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Resenha: Blackfield - Blackfield (2004)

Por: André Luiz Paiz

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O primeiro álbum do projeto de Steven Wilson e Aviv Geffen
4
29/01/2018

Blackfield é um projeto idealizado pelo músico israelense Aviv Geffen e conta com a participação do renomado músico e produtor Steven Wilson, famoso pelos diversos projetos em que participa, principalmente o grupo Porcupine Tree e, agora mais em ênfase, sua carreira solo. Anunciado primeiramente em 2001, lançaram seu primeiro trabalho homônimo em 2004. Tudo começou quando Aviv, fã da principal banda de Wilson, convidou o grupo para uma apresentação em Israel. Pouco depois, Aviv foi convidado para registrar vocais de apoio em duas faixas do álbum “In Absentia”, do Porcupine Tree. Assim, foram se aproximando e tornaram-se amigos.

Os fãs que acompanham de perto a carreira de Wilson e seus projetos sabem que, apesar da diversidade entre eles, sempre há um certo tom melancólico e introspectivo em suas produções. Canções reflexivas, com vocais densos e melódicos são uma forte característica. Aqui, com o Blackfield, mesmo não sendo o compositor da maioria das faixas, já que assina apenas duas das dez e colabora com algumas letras, participa ativamente na produção de todo trabalho. Portanto, a característica aqui também se faz presente.

Blackfield pode ser considerado como uma extração do Porcupine Tree sem a parte metal progressiva. Fãs do grupo definitivamente encontrarão momentos interessantes. Segundo Wilson, a intenção aqui é simplesmente produzir canções mais curtas e um rock mais acessível, o que na minha opinião, é o que deveria chegar às rádios se não houvesse o controle massivo e interesseiro da mídia. Como resultado final, pode-se dizer tranquilamente que estamos diante de um ótimo trabalho.

O álbum abre com a ótima “Open Mind”, que começa acústica e com o vocal suave e característico de Steven Wilson. É uma faixa sem refrão, que alterna entre belos momentos acústicos e outros mais pesados.
A primeira faixa de Wilson é a faixa-título, que possui todas as características das baladas do Porcupine Tree. Parece uma canção simples, que começa com linhas suaves de piano, até que se transforma em uma balada acústica com melodia densa e excelente.
“Glow” assusta um pouco de início, pois é extremamente lenta e parece ser psicodélica de início, quando Wilson está nos vocais. Em seguida, sem transforma em um art rock no momento em que Aviv assume o microfone. Interessante, mas não figura entre as melhores.
Apesar de ser uma composição de Aviv, “Scars” lembra bastante a estrutura faixa “Index”, do álbum solo de Steven Wilson, “Grace for Drowning“, lançado em 2011. Uma ótima música, com passagens eletrônicas que trazem diversificação. Curiosamente a faixa já tinha sido gravada por Aviv em 2000 e teve sua estrutura reaproveitada, com somente os novos vocais registrados.
A segunda composição de Wilson para o trabalho é a bela e melancólica balada "Lullaby". Conduzida ao piano, a faixa lembra também algumas baladas mais lentas do Porcupine Tree como: “My Ashes” e “Lazarus”.
"Pain" é cantada por Aviv, em um momento mais pop rock e alternativo. “Summer” chega em seguida lembrando um pouco de Tears For Fears e passa despercebida.
Uma das minhas favoritas é a bela “Cloudy Now”, também reaproveitada de sessões anteriores de Aviv. Steven Wilson nos vocais é novamente o destaque. Uma balada lindíssima, com linhas de guitarra que fazem inevitavelmente lembrar de Pink Floyd. Pode conferir. Inclusive, quando a faixa cresce no final, dá pra imaginar como seria com Gilmour no começo da canção e Waters concluindo.
O álbum chega ao final com dois momentos mais lentos e densos, em que “The Hole in Me” apresenta um ótimo refrão e “Hello” retorna mais uma vez com ares de balada floydiana, graças às linhas de guitarra e um refrão com várias vocalizações.

Blackfield tornou-se mais um projeto interessante no grande leque que Steven Wilson nos oferece em toda a sua carreira. Ganhou atenção e diversos seguidores, permitindo a sua continuidade. Até o presente momento, lançaram cinco álbuns, com Wilson retornando para o quinto após um leve afastamento durante a produção do quarto álbum por problemas de agenda.

O álbum homônimo de estreia foi um tiro certeiro, com ótimas canções e produção fenomenal, característica de Steven Wilson em todos os trabalhos que faz. Confira!

O primeiro álbum do projeto de Steven Wilson e Aviv Geffen
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29/01/2018

Blackfield é um projeto idealizado pelo músico israelense Aviv Geffen e conta com a participação do renomado músico e produtor Steven Wilson, famoso pelos diversos projetos em que participa, principalmente o grupo Porcupine Tree e, agora mais em ênfase, sua carreira solo. Anunciado primeiramente em 2001, lançaram seu primeiro trabalho homônimo em 2004. Tudo começou quando Aviv, fã da principal banda de Wilson, convidou o grupo para uma apresentação em Israel. Pouco depois, Aviv foi convidado para registrar vocais de apoio em duas faixas do álbum “In Absentia”, do Porcupine Tree. Assim, foram se aproximando e tornaram-se amigos.

Os fãs que acompanham de perto a carreira de Wilson e seus projetos sabem que, apesar da diversidade entre eles, sempre há um certo tom melancólico e introspectivo em suas produções. Canções reflexivas, com vocais densos e melódicos são uma forte característica. Aqui, com o Blackfield, mesmo não sendo o compositor da maioria das faixas, já que assina apenas duas das dez e colabora com algumas letras, participa ativamente na produção de todo trabalho. Portanto, a característica aqui também se faz presente.

Blackfield pode ser considerado como uma extração do Porcupine Tree sem a parte metal progressiva. Fãs do grupo definitivamente encontrarão momentos interessantes. Segundo Wilson, a intenção aqui é simplesmente produzir canções mais curtas e um rock mais acessível, o que na minha opinião, é o que deveria chegar às rádios se não houvesse o controle massivo e interesseiro da mídia. Como resultado final, pode-se dizer tranquilamente que estamos diante de um ótimo trabalho.

O álbum abre com a ótima “Open Mind”, que começa acústica e com o vocal suave e característico de Steven Wilson. É uma faixa sem refrão, que alterna entre belos momentos acústicos e outros mais pesados.
A primeira faixa de Wilson é a faixa-título, que possui todas as características das baladas do Porcupine Tree. Parece uma canção simples, que começa com linhas suaves de piano, até que se transforma em uma balada acústica com melodia densa e excelente.
“Glow” assusta um pouco de início, pois é extremamente lenta e parece ser psicodélica de início, quando Wilson está nos vocais. Em seguida, sem transforma em um art rock no momento em que Aviv assume o microfone. Interessante, mas não figura entre as melhores.
Apesar de ser uma composição de Aviv, “Scars” lembra bastante a estrutura faixa “Index”, do álbum solo de Steven Wilson, “Grace for Drowning“, lançado em 2011. Uma ótima música, com passagens eletrônicas que trazem diversificação. Curiosamente a faixa já tinha sido gravada por Aviv em 2000 e teve sua estrutura reaproveitada, com somente os novos vocais registrados.
A segunda composição de Wilson para o trabalho é a bela e melancólica balada "Lullaby". Conduzida ao piano, a faixa lembra também algumas baladas mais lentas do Porcupine Tree como: “My Ashes” e “Lazarus”.
"Pain" é cantada por Aviv, em um momento mais pop rock e alternativo. “Summer” chega em seguida lembrando um pouco de Tears For Fears e passa despercebida.
Uma das minhas favoritas é a bela “Cloudy Now”, também reaproveitada de sessões anteriores de Aviv. Steven Wilson nos vocais é novamente o destaque. Uma balada lindíssima, com linhas de guitarra que fazem inevitavelmente lembrar de Pink Floyd. Pode conferir. Inclusive, quando a faixa cresce no final, dá pra imaginar como seria com Gilmour no começo da canção e Waters concluindo.
O álbum chega ao final com dois momentos mais lentos e densos, em que “The Hole in Me” apresenta um ótimo refrão e “Hello” retorna mais uma vez com ares de balada floydiana, graças às linhas de guitarra e um refrão com várias vocalizações.

Blackfield tornou-se mais um projeto interessante no grande leque que Steven Wilson nos oferece em toda a sua carreira. Ganhou atenção e diversos seguidores, permitindo a sua continuidade. Até o presente momento, lançaram cinco álbuns, com Wilson retornando para o quinto após um leve afastamento durante a produção do quarto álbum por problemas de agenda.

O álbum homônimo de estreia foi um tiro certeiro, com ótimas canções e produção fenomenal, característica de Steven Wilson em todos os trabalhos que faz. Confira!

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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