Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: IQ - The Seventh House (2000)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 200

Compartilhar:

Facebook Twitter
User Photo
Album Cover
Extremamente relevante pra se ter em qualquer coleção de Neo Progressivo.
4.5
14/02/2018

O que faz do IQ a minha banda preferida vinda do movimento neo progressivo é o fato de ser a mais consistente com o tipo de música que pretende tocar, tendo deslizado de fato somente duas vezes, mas pouco diante de tamanha riqueza discográfica. Musicalmente a banda nunca tentou dar um salto importante a ponto de querer expandir seu horizonte, sempre está variando dentro do seu limite em criações de sólidas e maravilhosas composições, logo, este álbum não é nenhuma exceção. As composições possuem uma forte integridade estrutural seja dentro de uma faixa específica ou entre as faixas. Ouvir The Seventh House é como ouvir uma história, isso independente de ser um disco conceitual ou não. Como de costume, deliciar-se com a música deste álbum é atestar que o IQ é um dos melhores grupos de rock na capacidade de criar e entregar melodias saborosas, sensíveis e memoráveis na maioria dos seus segmentos musicais. 

“The Wrong Side Of Weird” com uma introdução atmosférica através dos teclados, logo muda sua direção entrando em uma linha mais rápida e que a batida me lembra-me um pouco “The Song Remains the Saime” do Led Zeppelin. É rica em melodias e belos segmentos, o preenchimento da guitarra é o típico da banda, sendo efetivamente usada durante a transição de uma melodia pra outra. Os vocais são executados com a alma, teclados incríveis e demais instrumentações bastante sólidas. Certamente uma das grandes músicas da carreira de novo. 

Em “Erosion” novamente a banda mostra uma música do mais alto nível. A introdução celestial é simplesmente deslumbrante, enquanto a forma como é construída é perfeita, transformando de uma faixa totalmente atmosférica para algo mais pesado. Os vocais são muito emocionantes e complementam muito bem a canção. Apesar de não ter o mesmo impacto que a faixa de abertura, consegue manter o disco em alta. 

"The Seventh House" é a faixa mais longa do álbum. Os primeiros três minutos são atmosféricos e acústicos, além de um vocal bastante suave até que a guitarra elétrica, baixo e bateria entram para darem uma roupagem mais pesada a música. Novamente as melodias vocais são bastante memoráveis. É uma daquelas faixas em que a habilidade da banda em soar de maneira única pra executar longas faixas é bastante evidente. Linhas bastante interessantes e não repetitivas, também possui boas melodias, transições e arranjos. Porém, apesar de tantos momentos belíssimos, uma passagem da música que faz lembrar excessivamente a "Apocalipse em 9/8" do épico "Supper's Ready" do Genesis tira por uns instantes a sua originalidade, digamos assim. 

“Zero Hour” tem uma parte da introdução que me lembra “Turn it on Again” do Genesis. É uma música bastante suave e se desenvolve muito bem. Possui um belíssimo e calmante solo de saxofone em seu interlúdio. Os teclados são notáveis e os tons muito profundos e bem selecionados. Mas o destaque fica para o solo final de guitarra, certamente um dos três melhores da carreira de Mike Holmes. De alguma maneira eu acho válida a comparação de Holmes com Steve Hackett, pois ambos servem suas bandas mais ou menos como instrumentistas que tendem a misturar-se com a composição, mantendo-se discretos, porém, quando eles têm seus momentos solos, a musicalidade obtida é sensacional. 

"Shooting Angel" tem uma introdução espacial, atmosférica, e introspectiva através de teclados celestiais e guitarra onde seu preenchimento musical é bastante influenciado aos executados por guitarristas como David Gilmour e Andy Latimer. Então que depois de uma introdução belíssima, ganha uma direção mais animada, a bateria não me agrada, porém, possui algumas bonitas e bem fluidas passagens de teclado, um baixo que lembra o Rush dos anos 80 (que gosto bastante) e uma guitarra de liderança requintada. Um bom solo de saxofone assume o final. 

A última música, “Guiding Light", dá ao disco um final grandioso. Bastante melosa e edificante, tem uma introdução sensível e com linha vocal e pianos maravilhosos, música feita com a alma. Novamente possui uma guitarra que flui muito bem ao lado de ótimos trabalhos de sintetizadores e uma cozinha bastante sólida, notável principalmente em uma longa e enérgica passagem instrumental. A música então fica mais lenta e melódica para que haja a volta dos vocais, finalizando o disco com destaque para o trabalho de guitarra sobre uma sonoridade de puro rock sinfônico. 

Essencial? Sem dúvida alguma. O IQ apesar de não ser uma banda psicodélica, consegue através de sua música uma sonoridade atmosférica que leva o ouvinte a “outro mundo”. Certamente um disco extremamente relevante pra se ter em qualquer coleção de neo progressivo. Musicalidade impressionante, emocional e muitas vezes reconfortantes. Gosta de progressivo sinfônico e neo progressivo e nunca ouviu este disco? O que está esperando pra reparar esse erro? 

Extremamente relevante pra se ter em qualquer coleção de Neo Progressivo.
4.5
14/02/2018

O que faz do IQ a minha banda preferida vinda do movimento neo progressivo é o fato de ser a mais consistente com o tipo de música que pretende tocar, tendo deslizado de fato somente duas vezes, mas pouco diante de tamanha riqueza discográfica. Musicalmente a banda nunca tentou dar um salto importante a ponto de querer expandir seu horizonte, sempre está variando dentro do seu limite em criações de sólidas e maravilhosas composições, logo, este álbum não é nenhuma exceção. As composições possuem uma forte integridade estrutural seja dentro de uma faixa específica ou entre as faixas. Ouvir The Seventh House é como ouvir uma história, isso independente de ser um disco conceitual ou não. Como de costume, deliciar-se com a música deste álbum é atestar que o IQ é um dos melhores grupos de rock na capacidade de criar e entregar melodias saborosas, sensíveis e memoráveis na maioria dos seus segmentos musicais. 

“The Wrong Side Of Weird” com uma introdução atmosférica através dos teclados, logo muda sua direção entrando em uma linha mais rápida e que a batida me lembra-me um pouco “The Song Remains the Saime” do Led Zeppelin. É rica em melodias e belos segmentos, o preenchimento da guitarra é o típico da banda, sendo efetivamente usada durante a transição de uma melodia pra outra. Os vocais são executados com a alma, teclados incríveis e demais instrumentações bastante sólidas. Certamente uma das grandes músicas da carreira de novo. 

Em “Erosion” novamente a banda mostra uma música do mais alto nível. A introdução celestial é simplesmente deslumbrante, enquanto a forma como é construída é perfeita, transformando de uma faixa totalmente atmosférica para algo mais pesado. Os vocais são muito emocionantes e complementam muito bem a canção. Apesar de não ter o mesmo impacto que a faixa de abertura, consegue manter o disco em alta. 

"The Seventh House" é a faixa mais longa do álbum. Os primeiros três minutos são atmosféricos e acústicos, além de um vocal bastante suave até que a guitarra elétrica, baixo e bateria entram para darem uma roupagem mais pesada a música. Novamente as melodias vocais são bastante memoráveis. É uma daquelas faixas em que a habilidade da banda em soar de maneira única pra executar longas faixas é bastante evidente. Linhas bastante interessantes e não repetitivas, também possui boas melodias, transições e arranjos. Porém, apesar de tantos momentos belíssimos, uma passagem da música que faz lembrar excessivamente a "Apocalipse em 9/8" do épico "Supper's Ready" do Genesis tira por uns instantes a sua originalidade, digamos assim. 

“Zero Hour” tem uma parte da introdução que me lembra “Turn it on Again” do Genesis. É uma música bastante suave e se desenvolve muito bem. Possui um belíssimo e calmante solo de saxofone em seu interlúdio. Os teclados são notáveis e os tons muito profundos e bem selecionados. Mas o destaque fica para o solo final de guitarra, certamente um dos três melhores da carreira de Mike Holmes. De alguma maneira eu acho válida a comparação de Holmes com Steve Hackett, pois ambos servem suas bandas mais ou menos como instrumentistas que tendem a misturar-se com a composição, mantendo-se discretos, porém, quando eles têm seus momentos solos, a musicalidade obtida é sensacional. 

"Shooting Angel" tem uma introdução espacial, atmosférica, e introspectiva através de teclados celestiais e guitarra onde seu preenchimento musical é bastante influenciado aos executados por guitarristas como David Gilmour e Andy Latimer. Então que depois de uma introdução belíssima, ganha uma direção mais animada, a bateria não me agrada, porém, possui algumas bonitas e bem fluidas passagens de teclado, um baixo que lembra o Rush dos anos 80 (que gosto bastante) e uma guitarra de liderança requintada. Um bom solo de saxofone assume o final. 

A última música, “Guiding Light", dá ao disco um final grandioso. Bastante melosa e edificante, tem uma introdução sensível e com linha vocal e pianos maravilhosos, música feita com a alma. Novamente possui uma guitarra que flui muito bem ao lado de ótimos trabalhos de sintetizadores e uma cozinha bastante sólida, notável principalmente em uma longa e enérgica passagem instrumental. A música então fica mais lenta e melódica para que haja a volta dos vocais, finalizando o disco com destaque para o trabalho de guitarra sobre uma sonoridade de puro rock sinfônico. 

Essencial? Sem dúvida alguma. O IQ apesar de não ser uma banda psicodélica, consegue através de sua música uma sonoridade atmosférica que leva o ouvinte a “outro mundo”. Certamente um disco extremamente relevante pra se ter em qualquer coleção de neo progressivo. Musicalidade impressionante, emocional e muitas vezes reconfortantes. Gosta de progressivo sinfônico e neo progressivo e nunca ouviu este disco? O que está esperando pra reparar esse erro? 

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de IQ

Album Cover

IQ - The Road Of Bones (2014)

Um disco sombrio, mas edificante.
5
Por: Tiago Meneses
03/10/2017
Album Cover

IQ - Subterranea (1997)

Genial!
4.5
Por: André Luiz Paiz
25/07/2017

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Rush - 2112 (1976)

Grande consistência musical e letras incríveis que vem do coração
4.5
Por: Tiago Meneses
24/05/2018
Album Cover

Genesis - A Trick Of The Tail (1976)

A Gênese da era Collins
4.5
Por: Roberto Rillo Bíscaro
20/10/2017
Album Cover

Sebastian Hardie - Four Moments (1975)

O disco australiano mais significativo de rock progressivo 70's.
3.5
Por: Tiago Meneses
21/02/2018