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Resenha: Jordan Rudess - The Unforgotten Path (2015)

Por: Tiago Meneses

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Um excelente setlist, porém, em performances que poucas vezes empolgam.
2.5
16/01/2018

Existe aquilo que conhecemos e que possui uma enorme qualidade, mas que faz parte de um conjunto e que caso haja um desprendimento da sua zona de conforto, pode começar a não soar muito agradável, ficando por fim, monótono, sonolento, enfadonho e insosso. Estou falando do Jordan Rudess em relação ao Dream Theater? Na verdade não, mas sim, das músicas escolhidas pra fazerem parte do seu 13º disco solo, que tirando John Lennon (Imagine), Elton John (Your Song) e talvez Simon and Garfunkel (Sound of Silence), e que tiveram boas versões, no mais não me agradaram muito.

O repertório escolhido e que segundo o próprio Jordan, são de canções que fazem parte da sua história desde a infância até os dias mais atuais como, Yes (Soon), Genesis (Entangled) Radiohead (Karma Police), King Crimson (Moonchild), Rolling Stones (As Tears Go By) entre outras, está muito bom, mas unida a ideia de serem executadas apenas ao piano não convenceu muito. O trabalho foi gravado na própria casa do músico em uma situação completamente intimista, sendo assim, penso que não havia a necessidade de ter sido lançado em um registro oficial, poderia continuar como um hobby, e quando achasse que que deveria, postado vídeos nas redes sociais tocando uma ou outra como costuma fazer. Talvez também se tivesse chamado uma banda como aconteceu em seus dois melhores trabalhos solos, "The Road Home" e "Rhythm of Time", o resultado teria sido outro.

Jordan Rudess é um músico de qualidade que dispensa maiores comentários, possui uma habilidade sensacional e mostra-se extremamente virtuoso em The Unforgotten Path, mas isso não é o bastante principalmente quando se está tocando sozinho, sendo assim, o resultado final ficou muito aquém daquilo que se espera quando se fala de um músico tão conceituado. Óbvio que não vou dizer que trata-se de um registro ruim, mas se tudo fosse feito com o tecladista trabalhando ao lado de excelentes músicos, o resultado na pior das hipóteses teria mais cor e vibração  e seria menos opaco. 

Um excelente setlist, porém, em performances que poucas vezes empolgam.
2.5
16/01/2018

Existe aquilo que conhecemos e que possui uma enorme qualidade, mas que faz parte de um conjunto e que caso haja um desprendimento da sua zona de conforto, pode começar a não soar muito agradável, ficando por fim, monótono, sonolento, enfadonho e insosso. Estou falando do Jordan Rudess em relação ao Dream Theater? Na verdade não, mas sim, das músicas escolhidas pra fazerem parte do seu 13º disco solo, que tirando John Lennon (Imagine), Elton John (Your Song) e talvez Simon and Garfunkel (Sound of Silence), e que tiveram boas versões, no mais não me agradaram muito.

O repertório escolhido e que segundo o próprio Jordan, são de canções que fazem parte da sua história desde a infância até os dias mais atuais como, Yes (Soon), Genesis (Entangled) Radiohead (Karma Police), King Crimson (Moonchild), Rolling Stones (As Tears Go By) entre outras, está muito bom, mas unida a ideia de serem executadas apenas ao piano não convenceu muito. O trabalho foi gravado na própria casa do músico em uma situação completamente intimista, sendo assim, penso que não havia a necessidade de ter sido lançado em um registro oficial, poderia continuar como um hobby, e quando achasse que que deveria, postado vídeos nas redes sociais tocando uma ou outra como costuma fazer. Talvez também se tivesse chamado uma banda como aconteceu em seus dois melhores trabalhos solos, "The Road Home" e "Rhythm of Time", o resultado teria sido outro.

Jordan Rudess é um músico de qualidade que dispensa maiores comentários, possui uma habilidade sensacional e mostra-se extremamente virtuoso em The Unforgotten Path, mas isso não é o bastante principalmente quando se está tocando sozinho, sendo assim, o resultado final ficou muito aquém daquilo que se espera quando se fala de um músico tão conceituado. Óbvio que não vou dizer que trata-se de um registro ruim, mas se tudo fosse feito com o tecladista trabalhando ao lado de excelentes músicos, o resultado na pior das hipóteses teria mais cor e vibração  e seria menos opaco. 

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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