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Resenha: Sagrado Coração da Terra - Farol Da Liberdade (1991)

Por: Tiago Meneses

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Progressivo sinfônico com muita criatividade e originalidade.
4
01/02/2018

Adoro Sagrado Coração da Terra e Farol da Liberdade é com certeza um dos seus maiores feitos. O disco possui grande produção e uma musicalidade esplêndida executada pelos músicos envolvidos, tendo o violino de Marcus Viana de forma constante sobre todos os instrumentos, com toques cativantes de folk (sul-americano e celta) e clássicos. Todas as faixas são muito audaciosas e em certos momentos são realmente rompentes.

Farol da Liberdade deixou de lado a linha new wave e pop do seu álbum anterior e abordou uma música mais progressiva sinfônica, algo inclusive que estava muito mais de acordo com o currículo dos seus músicos. As letras são sensíveis e significativas com vocais que transmitem suavemente a emoção da sua poesia. 

A música de abertura é “Dança das Fadas”, uma introdução um pouco taciturna com um violino choroso antes que a banda toda se junte em uma sonoridade celta. Apesar do começo triste como já dito, a atmosfera geral é alegre e edificante. 

“Solidariedade” tem a introdução com uma sonoridade de harmonias folk incursionada a uma linha de balada, o violino transforma a música em uma faixa sinfônica notável, muito agradável e o ouvinte fica de frente com uma onda musical progressiva muito bem colocada e de acabamento impactante. 

“Amor Selvagem” começa de uma maneira puramente clássica, a influência da banda é tirada dos mestres anteriores, diria mais especificamente dos compositores italianos e deslizam suavemente encantando a alma do ouvinte. As letras são incríveis, vocais e arranjos unidos contribuem para criar uma ambientação onírica. 

Indiscutivelmente, “Pantanal” é a música mais conhecida do disco e da banda devido ao sucesso alcançado sendo tema da novela de mesmo nome. Traz um forte apelo sinfônico com pigmentos folclóricos, novamente as letras são muito boas. Há um momento em que o tema principal muda abruptamente para uma linha mais tipicamente de rock, dando para a música um final mais requintado. “Olivia” é apenas um curto interlúdio acústico sinfônico de excelente atmosfera. 

Farol da liberdade é um disco que acaba enfraquecendo um pouco justamente através de sua faixa título. O som da banda não combina muito com essa linha abordada meio que de um neo progressivo extremamente forçado e sem inspiração. “Raio e Trovão” é uma música agradável, mas no geral sem muito impacto. Os duelos entre violinos, teclados e guitarra é o que tem de mais atraente na canção. 

“The Central Sun of the Universe” é a única música com letras em inglês, fornecendo ao álbum um excelente fechar de cortinas. Com mais de onze minutos, tudo funciona perfeitamente bem, a flauta pastoral, o acompanhamento de piano, as orquestrações, a presença sempre majestosa do violino e muito mais. Os vocais são encantadores, tanto masculino quanto o feminino. E pra findar o disco melhor ainda, toda a beleza percebida ao longo da faixa é cortada por um final grandioso. 

Farol da Liberdade captura bem o que é o progressivo sinfônico com muita criatividade e originalidade, uma produção excepcional e uma adição mais do que recomendada a qualquer coleção de música progressiva. 

Progressivo sinfônico com muita criatividade e originalidade.
4
01/02/2018

Adoro Sagrado Coração da Terra e Farol da Liberdade é com certeza um dos seus maiores feitos. O disco possui grande produção e uma musicalidade esplêndida executada pelos músicos envolvidos, tendo o violino de Marcus Viana de forma constante sobre todos os instrumentos, com toques cativantes de folk (sul-americano e celta) e clássicos. Todas as faixas são muito audaciosas e em certos momentos são realmente rompentes.

Farol da Liberdade deixou de lado a linha new wave e pop do seu álbum anterior e abordou uma música mais progressiva sinfônica, algo inclusive que estava muito mais de acordo com o currículo dos seus músicos. As letras são sensíveis e significativas com vocais que transmitem suavemente a emoção da sua poesia. 

A música de abertura é “Dança das Fadas”, uma introdução um pouco taciturna com um violino choroso antes que a banda toda se junte em uma sonoridade celta. Apesar do começo triste como já dito, a atmosfera geral é alegre e edificante. 

“Solidariedade” tem a introdução com uma sonoridade de harmonias folk incursionada a uma linha de balada, o violino transforma a música em uma faixa sinfônica notável, muito agradável e o ouvinte fica de frente com uma onda musical progressiva muito bem colocada e de acabamento impactante. 

“Amor Selvagem” começa de uma maneira puramente clássica, a influência da banda é tirada dos mestres anteriores, diria mais especificamente dos compositores italianos e deslizam suavemente encantando a alma do ouvinte. As letras são incríveis, vocais e arranjos unidos contribuem para criar uma ambientação onírica. 

Indiscutivelmente, “Pantanal” é a música mais conhecida do disco e da banda devido ao sucesso alcançado sendo tema da novela de mesmo nome. Traz um forte apelo sinfônico com pigmentos folclóricos, novamente as letras são muito boas. Há um momento em que o tema principal muda abruptamente para uma linha mais tipicamente de rock, dando para a música um final mais requintado. “Olivia” é apenas um curto interlúdio acústico sinfônico de excelente atmosfera. 

Farol da liberdade é um disco que acaba enfraquecendo um pouco justamente através de sua faixa título. O som da banda não combina muito com essa linha abordada meio que de um neo progressivo extremamente forçado e sem inspiração. “Raio e Trovão” é uma música agradável, mas no geral sem muito impacto. Os duelos entre violinos, teclados e guitarra é o que tem de mais atraente na canção. 

“The Central Sun of the Universe” é a única música com letras em inglês, fornecendo ao álbum um excelente fechar de cortinas. Com mais de onze minutos, tudo funciona perfeitamente bem, a flauta pastoral, o acompanhamento de piano, as orquestrações, a presença sempre majestosa do violino e muito mais. Os vocais são encantadores, tanto masculino quanto o feminino. E pra findar o disco melhor ainda, toda a beleza percebida ao longo da faixa é cortada por um final grandioso. 

Farol da Liberdade captura bem o que é o progressivo sinfônico com muita criatividade e originalidade, uma produção excepcional e uma adição mais do que recomendada a qualquer coleção de música progressiva. 

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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