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Resenha: Genesis - Spot The Pigeon (1976)

Por: Roberto Rillo Bíscaro

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Album Cover
O primeiro passo em falso
2.5
05/01/2018

Na história do Genesis, 1977 é mais lembrado como o ano da saída do guitarrista Steve Hackett e do lançamento do duplo ao vivo Seconds Out. Mas, também registra o lançamento do EP Spot the Pigeon, em maio, embora muitos deem pouca bola para esse trabalho.

As 3 faixas são remanescentes das gravações de Wind and Wuthering (link para a resenha ao fim desta matéria), as quais a banda julgou não serem boas o bastante ou destoarem do resto do álbum para inclusão nele. Em 2 casos, estavam cobertos de razão quanto à qualidade e o terceiro, realmente não se encaixaria na sonoridade mais sintetizada de Wind.

Match of the Day pré-data a popice oitentista, com seu baixo suingado, única coisa gostosinha da canção, onde nem Collins está em boa forma vocal. Até a banda arrependeu-se da gravação, deixando-a de fora do Genesis Archive #2: 1976-1992 (2000).

A saltitante e repetitiva Pigeons também é pop; muito distante da complexidade sônica que os genesianos podiam alcançar. Se o EP serve para algo, é indicar o que estava por vir em termos de simplificação das composições e interesse em sucesso comercial. O Genesis tateava com relação a que caminho seguir. Sabemos que escolheram a rota dos megadólares.

Inside and Out é a única que vale a pena. Seus quase 7 minutos dividem-se em 2 partes. Na primeira, a banda retoma o uso do violão de 12 cordas e do clima pastoral da época de Trespass  e Anthony Philips. A segunda é uma corredeira de sintetizador, que soa exatamente como seria a banda em Three Sides Live (1982). Conta-se que Hackett enfureceu-se com a não adição da canção em Wind & Wuthering, aumentando seu desejo de deixar o Genesis. Diga-se também que os deslizes pop (nada contra pop, sim, contra esse pop!) não têm a mão de Hackett. Banks, Collins e Rutherford dividem os créditos e isso deve ser levado em conta pelos que ainda colocam a culpa em Phil pela popização da banda, como se Banks e Rutherford fossem dois pobrezinhos incapazes de decisão.

Spot the Pigeon chegou à posição 14 na parada britânica de singles, para depois tornar-se raridade.

O primeiro passo em falso
2.5
05/01/2018

Na história do Genesis, 1977 é mais lembrado como o ano da saída do guitarrista Steve Hackett e do lançamento do duplo ao vivo Seconds Out. Mas, também registra o lançamento do EP Spot the Pigeon, em maio, embora muitos deem pouca bola para esse trabalho.

As 3 faixas são remanescentes das gravações de Wind and Wuthering (link para a resenha ao fim desta matéria), as quais a banda julgou não serem boas o bastante ou destoarem do resto do álbum para inclusão nele. Em 2 casos, estavam cobertos de razão quanto à qualidade e o terceiro, realmente não se encaixaria na sonoridade mais sintetizada de Wind.

Match of the Day pré-data a popice oitentista, com seu baixo suingado, única coisa gostosinha da canção, onde nem Collins está em boa forma vocal. Até a banda arrependeu-se da gravação, deixando-a de fora do Genesis Archive #2: 1976-1992 (2000).

A saltitante e repetitiva Pigeons também é pop; muito distante da complexidade sônica que os genesianos podiam alcançar. Se o EP serve para algo, é indicar o que estava por vir em termos de simplificação das composições e interesse em sucesso comercial. O Genesis tateava com relação a que caminho seguir. Sabemos que escolheram a rota dos megadólares.

Inside and Out é a única que vale a pena. Seus quase 7 minutos dividem-se em 2 partes. Na primeira, a banda retoma o uso do violão de 12 cordas e do clima pastoral da época de Trespass  e Anthony Philips. A segunda é uma corredeira de sintetizador, que soa exatamente como seria a banda em Three Sides Live (1982). Conta-se que Hackett enfureceu-se com a não adição da canção em Wind & Wuthering, aumentando seu desejo de deixar o Genesis. Diga-se também que os deslizes pop (nada contra pop, sim, contra esse pop!) não têm a mão de Hackett. Banks, Collins e Rutherford dividem os créditos e isso deve ser levado em conta pelos que ainda colocam a culpa em Phil pela popização da banda, como se Banks e Rutherford fossem dois pobrezinhos incapazes de decisão.

Spot the Pigeon chegou à posição 14 na parada britânica de singles, para depois tornar-se raridade.

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