Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

Resenha: Gentle Giant - Octopus (1972)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 154

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +
User Photo
Album Cover
O álbum mais ousado da banda em relação à inspiração.
5
28/01/2018

Octopus foi o meu primeiro contato com o Gentle Giant em termos de ouvir um disco do começo ao fim, sendo que ainda hoje continua a me impressionar o fato de centenas de audições depois eu conseguir descobrir coisas novas nele. O disco é uma verdadeira montanha russa musical em estruturas que se concentram fortemente em elementos medievais e experimentação que beiram a música de vanguarda. Provavelmente este seja o álbum mais ousado da banda em relação à inspiração. 

A música de abertura é “The Advent of Panurge", que começa com um vocal maravilhoso que soa de maneira intrincada e medieval, até que então chega a uma cadencia complexa com groove e linhas funk. Os pianos também merecem destaque assim como os vocais entrelaçados. 

Uma parcela muito grande da atmosfera medieval do álbum vem de “Raconteur, Troubadour”, uma balada executada de forma não convencional pela banda. No geral a música é orientada pelo uso intenso de violino e violoncelo. Possui um excelente solo de violino em interlúdio ao uso de vibrafone e piano. Também é enriquecida por um momento de metais. Tudo isso, obviamente, deixando o resultado maravilhoso. 

"A Cry for Everyone" já começa de maneira pesada e enérgica com uma excelente melodia e vocal deslumbrante. Possui um interlúdio bem interessante, ótimo solo de órgão, belo preenchimento da guitarra principal. Aparentemente a primeira vista parece caminhar em uma superfície mais simples que as outras músicas, mas após ouvir com atenção nota-se a sua complexidade. 

“Knots” é provavelmente a música menos acessível do álbum e que deve ser ouvida algumas vezes antes de poder ser de fato apreciada. Começa com um belíssimo vocal à capela. Possui elementos vanguardistas em sua composição, onde pode ser melhores vistos em como são tocado os vibrafones e a percussão. O fluxo da música é “discreto”, ou pelo menos não tão complexo quanto a outras faixas. O arranjo vocal criado pelas quatro vozes é incrivelmente intrincado. Vale mencionar que até as letras são confusas. 

"The Boys In The Band" é uma composição instrumental relativamente complexa com um excelente órgão. O uso do violino serve para que a melodia seja acentuada. Há uma mudança para um tempo mais lento com belas linhas de baixo, melodias controladas por um teclado suave até que volta novamente para seus momentos complexos. Magnifica a interação dos músicos. 

"Dog's Life” é uma música bem divertida, com orquestração clássica feita por violino e violoncelo que fornece o núcleo da música e alternada com uma linha de guitarra acústica curta e vocais belíssimos. Uma bela música que é um tributo sarcástico aos seus roadies e também ao melhor amigo do homem. 

"Think Of Me With Kindness" é outro daqueles momentos mais fáceis de ouvir no álbum, uma faixa agradável e suave com boa melodia. Há quem diga que está é uma faixa que está fora do lugar, o que é um erro. O tema da canção é bonito e possui principalmente um teclado de atmosfera mais obscura que no resto álbum. Menos complexa que as demais? Com certeza, mas uma canção de enorme valor também. 

O disco termina com a sua canção mais longa, “River” pode ser classificada também como um resumo geral do que o álbum mostrou até aqui, passeando por diferentes temas. Melódica e fascinante, ela evolui gradualmente de intenso para abstrato e regressa ao intenso com alguns sons experimentais. O solo principal de guitarra é simplesmente deslumbrante. Em um disco onde tudo está no seu devido lugar, vale ressaltar a decisão brilhante de escolherem esta como a faixa para encerrar a obra. 

Concluindo, uma obra-prima em que a música vai além do rock progressivo e não tão longe quanto o avant-garde. Um disco de músicas fortes, excelentes composições, musicalidade e desempenho esplêndido de todos os instrumentistas e vocalistas. A qualidade da produção também é ótima. Um disco essencial. 

O álbum mais ousado da banda em relação à inspiração.
5
28/01/2018

Octopus foi o meu primeiro contato com o Gentle Giant em termos de ouvir um disco do começo ao fim, sendo que ainda hoje continua a me impressionar o fato de centenas de audições depois eu conseguir descobrir coisas novas nele. O disco é uma verdadeira montanha russa musical em estruturas que se concentram fortemente em elementos medievais e experimentação que beiram a música de vanguarda. Provavelmente este seja o álbum mais ousado da banda em relação à inspiração. 

A música de abertura é “The Advent of Panurge", que começa com um vocal maravilhoso que soa de maneira intrincada e medieval, até que então chega a uma cadencia complexa com groove e linhas funk. Os pianos também merecem destaque assim como os vocais entrelaçados. 

Uma parcela muito grande da atmosfera medieval do álbum vem de “Raconteur, Troubadour”, uma balada executada de forma não convencional pela banda. No geral a música é orientada pelo uso intenso de violino e violoncelo. Possui um excelente solo de violino em interlúdio ao uso de vibrafone e piano. Também é enriquecida por um momento de metais. Tudo isso, obviamente, deixando o resultado maravilhoso. 

"A Cry for Everyone" já começa de maneira pesada e enérgica com uma excelente melodia e vocal deslumbrante. Possui um interlúdio bem interessante, ótimo solo de órgão, belo preenchimento da guitarra principal. Aparentemente a primeira vista parece caminhar em uma superfície mais simples que as outras músicas, mas após ouvir com atenção nota-se a sua complexidade. 

“Knots” é provavelmente a música menos acessível do álbum e que deve ser ouvida algumas vezes antes de poder ser de fato apreciada. Começa com um belíssimo vocal à capela. Possui elementos vanguardistas em sua composição, onde pode ser melhores vistos em como são tocado os vibrafones e a percussão. O fluxo da música é “discreto”, ou pelo menos não tão complexo quanto a outras faixas. O arranjo vocal criado pelas quatro vozes é incrivelmente intrincado. Vale mencionar que até as letras são confusas. 

"The Boys In The Band" é uma composição instrumental relativamente complexa com um excelente órgão. O uso do violino serve para que a melodia seja acentuada. Há uma mudança para um tempo mais lento com belas linhas de baixo, melodias controladas por um teclado suave até que volta novamente para seus momentos complexos. Magnifica a interação dos músicos. 

"Dog's Life” é uma música bem divertida, com orquestração clássica feita por violino e violoncelo que fornece o núcleo da música e alternada com uma linha de guitarra acústica curta e vocais belíssimos. Uma bela música que é um tributo sarcástico aos seus roadies e também ao melhor amigo do homem. 

"Think Of Me With Kindness" é outro daqueles momentos mais fáceis de ouvir no álbum, uma faixa agradável e suave com boa melodia. Há quem diga que está é uma faixa que está fora do lugar, o que é um erro. O tema da canção é bonito e possui principalmente um teclado de atmosfera mais obscura que no resto álbum. Menos complexa que as demais? Com certeza, mas uma canção de enorme valor também. 

O disco termina com a sua canção mais longa, “River” pode ser classificada também como um resumo geral do que o álbum mostrou até aqui, passeando por diferentes temas. Melódica e fascinante, ela evolui gradualmente de intenso para abstrato e regressa ao intenso com alguns sons experimentais. O solo principal de guitarra é simplesmente deslumbrante. Em um disco onde tudo está no seu devido lugar, vale ressaltar a decisão brilhante de escolherem esta como a faixa para encerrar a obra. 

Concluindo, uma obra-prima em que a música vai além do rock progressivo e não tão longe quanto o avant-garde. Um disco de músicas fortes, excelentes composições, musicalidade e desempenho esplêndido de todos os instrumentistas e vocalistas. A qualidade da produção também é ótima. Um disco essencial. 

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Gentle Giant

Album Cover

Gentle Giant - Playing The Fool (1977)

Um frenesi selvagem de música sincopada, complicada e tecnicamente brilhante
5
Por: Tiago Meneses
06/07/2018
Album Cover

Gentle Giant - The Power And The glory (1974)

Um dos mais complexos e desafiadores trabalhos da banda
5
Por: Tiago Meneses
30/09/2017
Album Cover

Gentle Giant - Three Friends (1972)

Composições excepcionais, verdadeiramente progressivas e inventivas.
5
Por: Tiago Meneses
29/01/2018

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Yes - Going For The One (1977)

Um bom equilíbrio entre o virtuosismo e músicas mais acessíveis.
3.5
Por: Tiago Meneses
14/11/2017
Album Cover

Edison's Children - In The Last Waking Moments... (2011)

Uma jornada interessante junto ao simples e o complexo
4
Por: André Luiz Paiz
24/01/2019
Album Cover

Camel - Dust And Dreams (1991)

Predominância de teclados marcam a volta do grupo.
3.5
Por: Márcio Chagas
04/08/2018