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Resenha: King Diamond - Conspiracy (1989)

Por: André Luiz Paiz

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A continuação de "Them" com produção melhorada e alguns exageros
4
06/02/2018

Eis que, em 1989, King Diamond viria a lançar "Conspiracy". Um desafio, já que automaticamente seria comparado com "Them", obviamente por trazer uma continuação da história contada em seu antecessor, mas também seria comparado com "Abigail", pois os fãs veneram os álbuns clássicos, mas querem mais.

"Conspiracy" tem um ar um pouco estranho. Parece ser possível captar nele, alguns problemas que flutuavam ao redor de seu lançamento. Primeiramente com a saída do fenomenal baterista Mikkey Dee, tendo participado somente como músico contratado. Em segundo, pela parte estrutural, pois a mim parece que King tinha um conceito claro sobre o caminho a percorrer, mas as canções parecem ter sido criadas para acompanhar a história, o que gerou uma certa dificuldade de assimilação nas primeiras audições, fato não muito característicos das músicas de heavy metal. Inclusive, algumas faixas flertam diretamente com o metal progressivo, dado o fato de possuírem alterações de temas frequentes.
Gostaria de colocar mais um fator adicional que me pareceu estranho. A capa de "Conspiracy" não tem nenhuma relação com o conteúdo e temática do trabalho. Parece ter sido feita desta forma por falta de tempo, já que é sabido que King Diamond rejeitou uma das artes, em que há uma pessoa atirando um caixão para fora da famosa casa tratada na história. Alguns colecionadores devem possuir esta versão alternativa.

A história do álbum relata o retorno do jovem King, agora um pouco mais velho, da instituição em que esteve internado. Ao retomar a antiga casa, começa a sofrer com a falta de sua irmã Missy, morta no enredo anterior. Desesperado, King retoma contato com os "Invisible Guests", devolvendo a casa para eles em troca da ressurreição da irmã. Após este episódio, King descobre que sua mãe e o médico responsável por sua internação estão tramando contra ele, na intenção de ficarem com a casa.

Musicalmente falando, "Conspiracy" tem muito mais pontos positivos que negativos. Primeiramente, a produção é consideravelmente superior à de seu antecessor, "Them". Além disso, King Diamond dá show de interpretação com suas vocalizações. Já as guitarras, são definitivamente o ponto alto. Riffs e solos espetaculares, com destaque total para Andy LaRocque.

"At The Graves" começa com uma introdução macabra, fazendo com que a faixa cresça para uma peça de metal com toques de progressivo de extrema qualidade. Uma boa faixa, apesar de conter muitas variações de temas que podem fazer alguns fãs torcerem os nariz.
"Sleepless Nights" é uma das melhores e ganhou até um vídeo de divulgação. Pesada e melódica.
"Lies" é a faixa que mais se aproxima das faixas dos trabalhos anteriores, focando diretamente no heavy metal.
"A Visit From The Dead" e "The Wedding Dream" fazem o nível cair um pouco, pois não cativam. Ambas são pesadas e possuem ótimos riffs, porém ficam um pouco abaixo das demais. Se tiver que escolher uma, fico com a segunda.
A última grande faixa do álbum é ""Amon" Belongs to "Them"". Cadenciada e com um ótimo refrão. Embora não seja espetacular, o resultado é positivo.
Após a curta e instrumental "Something Weird" composta por Andy LaRocque, "Victimized" aterrissa com qualidade, seguindo a mesma cadência de ""Amon" Belongs to "Them"". Mais uma boa faixa, também sem soar espetacular.
Para finalizar o álbum, "Let It Be Done" traz uma passagem com diálogos macabros e deixa para a instrumental "Cremation" a missão de encerrar os trabalhos. Algumas pessoas gostam desta faixa, porém a considero bem cansativa e repetitiva.

"Conspiracy" pode ser resumido em um álbum com ótima produção e uma primeira metade excelente, sendo que o nível começa a cair na segunda. Mas, não se espante, pois tudo o que King Diamond se propõe a fazer, faz com qualidade, e aqui você facilmente encontrará boas faixas para curtir um bom heavy metal.

A continuação de "Them" com produção melhorada e alguns exageros
4
06/02/2018

Eis que, em 1989, King Diamond viria a lançar "Conspiracy". Um desafio, já que automaticamente seria comparado com "Them", obviamente por trazer uma continuação da história contada em seu antecessor, mas também seria comparado com "Abigail", pois os fãs veneram os álbuns clássicos, mas querem mais.

"Conspiracy" tem um ar um pouco estranho. Parece ser possível captar nele, alguns problemas que flutuavam ao redor de seu lançamento. Primeiramente com a saída do fenomenal baterista Mikkey Dee, tendo participado somente como músico contratado. Em segundo, pela parte estrutural, pois a mim parece que King tinha um conceito claro sobre o caminho a percorrer, mas as canções parecem ter sido criadas para acompanhar a história, o que gerou uma certa dificuldade de assimilação nas primeiras audições, fato não muito característicos das músicas de heavy metal. Inclusive, algumas faixas flertam diretamente com o metal progressivo, dado o fato de possuírem alterações de temas frequentes.
Gostaria de colocar mais um fator adicional que me pareceu estranho. A capa de "Conspiracy" não tem nenhuma relação com o conteúdo e temática do trabalho. Parece ter sido feita desta forma por falta de tempo, já que é sabido que King Diamond rejeitou uma das artes, em que há uma pessoa atirando um caixão para fora da famosa casa tratada na história. Alguns colecionadores devem possuir esta versão alternativa.

A história do álbum relata o retorno do jovem King, agora um pouco mais velho, da instituição em que esteve internado. Ao retomar a antiga casa, começa a sofrer com a falta de sua irmã Missy, morta no enredo anterior. Desesperado, King retoma contato com os "Invisible Guests", devolvendo a casa para eles em troca da ressurreição da irmã. Após este episódio, King descobre que sua mãe e o médico responsável por sua internação estão tramando contra ele, na intenção de ficarem com a casa.

Musicalmente falando, "Conspiracy" tem muito mais pontos positivos que negativos. Primeiramente, a produção é consideravelmente superior à de seu antecessor, "Them". Além disso, King Diamond dá show de interpretação com suas vocalizações. Já as guitarras, são definitivamente o ponto alto. Riffs e solos espetaculares, com destaque total para Andy LaRocque.

"At The Graves" começa com uma introdução macabra, fazendo com que a faixa cresça para uma peça de metal com toques de progressivo de extrema qualidade. Uma boa faixa, apesar de conter muitas variações de temas que podem fazer alguns fãs torcerem os nariz.
"Sleepless Nights" é uma das melhores e ganhou até um vídeo de divulgação. Pesada e melódica.
"Lies" é a faixa que mais se aproxima das faixas dos trabalhos anteriores, focando diretamente no heavy metal.
"A Visit From The Dead" e "The Wedding Dream" fazem o nível cair um pouco, pois não cativam. Ambas são pesadas e possuem ótimos riffs, porém ficam um pouco abaixo das demais. Se tiver que escolher uma, fico com a segunda.
A última grande faixa do álbum é ""Amon" Belongs to "Them"". Cadenciada e com um ótimo refrão. Embora não seja espetacular, o resultado é positivo.
Após a curta e instrumental "Something Weird" composta por Andy LaRocque, "Victimized" aterrissa com qualidade, seguindo a mesma cadência de ""Amon" Belongs to "Them"". Mais uma boa faixa, também sem soar espetacular.
Para finalizar o álbum, "Let It Be Done" traz uma passagem com diálogos macabros e deixa para a instrumental "Cremation" a missão de encerrar os trabalhos. Algumas pessoas gostam desta faixa, porém a considero bem cansativa e repetitiva.

"Conspiracy" pode ser resumido em um álbum com ótima produção e uma primeira metade excelente, sendo que o nível começa a cair na segunda. Mas, não se espante, pois tudo o que King Diamond se propõe a fazer, faz com qualidade, e aqui você facilmente encontrará boas faixas para curtir um bom heavy metal.

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