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Resenha: Mr. Big - Defying Gravity (2017)

Por: André Luiz Paiz

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O melhor desde o retorno de Paul Gilbert
4.5
08/02/2018

Como é bom ouvir material novo do Mr. Big. Este fantástico grupo formado por Eric Martin, Paul Gilbert, Billy Sheehan e Pat Torpey, vem nos presentear com "Defying Gravity", mais um ótimo trabalho e um dos destaques de 2017.

"Defying Gravity" tem uma sonoridade tão excelente, que você percebe nitidamente que os músicos não estão só gravando, mas se divertindo. Paul Gilbert prega muito desta cultura, que um grupo deve ensaiar incansavelmente até que possa reproduzir e gravar tudo o que foi composto, ao vivo em estúdio. E assim foi, em sua maior parte. Além disso, buscando resgatar a atmosfera dos primeiros trabalhos, a banda trouxe de volta o produtor Kevin Elson, responsável pela produção dos quatro primeiros álbuns. Decisão muito bem tomada.

Ao iniciar a audição, a primeira trinca aterrissa para deixar qualquer um de queixo caído. "Open Your Eyes" e a melhor do álbum, "Defying Gravity", são exemplos claros da sonoridade mais antiga que foi resgatada. Já "Everybody Needs A Little Trouble" é daquelas que acompanhamos tocando bateria na mesa. Detalhe: cheque o seu grave antes de dar o play, pois o baixo de Billy pode estourar seus falantes.
"Damn I'm In Love Again", "Nothin' Bad ('bout Feelin' Good)" e "Forever And Back" são as baladas típicas do Mr. Big, que poderiam tocar constantemente nas rádios se os tempos fossem outros. Ambas são ótimas, sendo as duas primeiras mais acústicas e a terceira mais rock.
Entre as baladas citadas há: "Mean To Me", definitivamente uma das melhores. Primeiro pelo espetacular riff de Paul Gilbert que não sai da cabeça e segundo por ser bem direta e pegajosa, mesmo não tendo um refrão dos mais melódicos.
"She's All Coming Back To Me Now" é um hard rock mais leve, com bastante melodia e bons vocais. Já 1992, meu amigo, é espetacular. Começa pesada, destruindo tudo, ficando cadenciada em seguida, sendo completada por um dos melhores refrãos do álbum.
Para finalizar, "Nothing At All" é mais um rock excelente e cadenciado, com ótimos riffs. Já "Be Kind" traz a base de toda a estrutura da qual o hard rock do Mr. Big é composto: o blues rock melódico. A faixa encerra os trabalhos com classe, melodia e uma jam espetacular no final.

Infelizmente foi noticiado que o baterista Pat Torpey faleceu recentemente devido às complicações da terrível doença de Parkinson. Seu legado na música já está eternizado. Matt Starr é o baterista que lhe substitui até o presente momento e está fazendo um ótimo trabalho.

Só tem algo melhor do que ouvir um álbum do Mr. Big: vê-los ao vivo. Vida longa a este grupo espetacular.

O melhor desde o retorno de Paul Gilbert
4.5
08/02/2018

Como é bom ouvir material novo do Mr. Big. Este fantástico grupo formado por Eric Martin, Paul Gilbert, Billy Sheehan e Pat Torpey, vem nos presentear com "Defying Gravity", mais um ótimo trabalho e um dos destaques de 2017.

"Defying Gravity" tem uma sonoridade tão excelente, que você percebe nitidamente que os músicos não estão só gravando, mas se divertindo. Paul Gilbert prega muito desta cultura, que um grupo deve ensaiar incansavelmente até que possa reproduzir e gravar tudo o que foi composto, ao vivo em estúdio. E assim foi, em sua maior parte. Além disso, buscando resgatar a atmosfera dos primeiros trabalhos, a banda trouxe de volta o produtor Kevin Elson, responsável pela produção dos quatro primeiros álbuns. Decisão muito bem tomada.

Ao iniciar a audição, a primeira trinca aterrissa para deixar qualquer um de queixo caído. "Open Your Eyes" e a melhor do álbum, "Defying Gravity", são exemplos claros da sonoridade mais antiga que foi resgatada. Já "Everybody Needs A Little Trouble" é daquelas que acompanhamos tocando bateria na mesa. Detalhe: cheque o seu grave antes de dar o play, pois o baixo de Billy pode estourar seus falantes.
"Damn I'm In Love Again", "Nothin' Bad ('bout Feelin' Good)" e "Forever And Back" são as baladas típicas do Mr. Big, que poderiam tocar constantemente nas rádios se os tempos fossem outros. Ambas são ótimas, sendo as duas primeiras mais acústicas e a terceira mais rock.
Entre as baladas citadas há: "Mean To Me", definitivamente uma das melhores. Primeiro pelo espetacular riff de Paul Gilbert que não sai da cabeça e segundo por ser bem direta e pegajosa, mesmo não tendo um refrão dos mais melódicos.
"She's All Coming Back To Me Now" é um hard rock mais leve, com bastante melodia e bons vocais. Já 1992, meu amigo, é espetacular. Começa pesada, destruindo tudo, ficando cadenciada em seguida, sendo completada por um dos melhores refrãos do álbum.
Para finalizar, "Nothing At All" é mais um rock excelente e cadenciado, com ótimos riffs. Já "Be Kind" traz a base de toda a estrutura da qual o hard rock do Mr. Big é composto: o blues rock melódico. A faixa encerra os trabalhos com classe, melodia e uma jam espetacular no final.

Infelizmente foi noticiado que o baterista Pat Torpey faleceu recentemente devido às complicações da terrível doença de Parkinson. Seu legado na música já está eternizado. Matt Starr é o baterista que lhe substitui até o presente momento e está fazendo um ótimo trabalho.

Só tem algo melhor do que ouvir um álbum do Mr. Big: vê-los ao vivo. Vida longa a este grupo espetacular.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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