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Resenha: Steven Wilson - 4 1/2 (2016)

Por: Tiago Meneses

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Um EP de sobras, porém, deliciosas.
3.5
03/01/2018

O EP 4 1/2 de Steven Wilson traz músicas que foram escritas durante as gravações dos seus dois álbuns anteriores a ele, The Raven That Refused To Sing (And Other Stories) e Hand. Cannot. Erase. Além de trazer uma versão de, "Don't Hat Me", faixa do álbum "Stupid Dream" da Porcupine Tree em que o músico tem a parceria da cantora israelense Ninet Tayeb.

Quando se trata de Steven Wilson, os fãs estabelecem uma base de expectativa muito grande em relação aos seus trabalho, ainda mais quando se vem em uma sequência matadora. Mas aqui todos sabem que não existe a pretensão de soar de forma tão grandiosa quanto aos seus anteriores, afinal, sequer trata-se do seu quinto álbum oficial de estúdio. Mas com certeza, ainda assim conseguiu agradar bastante.

A música de abertura é "My Books of Regrets", uma canção bastante diversificada em seus mais de nove minutos. Muitas variedades sonoras e influências em reviravoltas musicais sendo executadas com verdadeira maestria por todos os instrumentos, com destaque para o solo introspectivo de guitarra de Guthrie Govan. O álbum não poderia começar de maneira melhor, faz lembrar o papel desempenhado pela música "3 Years Older" em Hand. Cannot. Erase.

"Years of the Plague" é uma faixa instrumental que se originou das sessões de gravações de "The Raven That Refused to Sing". De grande beleza, gruda facilmente na cabeça, com o seu dedilhado feito sobre uma camada instrumental atmosférica encaixada em notas perfeitas. Nem sempre é uma música que irá querer ouvir, mas a partir do momento que se encontrar disposto, uma deliciosa viagem sonora estará lhe esperando.

Os vocais voltam a aparecer em "Happiness III" e de maneira versátil, cantado em um tom baixo. Trata-se de uma música de veia bastante pop, mostrando um lado mais alegre, digamos assim, de Steven Wilson, longe daquele músico melancólico o qual costuma ser mais conhecido. Bastante comercial, poderia tocar tranquilamente em qualquer rádio popular.

De influências jazzy, "Sunday Rain Sets In" é mais uma faixa instrumental do álbum, mas ao contrário da sua antecessora que durante toda a sua execução transporta o ouvinte a um ambiente de extrema serenidade, aqui apesar de também começar de maneira leve, a música é interrompida por um clima mais desconfortável e pesado.

Seguindo de maneira instrumental, a penúltima faixa do álbum é "Vermillioncore", também a mais pesada. Uma música que poderia entrar tranquilamente nos últimos álbuns da Porcupine Tree. Possui um trabalho de baixo magnifico, em se tratando de bateria, falar de Marco Minnemann é chover no molhado, mas o seu desempenho aqui é  sensacional e merece ser citado. Mas tudo aqui merece destaque, indispensável a qualquer um que goste dos trabalhos mais pesados de Steven Wilson.

A última música de "4 1/2" é "Don't Hate Me", faixa como já dito, do álbum "Stupid Dream". Apesar de possuir quase 18 anos, se encaixa no álbum casando muito bem com "My Books of Regrets", que abriu o disco. A versão encontrada aqui não é baseada na da Porcupine Tree, mas sim, em torno de uma gravação ao vivo apresentada na Europa em 2016. Particularmente gostei mais dessa versão, principalmente por conta da Ninet Tayeb que através da sua voz consegue melhorar ainda mais a roupagem melódica da música.

Se olharmos de maneira geral, esse álbum não passa perto dos melhores trabalhos de Steven Wilson, até porque nem mesmo ele tinha alguma pretensão de que fosse, mas não há dúvida de que está longe de desapontar seus admiradores. Um registro onde só mostra que bom material ele tem de sobra, tanto que com alguns deles decidiu lançar "4 1/2" enquanto o seu quinto álbum de fato não chega.

Um EP de sobras, porém, deliciosas.
3.5
03/01/2018

O EP 4 1/2 de Steven Wilson traz músicas que foram escritas durante as gravações dos seus dois álbuns anteriores a ele, The Raven That Refused To Sing (And Other Stories) e Hand. Cannot. Erase. Além de trazer uma versão de, "Don't Hat Me", faixa do álbum "Stupid Dream" da Porcupine Tree em que o músico tem a parceria da cantora israelense Ninet Tayeb.

Quando se trata de Steven Wilson, os fãs estabelecem uma base de expectativa muito grande em relação aos seus trabalho, ainda mais quando se vem em uma sequência matadora. Mas aqui todos sabem que não existe a pretensão de soar de forma tão grandiosa quanto aos seus anteriores, afinal, sequer trata-se do seu quinto álbum oficial de estúdio. Mas com certeza, ainda assim conseguiu agradar bastante.

A música de abertura é "My Books of Regrets", uma canção bastante diversificada em seus mais de nove minutos. Muitas variedades sonoras e influências em reviravoltas musicais sendo executadas com verdadeira maestria por todos os instrumentos, com destaque para o solo introspectivo de guitarra de Guthrie Govan. O álbum não poderia começar de maneira melhor, faz lembrar o papel desempenhado pela música "3 Years Older" em Hand. Cannot. Erase.

"Years of the Plague" é uma faixa instrumental que se originou das sessões de gravações de "The Raven That Refused to Sing". De grande beleza, gruda facilmente na cabeça, com o seu dedilhado feito sobre uma camada instrumental atmosférica encaixada em notas perfeitas. Nem sempre é uma música que irá querer ouvir, mas a partir do momento que se encontrar disposto, uma deliciosa viagem sonora estará lhe esperando.

Os vocais voltam a aparecer em "Happiness III" e de maneira versátil, cantado em um tom baixo. Trata-se de uma música de veia bastante pop, mostrando um lado mais alegre, digamos assim, de Steven Wilson, longe daquele músico melancólico o qual costuma ser mais conhecido. Bastante comercial, poderia tocar tranquilamente em qualquer rádio popular.

De influências jazzy, "Sunday Rain Sets In" é mais uma faixa instrumental do álbum, mas ao contrário da sua antecessora que durante toda a sua execução transporta o ouvinte a um ambiente de extrema serenidade, aqui apesar de também começar de maneira leve, a música é interrompida por um clima mais desconfortável e pesado.

Seguindo de maneira instrumental, a penúltima faixa do álbum é "Vermillioncore", também a mais pesada. Uma música que poderia entrar tranquilamente nos últimos álbuns da Porcupine Tree. Possui um trabalho de baixo magnifico, em se tratando de bateria, falar de Marco Minnemann é chover no molhado, mas o seu desempenho aqui é  sensacional e merece ser citado. Mas tudo aqui merece destaque, indispensável a qualquer um que goste dos trabalhos mais pesados de Steven Wilson.

A última música de "4 1/2" é "Don't Hate Me", faixa como já dito, do álbum "Stupid Dream". Apesar de possuir quase 18 anos, se encaixa no álbum casando muito bem com "My Books of Regrets", que abriu o disco. A versão encontrada aqui não é baseada na da Porcupine Tree, mas sim, em torno de uma gravação ao vivo apresentada na Europa em 2016. Particularmente gostei mais dessa versão, principalmente por conta da Ninet Tayeb que através da sua voz consegue melhorar ainda mais a roupagem melódica da música.

Se olharmos de maneira geral, esse álbum não passa perto dos melhores trabalhos de Steven Wilson, até porque nem mesmo ele tinha alguma pretensão de que fosse, mas não há dúvida de que está longe de desapontar seus admiradores. Um registro onde só mostra que bom material ele tem de sobra, tanto que com alguns deles decidiu lançar "4 1/2" enquanto o seu quinto álbum de fato não chega.

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