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Resenha: Steve Morse - High Tension Wires (1989)

Por: Tiago Meneses

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O lado mais refinado e melancólico de Steve Morse.
3
11/01/2018

High Tension Wires foi o primeiro álbum solo de Steve Morse que eu ouvi e o terceiro lançamento do músico. Até aquele momento eu conhecia apenas o trabalho do guitarrista junto ao Deep Purple, tendo uma grata surpresa ao me deparar através deste com seu lado mais refinado e melancólico. Apesar de amparado por membros da Dixie Dregs, não espere nada parecido aqui, as músicas fluem de maneira diversificada e mostra vários lados de Steve Morse. 

A primeira faixa é “Ghostwind”, belas notas acústicas dando um sabor country a música, a sonoridade da guitarra nos fazem remeter facilmente ao Mark Knopfler. Bom início, introspectivo e feito com o coração. Em “The Road Home” Morse novamente faz o uso de guitarra de doze cordas e o ritmo aqui é mais acelerado, porém ainda com ares de tranquilidade no som. Uma banda sólida e um trabalho solo de guitarra muito bem feito. 

Assim como ocorreu na primeira faixa, em “Country Colors” e como o nome já sugere, as paredes musicais parecem ter sido pintadas por cores da música country, porém, soa de maneira diferente. Uma bonita faixa que poderia ser melhor ainda se tivesse mais progressão. A segunda metade da música tem um solo simples e afetuoso de piano que considero ser o destaque desta parte. 

“Highland Wedding” já começa de maneira belíssima ao estilo de uma valsa celta. Primeiramente a guitarra soa mais parecida com uma gaita, mas depois Morse “rasga” a música com ótimo desempenho, tendo todos os riffs duplicados no violão acústico. 

Apesar da diversidade musical que podemos encontrar no disco, claramente Steve Morse parece querer estar mais perto da música country e “Looking Back” comprova isso. Uma das minhas preferidas, ótimos arranjos de guitarra e excelente adição de piano em segundo plano com direito a um solo perto do final. 

“Leprechaun Promenade” é outra faixa do disco que apresenta uma mistura de música celta e rock, algumas linhas de violino, mas claro que o carro chefe é a guitarra elétrica. Uma faixa bastante simpática e sonoridade animadora, mas nada de excepcional. “Tumeni Notes” é basicamente uma música onde Morse mostra todo o seu domínio sobre a guitarra e o metrônomo. 

“Endless Waves” é certamente outro dos momentos mais belos do álbum. Morse usa camadas de guitarras acústicas pra construir um som maravilhoso. O solo bastante intimista e um bom trabalho de teclado completam uma atmosfera extremamente propícia pra viajarmos por estas ondas infinitas. “Modoc” finaliza do disco de maneira serena com Morse brilhando de maneira solo em uma linda peça de guitarra acústica.  

Por fim não se trata de um registro fora de série ou digno dos mais ferrenhos elogios, até porque nem acredito que a mente de Morse estava voltada a pelo menos tentar fazer algo do tipo, mas apesar do sentimento descontraído, este ainda é um bom álbum, com o estilo inimitável de Morse, misturando rock, country, jazz, clássico e às vezes todos ao mesmo tempo. 

O lado mais refinado e melancólico de Steve Morse.
3
11/01/2018

High Tension Wires foi o primeiro álbum solo de Steve Morse que eu ouvi e o terceiro lançamento do músico. Até aquele momento eu conhecia apenas o trabalho do guitarrista junto ao Deep Purple, tendo uma grata surpresa ao me deparar através deste com seu lado mais refinado e melancólico. Apesar de amparado por membros da Dixie Dregs, não espere nada parecido aqui, as músicas fluem de maneira diversificada e mostra vários lados de Steve Morse. 

A primeira faixa é “Ghostwind”, belas notas acústicas dando um sabor country a música, a sonoridade da guitarra nos fazem remeter facilmente ao Mark Knopfler. Bom início, introspectivo e feito com o coração. Em “The Road Home” Morse novamente faz o uso de guitarra de doze cordas e o ritmo aqui é mais acelerado, porém ainda com ares de tranquilidade no som. Uma banda sólida e um trabalho solo de guitarra muito bem feito. 

Assim como ocorreu na primeira faixa, em “Country Colors” e como o nome já sugere, as paredes musicais parecem ter sido pintadas por cores da música country, porém, soa de maneira diferente. Uma bonita faixa que poderia ser melhor ainda se tivesse mais progressão. A segunda metade da música tem um solo simples e afetuoso de piano que considero ser o destaque desta parte. 

“Highland Wedding” já começa de maneira belíssima ao estilo de uma valsa celta. Primeiramente a guitarra soa mais parecida com uma gaita, mas depois Morse “rasga” a música com ótimo desempenho, tendo todos os riffs duplicados no violão acústico. 

Apesar da diversidade musical que podemos encontrar no disco, claramente Steve Morse parece querer estar mais perto da música country e “Looking Back” comprova isso. Uma das minhas preferidas, ótimos arranjos de guitarra e excelente adição de piano em segundo plano com direito a um solo perto do final. 

“Leprechaun Promenade” é outra faixa do disco que apresenta uma mistura de música celta e rock, algumas linhas de violino, mas claro que o carro chefe é a guitarra elétrica. Uma faixa bastante simpática e sonoridade animadora, mas nada de excepcional. “Tumeni Notes” é basicamente uma música onde Morse mostra todo o seu domínio sobre a guitarra e o metrônomo. 

“Endless Waves” é certamente outro dos momentos mais belos do álbum. Morse usa camadas de guitarras acústicas pra construir um som maravilhoso. O solo bastante intimista e um bom trabalho de teclado completam uma atmosfera extremamente propícia pra viajarmos por estas ondas infinitas. “Modoc” finaliza do disco de maneira serena com Morse brilhando de maneira solo em uma linda peça de guitarra acústica.  

Por fim não se trata de um registro fora de série ou digno dos mais ferrenhos elogios, até porque nem acredito que a mente de Morse estava voltada a pelo menos tentar fazer algo do tipo, mas apesar do sentimento descontraído, este ainda é um bom álbum, com o estilo inimitável de Morse, misturando rock, country, jazz, clássico e às vezes todos ao mesmo tempo. 

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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