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Resenha: Gentle Giant - In A Glass House (1973)

Por: Tiago Meneses

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Uma banda ainda no auge dos seus poderes criativos e musicais
5
08/02/2018

In A Glass House é o quinto disco do Gentle Giant e novamente mais um produto muito bem acabado por uma banda que seguia no auge dos seus poderes criativos e musicais. Mais uma parte essencial do rico catálogo da banda. O som excêntrico continua presente de maneira natural em sua música, gozando de uma liberdade artística desenfreada. Não tinham medo algum de experimentar e combinar suas infinitas influências musicais, mesclando o rock, jazz, clássico e sonoridade renascentista. A química era evidente, nada poderia parar as mentes brilhantes desses influentes e pioneiros de uma maneira eclética de fazer rock progressivo. 

O disco abre com “Runaway”, a música começa com um som rítmico de vidro quebrando. Um começo de certa forma esquisito, porém muito apropriado. A música então evolui para um excelente progressivo com melodias complexas e instrumentação variada. Há seções de coros medievais. Os teclados também estão ótimos na canção. O solo de vibrafone é loucura pura é algo que se conseguimos imaginar saindo do Gentle Giant. Mesmo as letras são intrigantes. Um começo de disco magistral. 

“An Inmates Lullaby” é uma música feita inteiramente na percussão, uma trilha bastante estranha até mesmo quando falamos de Gentle Giant. Tem uma melodia um tanto infantil, mas também perturbadora e bizarra. A música é sobre alguém em um hospital mental, onde a melodia se encaixa perfeitamente neste tipo de temática. Uma faixa extremamente original que agrega diversidade ao álbum, o que acaba sempre sendo muito bom. 

“Way Of Life” é uma faixa bastante enérgica e definitivamente uma das músicas do álbum que mais me atraem. O baixo te em sua grande parte um papel dominante juntamente com os sintetizadores. Possui uma quebra em seu ritmo frenético pra uma seção serena de órgão e vocais suaves. É bastante equilibrada entre qual instrumento é o mais proeminente em diferentes partes. Também possui umas dissonâncias entre partes vocais e musicais. 

“Experience” é uma faixa maravilhosa com teclado inventivo combinado com uma disposição intrincada de guitarra acústica tocada em velocidade. Uma música um tanto complexa, mas extremamente agradável. A estrutura de “Experience” compreende em várias formas diferentes, atingindo momentos imprevisíveis e tempos de modelagem virtuosa. Destaque também para a influência medieval. 

“Reunion” é fantástica, o violino é lindo e o baixo perfeito. Uma música que é curta, porém emocionante e cheia de doçura, adicionando ainda mais diversidade em um disco já diversificado. Confesso que por tolice demorei a dar a devida atenção a ela por conta do seu curto tamanho e a construção simples, mas o fato é que se trata de uma música belíssima e se encaixa perfeitamente ao álbum. 

O disco termina de maneira brilhante através da faixa título. Um excelente riff acústico com harmônicos dá início a musica, onde logo depois o violino aumenta a frenesi. Tentando resumir bem, é nada mais que uma das minhas composições prog preferida de todos os tempos. As partes vocais, a instrumentação, o equilíbrio entre infinitos ingredientes que sempre direcionam a música com sabedoria. A faixa finaliza com dois segundos de cada música do álbum e depois uma quebra de vidro ecoa fazendo tudo chegar ao fim. 

Gentle Giant não tem um ou dois álbuns definitivos, mas toda uma grande fase onde certamente ela passa pelo maravilhoso In A Glass House. Mais uma joia de uma fase onde tudo funcionava, onde a banda provava que era possível tocar músicas com muito brilhantismo e se divertir.

Uma banda ainda no auge dos seus poderes criativos e musicais
5
08/02/2018

In A Glass House é o quinto disco do Gentle Giant e novamente mais um produto muito bem acabado por uma banda que seguia no auge dos seus poderes criativos e musicais. Mais uma parte essencial do rico catálogo da banda. O som excêntrico continua presente de maneira natural em sua música, gozando de uma liberdade artística desenfreada. Não tinham medo algum de experimentar e combinar suas infinitas influências musicais, mesclando o rock, jazz, clássico e sonoridade renascentista. A química era evidente, nada poderia parar as mentes brilhantes desses influentes e pioneiros de uma maneira eclética de fazer rock progressivo. 

O disco abre com “Runaway”, a música começa com um som rítmico de vidro quebrando. Um começo de certa forma esquisito, porém muito apropriado. A música então evolui para um excelente progressivo com melodias complexas e instrumentação variada. Há seções de coros medievais. Os teclados também estão ótimos na canção. O solo de vibrafone é loucura pura é algo que se conseguimos imaginar saindo do Gentle Giant. Mesmo as letras são intrigantes. Um começo de disco magistral. 

“An Inmates Lullaby” é uma música feita inteiramente na percussão, uma trilha bastante estranha até mesmo quando falamos de Gentle Giant. Tem uma melodia um tanto infantil, mas também perturbadora e bizarra. A música é sobre alguém em um hospital mental, onde a melodia se encaixa perfeitamente neste tipo de temática. Uma faixa extremamente original que agrega diversidade ao álbum, o que acaba sempre sendo muito bom. 

“Way Of Life” é uma faixa bastante enérgica e definitivamente uma das músicas do álbum que mais me atraem. O baixo te em sua grande parte um papel dominante juntamente com os sintetizadores. Possui uma quebra em seu ritmo frenético pra uma seção serena de órgão e vocais suaves. É bastante equilibrada entre qual instrumento é o mais proeminente em diferentes partes. Também possui umas dissonâncias entre partes vocais e musicais. 

“Experience” é uma faixa maravilhosa com teclado inventivo combinado com uma disposição intrincada de guitarra acústica tocada em velocidade. Uma música um tanto complexa, mas extremamente agradável. A estrutura de “Experience” compreende em várias formas diferentes, atingindo momentos imprevisíveis e tempos de modelagem virtuosa. Destaque também para a influência medieval. 

“Reunion” é fantástica, o violino é lindo e o baixo perfeito. Uma música que é curta, porém emocionante e cheia de doçura, adicionando ainda mais diversidade em um disco já diversificado. Confesso que por tolice demorei a dar a devida atenção a ela por conta do seu curto tamanho e a construção simples, mas o fato é que se trata de uma música belíssima e se encaixa perfeitamente ao álbum. 

O disco termina de maneira brilhante através da faixa título. Um excelente riff acústico com harmônicos dá início a musica, onde logo depois o violino aumenta a frenesi. Tentando resumir bem, é nada mais que uma das minhas composições prog preferida de todos os tempos. As partes vocais, a instrumentação, o equilíbrio entre infinitos ingredientes que sempre direcionam a música com sabedoria. A faixa finaliza com dois segundos de cada música do álbum e depois uma quebra de vidro ecoa fazendo tudo chegar ao fim. 

Gentle Giant não tem um ou dois álbuns definitivos, mas toda uma grande fase onde certamente ela passa pelo maravilhoso In A Glass House. Mais uma joia de uma fase onde tudo funcionava, onde a banda provava que era possível tocar músicas com muito brilhantismo e se divertir.

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