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Resenha: Steven Wilson - Hand. Cannot. Erase. (2015)

Por: André Luiz Paiz

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A definição perfeita do conceito de Crossover Prog
4.5
14/02/2018

Segundo o famoso e espetacular site Progarchives, Crossover Prog é o conceito que define a música que, apesar de progressiva, possui orientação mais acessível e com tendências pop. Vários grupos conhecidos se encaixam nesse subgênero, como: Supertramp, Radiohead, The Moody Blues, etc. A carreira solo de Steven Wilson começou a flertar com o estilo em seu segundo álbum, o ótimo "Grace For Drowning", continuou com algumas pitadas em "The Raven That Refused To Sing" e começa a mergulhar em definitivo com "Hand. Cannot. Erase".

Gravado em setembro de 2014, o quarto álbum da carreira solo de Steven Wilson navega por diversas facetas do rock progressivo, com algumas alterações em relação aos seus trabalhos anteriores. Primeiramente, aqui há poucos momentos "jazzy", sendo que Steven explora mais a parte intimista e sentimental, já que a história pede. Há belos momentos pop e outros mais pesados, que agradam os fãs de Porcupine Tree. Tudo criado e projetado perfeitamente, para que nada soe cansativo ou repetitivo. Além destes fatores, a produção segue espetacular, com o requinte profissional de sempre.

"Hand. Cannot. Erase" é baseado em uma história real, em que Steven conta a vida de Joyce Carol Vincent, sob uma perspectiva feminina. Ela vivia em uma grande cidade até morrer em seu apartamento, sendo que ninguém nota a sua ausência por três anos. Pode parecer entediante a princípio, mas tratava-se de uma garota atraente e popular, e mesmo assim foi este o desfecho.

"First Regret" é instrumental e abre passagem para a excelente "3 Years Older". Refrão e melodias extremamente acessíveis, alternando com passagens mais pesadas e progressivas que lembram seus trabalhos anteriores. Aqui há homenagens a diversas bandas do meio prog dos anos 70. 
"Hand Cannot Erase" é puramente pop. É uma ótima música com excelente produção, porém aos poucos vai ficando cansativa.
Adoro "Perfect Life". Aqui há a participação de Katherine Jenkins em uma tocante narrativa. Trata-se de uma excelente canção com sonoridade mais eletrônica e belíssimas melodias. Uma faixa que caberia tranquilamente em qualquer álbum de Peter Gabriel.
"Routine" também é um dos destaques. Uma balada progressiva melancólica e emocionante, e que vai crescendo até se tornar uma das melhores da carreira de Steven. A participação de Ninet Tayeb também merece atenção.
Combine Ayreon com Porcupine Tree e você chegará em "Home Invasion"/"Regret #9". Linhas excelentes de sintetizadores com passagens progressivas e um ótimo refrão.
"Transience" soa como a leveza de "Simon And Garfunkel" com ótimos teclados de fundo. Uma faixa curta, mas que provoca arrepios.
Se você estava sentindo falta de uma faixa que lhe fizesse recordar dos trabalhos anteriores da carreira solo de Steven, "Ancestral", a mais longa do álbum, suprirá esta ausência. Começa lenta e extremamente densa, até crescer com novamente a participação de Ninet Tayeb, excelentes solos de guitarra e passagens pesadas e progressivas.
Após o impacto causado por "Ancestral", "Happy Returns" traz o relaxamento perfeito para encerramento do álbum. É mais uma puramente pop, porém é a que melhor se encaixa e me agrada bastante. O instrumental é fantástico, com linhas melódicas de piano e excelentes solos de guitarra.
Ainda há a curta e instrumental "Ascendant Here On...", que coloca um ponto final em mais um grande álbum de Steven Wilson.

“Hand. Cannot. Erase.” prova que Steven Wilson está definitivamente entre os grandes nomes do rock progressivo dos tempos atuais. Se você é ouvinte de primeira viagem e deseja mergulhar na carreira deste fantástico músico, cá está uma ótima sugestão.

A definição perfeita do conceito de Crossover Prog
4.5
14/02/2018

Segundo o famoso e espetacular site Progarchives, Crossover Prog é o conceito que define a música que, apesar de progressiva, possui orientação mais acessível e com tendências pop. Vários grupos conhecidos se encaixam nesse subgênero, como: Supertramp, Radiohead, The Moody Blues, etc. A carreira solo de Steven Wilson começou a flertar com o estilo em seu segundo álbum, o ótimo "Grace For Drowning", continuou com algumas pitadas em "The Raven That Refused To Sing" e começa a mergulhar em definitivo com "Hand. Cannot. Erase".

Gravado em setembro de 2014, o quarto álbum da carreira solo de Steven Wilson navega por diversas facetas do rock progressivo, com algumas alterações em relação aos seus trabalhos anteriores. Primeiramente, aqui há poucos momentos "jazzy", sendo que Steven explora mais a parte intimista e sentimental, já que a história pede. Há belos momentos pop e outros mais pesados, que agradam os fãs de Porcupine Tree. Tudo criado e projetado perfeitamente, para que nada soe cansativo ou repetitivo. Além destes fatores, a produção segue espetacular, com o requinte profissional de sempre.

"Hand. Cannot. Erase" é baseado em uma história real, em que Steven conta a vida de Joyce Carol Vincent, sob uma perspectiva feminina. Ela vivia em uma grande cidade até morrer em seu apartamento, sendo que ninguém nota a sua ausência por três anos. Pode parecer entediante a princípio, mas tratava-se de uma garota atraente e popular, e mesmo assim foi este o desfecho.

"First Regret" é instrumental e abre passagem para a excelente "3 Years Older". Refrão e melodias extremamente acessíveis, alternando com passagens mais pesadas e progressivas que lembram seus trabalhos anteriores. Aqui há homenagens a diversas bandas do meio prog dos anos 70. 
"Hand Cannot Erase" é puramente pop. É uma ótima música com excelente produção, porém aos poucos vai ficando cansativa.
Adoro "Perfect Life". Aqui há a participação de Katherine Jenkins em uma tocante narrativa. Trata-se de uma excelente canção com sonoridade mais eletrônica e belíssimas melodias. Uma faixa que caberia tranquilamente em qualquer álbum de Peter Gabriel.
"Routine" também é um dos destaques. Uma balada progressiva melancólica e emocionante, e que vai crescendo até se tornar uma das melhores da carreira de Steven. A participação de Ninet Tayeb também merece atenção.
Combine Ayreon com Porcupine Tree e você chegará em "Home Invasion"/"Regret #9". Linhas excelentes de sintetizadores com passagens progressivas e um ótimo refrão.
"Transience" soa como a leveza de "Simon And Garfunkel" com ótimos teclados de fundo. Uma faixa curta, mas que provoca arrepios.
Se você estava sentindo falta de uma faixa que lhe fizesse recordar dos trabalhos anteriores da carreira solo de Steven, "Ancestral", a mais longa do álbum, suprirá esta ausência. Começa lenta e extremamente densa, até crescer com novamente a participação de Ninet Tayeb, excelentes solos de guitarra e passagens pesadas e progressivas.
Após o impacto causado por "Ancestral", "Happy Returns" traz o relaxamento perfeito para encerramento do álbum. É mais uma puramente pop, porém é a que melhor se encaixa e me agrada bastante. O instrumental é fantástico, com linhas melódicas de piano e excelentes solos de guitarra.
Ainda há a curta e instrumental "Ascendant Here On...", que coloca um ponto final em mais um grande álbum de Steven Wilson.

“Hand. Cannot. Erase.” prova que Steven Wilson está definitivamente entre os grandes nomes do rock progressivo dos tempos atuais. Se você é ouvinte de primeira viagem e deseja mergulhar na carreira deste fantástico músico, cá está uma ótima sugestão.

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