banda que não conseguiu obter o mesmo brilho que conseguiu nos discos anteriores, sendo assim, não transpira a mesma classe. Mas é um disco ruim? Claro que não, as músicas são muito bem trabalhadas através de histórias excitantes e emocionais com toques de melancolia, embora também haja uma sensação de positivismo e brilhantismos nas faixas. Suas influências estão bastante em Van der Graaf Generator e King Crimson para citar apenas duas delas, mas essas bandas são usadas somente como um ponto de partida, sendo assim, continuam com sua característica de desenvolver o seu próprio som. 

O álbum contem sete faixas tendo como resultado um trabalho de quarenta e cinco minutos, o veterano produtor Tarry Brown que já produziu bandas como Rush e Fates Warning ofereceu aqui uma mistura que mantem bastante claro e identificável os instrumentos, deixando tudo equilibrado.

A abertura do álbum é com os nove minutos de “The Body Yearns”, os pianos e os vocais de Matthew lideram. No meio do caminho há uma mudança lenta de ritmo, quase sinistra, antes de retornarem a melodia original da música. A segunda faixa é “Life Imitates Art”, aqui estamos nitidamente no território do Van der Graaf Generator, como nos mostram os teclados e baterias enérgicas, boa marcação de guitarra e um coro bastante atraente.

“S” é um dos momentos do álbum em que a banda tem a oportunidade de flexionar seus poderosos músculos musicais. Parece inspirar-se em peças clássicas com teclados na frente e contraponto pela guitarra com toques crimsonianos para construir a tensão antes que o fluxo se rompa e a música se torne um pouco perturbadora. “Love Songs” é quase uma música anti amorosa, com Matthew suplicando “não me fale de canções de amor” e depois cantando “eu só quero ficar sozinho”. A música dá uma sensação que remete aos Beatles, tem bons violões quando é necessário, linhas de guitarras encorpando a faixa e ao fundo pianos edificantes. Uma canção de rock direta e de melodia cativante. O início de “Here There Is No Soul" nos faz pensar em bandas de rock de arena, possui uma melodia atraente, mas no meio o foco da canção através da guitarra e órgão começa a mudar, dando-lhe uma sensação mais "prog".

“The Road Game”, é uma faixa instrumental de melodia que gruda facilmente à cabeça. Bastante progressiva e bem estruturada ao melhor estilo no qual a banda é bastante conhecida. Todos os instrumentos trabalhando em boa harmonia e sendo um gancho perfeito para o épico que fecha o álbum. “Burn The Fire Upon The Rocks” com quatorze minutos e meio encerra o álbum e é certamente o destaque, uma demonstração perfeita de como apresentar uma longa canção e fazê-la ser vista também como uma obra de arte. Composta por sete movimentos, tudo soa de maneira coesa, cada um fluindo para o outro sem que haja separação óbvia entre eles. Às vezes uma liderança das guitarras com os teclados em suporte. À medida que os vocais se juntam a banda após um piano mais jazzístico que lidera a música por um momento, Matthew se mostra arrebatador em sua interpretação. A música continua a evoluir com uma oportunidade de Chris Herin mostrar a sua qualidade na guitarra enquanto o baixo e bateria de Mathew Kennedy e Paul Dzendzel, respectivamente, respondem a mudança de ritmo sem nenhum esforço. À medida que a música vai chegando ao seu fim, a guitarra e os teclados estão quase em duelo, acompanhados pelos ritmos da bateria.

É interessante perceber que as contribuições de Chris Herin encaixaram bem no som da banda, considerando que o guitarrista anterior, Jon Preston Bouda, foi um elemento chave na sonoridade do grupo. Captvives of the Wine Dark Sea é um trabalho criativo, bom exemplo de música progressiva moderna e ainda que não tenha a qualidade dos seus últimos discos, em momento algum é uma mancha na discografia da Discipline. Como eu digo, abaixo do próprio padrão, mas ainda expirando qualidade. 

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