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Resenha: Iron Maiden - Brave New World (2000)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 5

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Um registro notável com excelentes composições e performances.
5
11/01/2018

Brave New World é uma verdadeira viagem de música progressiva e letras conceituais. Dois pontos devem ser destacados no álbum, Smith retorna à banda e acompanhado de Murray e Gers fazem um trabalho de guitarra tripla sensacional, além, claro, dos vocais estarem de novo liderados por Bruce Dickinson. Se nos dois discos anteriores tudo parecia meio desgastado e sem muita vida, em Brave New World é nítido a motivação da banda, gerando até mesmo o DVD Live in Rock in Rio, para muitos uns dos melhores shows da história da banda, pra mim e contrariando os fãs mais devotos, o melhor show da história da banda. 

Também não posso deixar de mencionar que Brave New World tem a minha capa preferida, o rosto maligno e assustador olhando para a cidade futurista é simplesmente fascinante.

“The Wicker Man” abre o disco com excelente riff de guitarra antes que toda a máquina da Donzela ataque o ouvinte com furor. Dickinson entra em cena com a sua potencia e presença vocal, mostrando de cara algo a mais e que estava faltando nos discos anteriores. Tem o refrão com a guitarra “cantando” uma boa melodia enquanto a bateria usa o baixo para frisar bem toda a energia da música. As três guitarras estão fantásticas tanto nas partes rítmicas quanto nos solos. Antes de ouvir o disco, ouvi esta faixa algumas vezes na rádio Transamérica e já estava certo que este retorno seria glorioso. 

Realmente este disco começa maravilhosamente bem, “Ghost of the Navigator” abre com uma lamentação de guitarra, vai crescendo e ganhando intensidade até que um riff junto a uma instrumentação poderosa e imponente encapsula toda a música. A segunda seção é mais melódica, a terceira tem uma mudança de ritmo bem diferente principalmente na bateria e a quarta. Novamente exímios trabalhos de guitarras, bateria e baixo precisos e enérgicos sob um Dickinson em plena forma. Simplesmente confirma uma banda retornando ao seu melhor. 

“Brave New World” começa de maneira suave e melancólica através de um diálogo entre as guitarras e um vocal seguindo o mesmo humor do instrumental. Então a música fica mais poderosa e metálica. Tem um refrão muito bom principalmente como contraste ao ritmo que a música estava anteriormente. Os solos são uma batalha de guitarra onde todos saem vitoriosos. Antes do último refrão ainda podemos desfrutar de um excelente riff que serve como ponte. Mais um verdadeiro petardo em um disco que começou pegando fogo e não parece querer que em momento algum a chama se acalme. 

“Blood Brothers” começa muito bem através de uma conversa entre alguns instrumentos de corda e o baixo em um ritmo parecido com valsa, então Bruce Dickinson canta uma linha bastante melodiosa. A música segue em um ritmo homogêneo até mesmo nos refrãos, porém, por volta dos 4 minutos a faixa fica mais calma e há um uso extensivo do teclado. A calmaria é quebrada com a entrada de mais  um ótimo solo de guitarra e o retorno ao ritmo inicial através de mais um refrão. 

“The Mercenary” começa logo com um ataque enérgico sob a forma de um riff rápido de guitarra. É uma canção furiosa com sonoridade completa e poderosa. Bateria imponente, vocal agressivo, bases sólidas de guitarra, solo rasgados em alguns momentos e melódico em outro. Música direta e implacável. 

Confesso que “Dream of Mirrors” tem uma introdução que particularmente não consigo gostar, mas ainda bem que o restante da música é excelente. Possui umas mudanças de tempo incríveis. Dickinson começa cantando de maneira tranquila e vai construindo um ambiente de tensão até chegar a um coro curto e melódico. A música então segue no mesmo fluxo, até que a bateria que estava sendo apenas um singelo adorno pula na cena com o poder de proporcionar um coro muito mais enérgico. Ainda assim a música segue em um ritmo lento até que de maneira repentina nos sentimos em meio a uma cavalaria, mais frenética, solos de guitarras a elevam a outro patamar, assim como a cozinha furiosa. Mais um refrão pra regressar a música ao seu ritmo mais lento antes que chegue ao fim. 

“Fallen Angel” é a faixa mais direta e reta do álbum, tem uma introdução que faz lembrar épocas mais antigas da banda. Baixo e bateria são o destaque fazendo tremer o chão enquanto que Bruce canta apaixonadamente sobre uma melodia rica. 

“Nomad” é mais um momento sensacional do disco. Particularmente sempre gostei das letras mais clássicas do Iron Maiden e a forma como eles conseguem fazer com que melodia e narrativa estejam em total sintonia. A música possui um ritmo que acelera e diminui. O refrão provavelmente seja o mais cativante do disco, fácil de cantar junto. Antes de entrar em uma calmaria a música ainda nos brinda com um magnífico solo de guitarra com influências egípcias. Quando a faixa basicamente silencia, me faz lembrar por um instante da parte do meio de “Rime of the Ancient Mariner”, então que a bateria coloca mais corpo novamente a música, a orquestração evidencia a estirpe de épico, além das belas melodias de guitarra. Então o ritmo inicial volta e mais um refrão é cantado antes que chegue ao fim. 

“Out of the Silent Planet” tem a introdução através de guitarras que são substituídas por vocais reservados sobre uma sonoridade acústica. A música então ganha uma linha mais enérgica bem ao estilo da banda, o coro é bom e executado de maneira poderosa. Quando a música fica mais rápida fica melhor. Apesar disso, poderia dizer que é a mais “fraca” do álbum, mas que não compromete em nada a qualidade da obra como um todo.

“The Thin Line Between Love & Hate” é a última e tem uma introdução pesada que ganha mais velocidade antes da entrada dos primeiros vocais. O refrão é infeccioso como sempre. Mas a cadência enérgica da música ganha ares mais calmos e melódicos, as guitarras deslizam com distinção e minimalismo e ao fundo se ouve somente suave baixo e címbalos, Bruce então tem uma breve, mas forte passagem vocal.  A música então volta à batidas enérgicas antes de repetir a mesma passagem melódica anterior, mas desta vez chega ao fim. 

Contrariando uma grande massa de fãs da banda, coloco Brave New World facilmente entre os três melhores discos do Iron ao lado de Powerslave e Seventh Son of a Seventh Son. Um registro notável com excelentes composições e performances onde certamente pode ser visto como o renascimento do que de melhor eles tem a oferecer. 

Um registro notável com excelentes composições e performances.
5
11/01/2018

Brave New World é uma verdadeira viagem de música progressiva e letras conceituais. Dois pontos devem ser destacados no álbum, Smith retorna à banda e acompanhado de Murray e Gers fazem um trabalho de guitarra tripla sensacional, além, claro, dos vocais estarem de novo liderados por Bruce Dickinson. Se nos dois discos anteriores tudo parecia meio desgastado e sem muita vida, em Brave New World é nítido a motivação da banda, gerando até mesmo o DVD Live in Rock in Rio, para muitos uns dos melhores shows da história da banda, pra mim e contrariando os fãs mais devotos, o melhor show da história da banda. 

Também não posso deixar de mencionar que Brave New World tem a minha capa preferida, o rosto maligno e assustador olhando para a cidade futurista é simplesmente fascinante.

“The Wicker Man” abre o disco com excelente riff de guitarra antes que toda a máquina da Donzela ataque o ouvinte com furor. Dickinson entra em cena com a sua potencia e presença vocal, mostrando de cara algo a mais e que estava faltando nos discos anteriores. Tem o refrão com a guitarra “cantando” uma boa melodia enquanto a bateria usa o baixo para frisar bem toda a energia da música. As três guitarras estão fantásticas tanto nas partes rítmicas quanto nos solos. Antes de ouvir o disco, ouvi esta faixa algumas vezes na rádio Transamérica e já estava certo que este retorno seria glorioso. 

Realmente este disco começa maravilhosamente bem, “Ghost of the Navigator” abre com uma lamentação de guitarra, vai crescendo e ganhando intensidade até que um riff junto a uma instrumentação poderosa e imponente encapsula toda a música. A segunda seção é mais melódica, a terceira tem uma mudança de ritmo bem diferente principalmente na bateria e a quarta. Novamente exímios trabalhos de guitarras, bateria e baixo precisos e enérgicos sob um Dickinson em plena forma. Simplesmente confirma uma banda retornando ao seu melhor. 

“Brave New World” começa de maneira suave e melancólica através de um diálogo entre as guitarras e um vocal seguindo o mesmo humor do instrumental. Então a música fica mais poderosa e metálica. Tem um refrão muito bom principalmente como contraste ao ritmo que a música estava anteriormente. Os solos são uma batalha de guitarra onde todos saem vitoriosos. Antes do último refrão ainda podemos desfrutar de um excelente riff que serve como ponte. Mais um verdadeiro petardo em um disco que começou pegando fogo e não parece querer que em momento algum a chama se acalme. 

“Blood Brothers” começa muito bem através de uma conversa entre alguns instrumentos de corda e o baixo em um ritmo parecido com valsa, então Bruce Dickinson canta uma linha bastante melodiosa. A música segue em um ritmo homogêneo até mesmo nos refrãos, porém, por volta dos 4 minutos a faixa fica mais calma e há um uso extensivo do teclado. A calmaria é quebrada com a entrada de mais  um ótimo solo de guitarra e o retorno ao ritmo inicial através de mais um refrão. 

“The Mercenary” começa logo com um ataque enérgico sob a forma de um riff rápido de guitarra. É uma canção furiosa com sonoridade completa e poderosa. Bateria imponente, vocal agressivo, bases sólidas de guitarra, solo rasgados em alguns momentos e melódico em outro. Música direta e implacável. 

Confesso que “Dream of Mirrors” tem uma introdução que particularmente não consigo gostar, mas ainda bem que o restante da música é excelente. Possui umas mudanças de tempo incríveis. Dickinson começa cantando de maneira tranquila e vai construindo um ambiente de tensão até chegar a um coro curto e melódico. A música então segue no mesmo fluxo, até que a bateria que estava sendo apenas um singelo adorno pula na cena com o poder de proporcionar um coro muito mais enérgico. Ainda assim a música segue em um ritmo lento até que de maneira repentina nos sentimos em meio a uma cavalaria, mais frenética, solos de guitarras a elevam a outro patamar, assim como a cozinha furiosa. Mais um refrão pra regressar a música ao seu ritmo mais lento antes que chegue ao fim. 

“Fallen Angel” é a faixa mais direta e reta do álbum, tem uma introdução que faz lembrar épocas mais antigas da banda. Baixo e bateria são o destaque fazendo tremer o chão enquanto que Bruce canta apaixonadamente sobre uma melodia rica. 

“Nomad” é mais um momento sensacional do disco. Particularmente sempre gostei das letras mais clássicas do Iron Maiden e a forma como eles conseguem fazer com que melodia e narrativa estejam em total sintonia. A música possui um ritmo que acelera e diminui. O refrão provavelmente seja o mais cativante do disco, fácil de cantar junto. Antes de entrar em uma calmaria a música ainda nos brinda com um magnífico solo de guitarra com influências egípcias. Quando a faixa basicamente silencia, me faz lembrar por um instante da parte do meio de “Rime of the Ancient Mariner”, então que a bateria coloca mais corpo novamente a música, a orquestração evidencia a estirpe de épico, além das belas melodias de guitarra. Então o ritmo inicial volta e mais um refrão é cantado antes que chegue ao fim. 

“Out of the Silent Planet” tem a introdução através de guitarras que são substituídas por vocais reservados sobre uma sonoridade acústica. A música então ganha uma linha mais enérgica bem ao estilo da banda, o coro é bom e executado de maneira poderosa. Quando a música fica mais rápida fica melhor. Apesar disso, poderia dizer que é a mais “fraca” do álbum, mas que não compromete em nada a qualidade da obra como um todo.

“The Thin Line Between Love & Hate” é a última e tem uma introdução pesada que ganha mais velocidade antes da entrada dos primeiros vocais. O refrão é infeccioso como sempre. Mas a cadência enérgica da música ganha ares mais calmos e melódicos, as guitarras deslizam com distinção e minimalismo e ao fundo se ouve somente suave baixo e címbalos, Bruce então tem uma breve, mas forte passagem vocal.  A música então volta à batidas enérgicas antes de repetir a mesma passagem melódica anterior, mas desta vez chega ao fim. 

Contrariando uma grande massa de fãs da banda, coloco Brave New World facilmente entre os três melhores discos do Iron ao lado de Powerslave e Seventh Son of a Seventh Son. Um registro notável com excelentes composições e performances onde certamente pode ser visto como o renascimento do que de melhor eles tem a oferecer. 

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