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    Recuerdos De Mi Tierra

    5 Por: Diego S. A.

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    Recuerdos De Mi Tierra

    4.5 Por: Tiago Meneses

Resenha: Mezquita - Recuerdos De Mi Tierra (1979)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 98

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Uma tempestade musical que cresce no ouvinte a cada audição.
4.5
05/01/2018

Um dos melhores e mais representativos discos do rock progressivo espanhol. Tudo é feito da maneira mais deliciosa possível, uma mistura de estruturas complexas com momentos sinfônicos muito bem planejados. Os vocais são compartilhados e muito bem adaptados pra cada música. A influência da banda fica entre a escola inglesa e a italiana, mas claro, sem perder o seu toque singular.

O disco abre com “Recuerdos de mi Tierra”, após uma suave introdução a banda começa a tocar com bastante energia, do tipo poucas vezes vista no rock progressivo, o trabalho de guitarra elétrica é simplesmente incrível e combinado com os teclados e uma cozinha precisa que quase atinge a perfeição. Há muitas mudanças de tempo, onde mais ou menos no meio da faixa tudo fica bastante dramático, eles começam a tocar no mais puro estilo flamenco com guitarras acústicas junto de vocais emotivos e um teclado que cria uma belíssima atmosfera de fundo.

“El Bizco de los Pátios” é muito mais frenética que a anterior, mesmo quando a atmosfera mourisca flamenca é mais do que evidente, o elemento progressivo é predominante, as guitarras pesadas e as vezes distorcidas se transformam em guitarras espanholas em questão de segundos, os teclados e as seções de grave também são espetaculares.

“Desde que Somos dos” é uma faixa ainda mais estranha, o som mourisco completamente fundido com a performance sinfônica de teclados e violões, seus sons têm semelhanças com o rock progressivo clássico do início dos anos 70, mas é tão único que dificilmente conseguimos identificar qualquer banda em particular, eles conseguem criar algo novo, mas claro, sem perder o respeito pelos pioneiros sinfônicos e sua herança flamenca.

“Ara Buza (Dame un Beso)”, novamente a banda parece ir mais longe, agora não apenas o violão e o canto flamenco está presente, mas também palmas são adicionadas, mas novamente o baixo quebra o som étnico com uma seção difícil. Apesar disso os vocais não deixam esquecermos de que se trata de uma banda espanhola. Uma faixa cheia de mudanças dramáticas e pela primeira vez me lembra algo de certa forma mais clara, uma mistura entre King Crimson e Mahavishnu Orchestra, porque depois das passagens claras e melódicas, ele atinge o ouvinte em cheio com fortes e deliciosas dissonâncias.

Durante o começo de “Suicidijo” eles caminham sobre o terreno musical de Emerson, Lake & Palmer. A banda adiciona ainda que rapidamente um toque psicodélico de teclado que lembra Pink Floyd antes de voltar para a sua habitual música complexa. Em sua segunda metade é preparado um grande final com vocais comoventes, elementos mouros e flamenco, sintetizadores e violões dramáticos tendo como resultado algo fantástico.

A primeira vez que ouvi esse disco claro que eu achei estranho a faixa “Obertura en Si Bemol” fechar o disco. O que uma música que deveria ser a abertura está fazendo como sendo a última faixa do trabalho? Bastou eu escutar uma vez e entender que esta música independente do seu nome tem que ser a cereja desse bolo. Tão complexa que agradaria até mesmo um fã de avant, mas com melodias pra agradar também um ouvinte sinfônico mais exigente. Possui um final simplesmente perfeito que acho melhor não descrever e acabar arruinando sua essência, acho que merece ser ouvido sem qualquer descrição anterior pra não estragar o feito.

Um álbum muito especial, uma verdadeira tempestade musical. Grande virtuosismo de todos os músicos e infinitas mudanças de ritmo, mas ao mesmo tempo de musicalidade sempre melódica. Os vocais também não muito bons, cantados em espanhol e forma emotiva e de acordo com a tradição flamenca, até mesmo exagerado. Um disco que cresce no ouvinte em cada audição o fazendo sempre perceber alguma coisa nova.

Uma tempestade musical que cresce no ouvinte a cada audição.
4.5
05/01/2018

Um dos melhores e mais representativos discos do rock progressivo espanhol. Tudo é feito da maneira mais deliciosa possível, uma mistura de estruturas complexas com momentos sinfônicos muito bem planejados. Os vocais são compartilhados e muito bem adaptados pra cada música. A influência da banda fica entre a escola inglesa e a italiana, mas claro, sem perder o seu toque singular.

O disco abre com “Recuerdos de mi Tierra”, após uma suave introdução a banda começa a tocar com bastante energia, do tipo poucas vezes vista no rock progressivo, o trabalho de guitarra elétrica é simplesmente incrível e combinado com os teclados e uma cozinha precisa que quase atinge a perfeição. Há muitas mudanças de tempo, onde mais ou menos no meio da faixa tudo fica bastante dramático, eles começam a tocar no mais puro estilo flamenco com guitarras acústicas junto de vocais emotivos e um teclado que cria uma belíssima atmosfera de fundo.

“El Bizco de los Pátios” é muito mais frenética que a anterior, mesmo quando a atmosfera mourisca flamenca é mais do que evidente, o elemento progressivo é predominante, as guitarras pesadas e as vezes distorcidas se transformam em guitarras espanholas em questão de segundos, os teclados e as seções de grave também são espetaculares.

“Desde que Somos dos” é uma faixa ainda mais estranha, o som mourisco completamente fundido com a performance sinfônica de teclados e violões, seus sons têm semelhanças com o rock progressivo clássico do início dos anos 70, mas é tão único que dificilmente conseguimos identificar qualquer banda em particular, eles conseguem criar algo novo, mas claro, sem perder o respeito pelos pioneiros sinfônicos e sua herança flamenca.

“Ara Buza (Dame un Beso)”, novamente a banda parece ir mais longe, agora não apenas o violão e o canto flamenco está presente, mas também palmas são adicionadas, mas novamente o baixo quebra o som étnico com uma seção difícil. Apesar disso os vocais não deixam esquecermos de que se trata de uma banda espanhola. Uma faixa cheia de mudanças dramáticas e pela primeira vez me lembra algo de certa forma mais clara, uma mistura entre King Crimson e Mahavishnu Orchestra, porque depois das passagens claras e melódicas, ele atinge o ouvinte em cheio com fortes e deliciosas dissonâncias.

Durante o começo de “Suicidijo” eles caminham sobre o terreno musical de Emerson, Lake & Palmer. A banda adiciona ainda que rapidamente um toque psicodélico de teclado que lembra Pink Floyd antes de voltar para a sua habitual música complexa. Em sua segunda metade é preparado um grande final com vocais comoventes, elementos mouros e flamenco, sintetizadores e violões dramáticos tendo como resultado algo fantástico.

A primeira vez que ouvi esse disco claro que eu achei estranho a faixa “Obertura en Si Bemol” fechar o disco. O que uma música que deveria ser a abertura está fazendo como sendo a última faixa do trabalho? Bastou eu escutar uma vez e entender que esta música independente do seu nome tem que ser a cereja desse bolo. Tão complexa que agradaria até mesmo um fã de avant, mas com melodias pra agradar também um ouvinte sinfônico mais exigente. Possui um final simplesmente perfeito que acho melhor não descrever e acabar arruinando sua essência, acho que merece ser ouvido sem qualquer descrição anterior pra não estragar o feito.

Um álbum muito especial, uma verdadeira tempestade musical. Grande virtuosismo de todos os músicos e infinitas mudanças de ritmo, mas ao mesmo tempo de musicalidade sempre melódica. Os vocais também não muito bons, cantados em espanhol e forma emotiva e de acordo com a tradição flamenca, até mesmo exagerado. Um disco que cresce no ouvinte em cada audição o fazendo sempre perceber alguma coisa nova.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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