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Resenha: Yes - Tormato (1978)

Por: Tiago Meneses

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O disco de estúdio mais fraco do Yes dos anos 70
2
02/02/2018

Não é nenhum segredo que Tormato não está nem perto de poder ser considerado um dos momentos de mais inspiração da banda, e pra ser o mais honesto possível, acho bem ruim mesmo, sendo que sequer a desculpa de formação pode ser usada neste caso, já que  grupo é basicamente o que gravou Relayer, com exceção de Rick Wakeman, pois naquela ocasião quem gravou os teclados foi Patrick Moraz, o que faz de certa forma essa formação uma com capacidade maior que a que gravou o clássico de 1974. 

Mas o que deu errado em Tormato? Sinceramente é difícil saber o que aconteceu, mas este foi um disco que ainda hoje ganha variadas reações principalmente dos fãs mais fieis do Yes. Eu sou um dos que não tem uma reação muito positiva, embora tentativas pra gostar dele não tenha me faltado, mas a momentos que é literalmente impossível, há faixas que são ruins com letras terríveis. Existem neste meio alguns momentos de bons progressivos sinfônicos? Existem, mas sequer possui força o suficiente para não ser ignoradas pela inconsistência do disco e no circuito da música progressiva. Tanto que a banda não costuma lembrar-se das músicas do álbum em seus concertos. 

O disco se inicia através de “Future Times/Rejoice”, não é exatamente uma música ruim, pelo contrário, se trata de uma boa faixa, ainda que a escolha de teclados de Wakeman não seja a melhor e Anderson parece extremamente mais agudo que o normal. Mas mesmo com esses problemas, possui umas estruturas bem elaboradas, com boas mudanças de andamento e teclado sólido. 

Infelizmente o que vem em seguida está mais próximo do que o álbum vai apresentar como um todo, "Don't Kill The Whale" é uma catástrofe. As letras são tão ruins que eu prefiro muito mais quando Anderson soa sem sentido, ao menos poupa o ouvinte de entender tamanha mediocridade lírica. Pra não precisar falar de tudo que é ruim, digo sobre o que vale a pena, Alan White tenta manter uma bateria decente, mas não existe nada que possa salvar uma música assim. 

“Madrigal” não é brilhante, mas é ao menos coerente, o clavinete sintetizado junto à voz de Jon enquanto Steve faz o uso de boas linhas de guitarra acústica traz ao menos uma brisa de ar fresco depois da intoxicação sofrida devido à faixa anterior. Uma boa música. 

“Release, Release” é visivelmente uma tentativa de voltar aos velhos tempos, um bom rock and roll com pinceladas barrocas. Destaco dois membros em especial aqui, Wakeman que tem um desempenho muito decente e White que é incrível com direito a um solo. Um ponto forte no álbum. 

Lembro até hoje quando conheci Tormato, enquanto o ouvia pela primeira vez estava com a ideia que nada poderia ser tão ruim quanto “Don't Kill The Whale”, ao menos não neste disco. Se é pior ou não pouco importa, mas “Arriving UFO” mostra que os momentos atrozes em Tormato não estão sozinhos. Os teclados desta música chegam a soar assustadores, mas não por terem uma atmosfera de mistério ou obscuridade, mas simplesmente por serem horríveis mesmo. Ignore esta música sempre que possível. 

“Circus Of Heaven” mantem o disco no mesmo nível caído, conta uma história que tenta ser pomposa e mitológica, mas no final das contas é apenas mais um dos ingredientes que tornam esta música ridícula. Instrumentação fraca e em uma seção do meio em que Jon tenta soar de maneira mais suave e nostálgica, mas acaba somente sendo patético. 

"Onward" é uma melhora (se bem que qualquer coisa a esta altura pode ser chamado de melhora), a estrutura é simples, principalmente o vocal orientado com Jon indo em uma crescente e Wakeman o apoiando. Por ser uma música de Squire, lamento o baixo ter sido tão sem inspiração. A música segue nos fazendo crer que em algum momento vai acontecer uma explosão súbita, mas que nunca acontece, no final das contas é uma faixa boa, mas parece meio incompleta. 

O disco termina através de “On The Silent Wings of Freedom”, começa com uma boa guitarra e bateria bem trabalhada, além de alguns toques dos teclados de Wakeman, mas que não levam a nenhum lugar interessante, assim como a voz de Jon não adiciona nada demais. No meio tem uma breve pausa instrumental, nos fazendo acreditar que haverá uma mudança, mas infelizmente nada acontece e eles voltam novamente para o início. Na verdade esta música pode ser resumida em poucas palavras: Previsível, repetitiva, chata e muito mais longa do que o necessário. 

Um breve resumo da ópera: Tormato é claramente o disco de estúdio mais fraco do Yes dos anos 70. Não existe nem mesmo uma fagulha da magia e ambição encontrada em discos anteriores. 

O disco de estúdio mais fraco do Yes dos anos 70
2
02/02/2018

Não é nenhum segredo que Tormato não está nem perto de poder ser considerado um dos momentos de mais inspiração da banda, e pra ser o mais honesto possível, acho bem ruim mesmo, sendo que sequer a desculpa de formação pode ser usada neste caso, já que  grupo é basicamente o que gravou Relayer, com exceção de Rick Wakeman, pois naquela ocasião quem gravou os teclados foi Patrick Moraz, o que faz de certa forma essa formação uma com capacidade maior que a que gravou o clássico de 1974. 

Mas o que deu errado em Tormato? Sinceramente é difícil saber o que aconteceu, mas este foi um disco que ainda hoje ganha variadas reações principalmente dos fãs mais fieis do Yes. Eu sou um dos que não tem uma reação muito positiva, embora tentativas pra gostar dele não tenha me faltado, mas a momentos que é literalmente impossível, há faixas que são ruins com letras terríveis. Existem neste meio alguns momentos de bons progressivos sinfônicos? Existem, mas sequer possui força o suficiente para não ser ignoradas pela inconsistência do disco e no circuito da música progressiva. Tanto que a banda não costuma lembrar-se das músicas do álbum em seus concertos. 

O disco se inicia através de “Future Times/Rejoice”, não é exatamente uma música ruim, pelo contrário, se trata de uma boa faixa, ainda que a escolha de teclados de Wakeman não seja a melhor e Anderson parece extremamente mais agudo que o normal. Mas mesmo com esses problemas, possui umas estruturas bem elaboradas, com boas mudanças de andamento e teclado sólido. 

Infelizmente o que vem em seguida está mais próximo do que o álbum vai apresentar como um todo, "Don't Kill The Whale" é uma catástrofe. As letras são tão ruins que eu prefiro muito mais quando Anderson soa sem sentido, ao menos poupa o ouvinte de entender tamanha mediocridade lírica. Pra não precisar falar de tudo que é ruim, digo sobre o que vale a pena, Alan White tenta manter uma bateria decente, mas não existe nada que possa salvar uma música assim. 

“Madrigal” não é brilhante, mas é ao menos coerente, o clavinete sintetizado junto à voz de Jon enquanto Steve faz o uso de boas linhas de guitarra acústica traz ao menos uma brisa de ar fresco depois da intoxicação sofrida devido à faixa anterior. Uma boa música. 

“Release, Release” é visivelmente uma tentativa de voltar aos velhos tempos, um bom rock and roll com pinceladas barrocas. Destaco dois membros em especial aqui, Wakeman que tem um desempenho muito decente e White que é incrível com direito a um solo. Um ponto forte no álbum. 

Lembro até hoje quando conheci Tormato, enquanto o ouvia pela primeira vez estava com a ideia que nada poderia ser tão ruim quanto “Don't Kill The Whale”, ao menos não neste disco. Se é pior ou não pouco importa, mas “Arriving UFO” mostra que os momentos atrozes em Tormato não estão sozinhos. Os teclados desta música chegam a soar assustadores, mas não por terem uma atmosfera de mistério ou obscuridade, mas simplesmente por serem horríveis mesmo. Ignore esta música sempre que possível. 

“Circus Of Heaven” mantem o disco no mesmo nível caído, conta uma história que tenta ser pomposa e mitológica, mas no final das contas é apenas mais um dos ingredientes que tornam esta música ridícula. Instrumentação fraca e em uma seção do meio em que Jon tenta soar de maneira mais suave e nostálgica, mas acaba somente sendo patético. 

"Onward" é uma melhora (se bem que qualquer coisa a esta altura pode ser chamado de melhora), a estrutura é simples, principalmente o vocal orientado com Jon indo em uma crescente e Wakeman o apoiando. Por ser uma música de Squire, lamento o baixo ter sido tão sem inspiração. A música segue nos fazendo crer que em algum momento vai acontecer uma explosão súbita, mas que nunca acontece, no final das contas é uma faixa boa, mas parece meio incompleta. 

O disco termina através de “On The Silent Wings of Freedom”, começa com uma boa guitarra e bateria bem trabalhada, além de alguns toques dos teclados de Wakeman, mas que não levam a nenhum lugar interessante, assim como a voz de Jon não adiciona nada demais. No meio tem uma breve pausa instrumental, nos fazendo acreditar que haverá uma mudança, mas infelizmente nada acontece e eles voltam novamente para o início. Na verdade esta música pode ser resumida em poucas palavras: Previsível, repetitiva, chata e muito mais longa do que o necessário. 

Um breve resumo da ópera: Tormato é claramente o disco de estúdio mais fraco do Yes dos anos 70. Não existe nem mesmo uma fagulha da magia e ambição encontrada em discos anteriores. 

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