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Resenha: Triumvirat - Mediterranean Tales (Across The Waters) (1972)

Por: Tiago Meneses

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A estreia que é muito mais que um clone de Emerson, Lake & Palmer
3.5
01/02/2018

Em 1972 este trio teve coragem ao iniciar sua carreira lançando um disco semi conceitual em uma língua estrangeira, um ótimo trabalho por sinal. Apesar de muitas vezes serem acusados injustamente pela crítica especializada de não passarem de um clone de Emerson, Lake & Palmer, a rebaixando a uma espécie de “segunda divisão”, mas real é que o Triumvirat está longe de se limitar a apenas isso que os pintam, tendo em suas letras e arranjos algo bastante singular e que mereciam muito mais reconhecimento do que realmente conseguiram. 

O álbum começa de maneira incrível através do épico de mais de dezesseis minutos e dividido em seis partes, “Across the Waters”, no qual existe uma combinação de várias influências clássicas que desde a música barroca até ao romantismo. Os teclados de Jurgen Fritz são simplesmente irrepreensíveis, já o seu sotaque alemão para os mais puristas pode ser mais difícil de engolir, embora eu ache que em nada tira o brilho da música. Um ponto de partida extremamente impressionante para uma banda que está estreando. 

"Eleven Kids" é uma música mais simples e que começa com um teclado clássico fortemente suportado por baixo e bateria enérgica, mas logo se transforma em uma melodia mais simples, onde a banda mostra o seu lado pop, mesmo que ainda possa ser possível encontrar algumas fugas psicodélicas e acordes clássicos, não é impactante quanto a música de abertura, mas mesmo assim muito boa. 

"E Minor 5/9” é uma música mais eclética com um estranho tempo de baixo e bateria que carregam o seu peso, exceto na parte do meio, onde os teclados psicodélicos através de um semi solo quebram o ritmo repetitivo da música e oferecem um brilho extra. Provavelmente a faixa que mais lembre o início do Emerson, Lake & Palmer ou mesmo a Nice. 

O disco termina através da faixa “Broken Mirror” e que eu considero a melhor. Um som extremamente clássico e que mostra inclusive o que a banda prepararia em discos posteriores, incrível trabalho de piano e estrutura complexa. A cozinha é bastante sólida. A naturalidade com que a música flui, faz parecer que eles gravaram uma “simples brincadeira” no estúdio. 

Mesmo que a banda não esteja no seu auge de criatividade e que seria alcançado somente nos próximos discos, o álbum é muito bom e uma excelente aquisição. 

A estreia que é muito mais que um clone de Emerson, Lake & Palmer
3.5
01/02/2018

Em 1972 este trio teve coragem ao iniciar sua carreira lançando um disco semi conceitual em uma língua estrangeira, um ótimo trabalho por sinal. Apesar de muitas vezes serem acusados injustamente pela crítica especializada de não passarem de um clone de Emerson, Lake & Palmer, a rebaixando a uma espécie de “segunda divisão”, mas real é que o Triumvirat está longe de se limitar a apenas isso que os pintam, tendo em suas letras e arranjos algo bastante singular e que mereciam muito mais reconhecimento do que realmente conseguiram. 

O álbum começa de maneira incrível através do épico de mais de dezesseis minutos e dividido em seis partes, “Across the Waters”, no qual existe uma combinação de várias influências clássicas que desde a música barroca até ao romantismo. Os teclados de Jurgen Fritz são simplesmente irrepreensíveis, já o seu sotaque alemão para os mais puristas pode ser mais difícil de engolir, embora eu ache que em nada tira o brilho da música. Um ponto de partida extremamente impressionante para uma banda que está estreando. 

"Eleven Kids" é uma música mais simples e que começa com um teclado clássico fortemente suportado por baixo e bateria enérgica, mas logo se transforma em uma melodia mais simples, onde a banda mostra o seu lado pop, mesmo que ainda possa ser possível encontrar algumas fugas psicodélicas e acordes clássicos, não é impactante quanto a música de abertura, mas mesmo assim muito boa. 

"E Minor 5/9” é uma música mais eclética com um estranho tempo de baixo e bateria que carregam o seu peso, exceto na parte do meio, onde os teclados psicodélicos através de um semi solo quebram o ritmo repetitivo da música e oferecem um brilho extra. Provavelmente a faixa que mais lembre o início do Emerson, Lake & Palmer ou mesmo a Nice. 

O disco termina através da faixa “Broken Mirror” e que eu considero a melhor. Um som extremamente clássico e que mostra inclusive o que a banda prepararia em discos posteriores, incrível trabalho de piano e estrutura complexa. A cozinha é bastante sólida. A naturalidade com que a música flui, faz parecer que eles gravaram uma “simples brincadeira” no estúdio. 

Mesmo que a banda não esteja no seu auge de criatividade e que seria alcançado somente nos próximos discos, o álbum é muito bom e uma excelente aquisição. 

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