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    We're All In This Together (2017)

    3.5 Por: Tiago Meneses

Resenha: IT - We're All In This Together (2017)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 88

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Album Cover
Um disco de sonoridade obscura e musicalidade forte.
3.5
03/01/2018

Depois de oito anos do seu último lançamento, a banda IT, liderada por Nick Jackson, está de volta com mais um disco conceitual, onde nas palavras do próprio, “as músicas exploram temas de austeridade, desigualdade e um futuro incerto para as gerações mais jovens”. Apresenta uma música inicialmente melódica, depois harmoniosa e de excelentes e belos vocais e backing vocals. Os teclados se direcionam entre o atmosférico, arejado e montando ótima cama sinfônica. Os arranjos, ao invés de surpreender e atrair somente os fãs de progressivo, por conta de sua acessibilidade tem capacidade de atingir um público mais além. Quando decidem esticar as faixas o fazem com ideias que realmente preenchem o álbum e não apenas servem pra deixa-lo gorduroso em passagens instrumentais que falam muito e não dizem nada. Os solos de guitarra seguem a perfeita tradição inglesa e o timbre lembra os usados por mestres como David Gilmour e Steve Hackett.

“Power” dá inicio ao álbum de maneira maravilhosa através de um baixo poderoso e uma obscura e dramática interpretação vocal. Nick vomita letras encharcadas de veneno que ilustram o estado do mundo em que vivemos. As guitarras também não excelentes assim como as camadas de teclados.

“Born into Debt” contém letras bastante negativas e é uma curta canção de ritmo lento com boas melodias de fundo que logo emenda com “Working Man”, um dos grandes destaques do álbum, tem um coro magnífico, arranjo memorável, belo solo de guitarra, tudo feito de maneira acessível e ainda assim bastante rico musicalmente. Destaque também para o vocal feminino deixando a faixa mais grandiosa no seu final.

Através de “Last Chance” novamente o álbum apresenta melodias emocionantes. Tem bons versos acústicos e um coro onde podemos ouvir também uma guitarra deslizante e mellotron. Uma faixa sem muita pompa, mas bastante correta e atraente.

“Gamble the Dream” é um rock rígido com um baixo pulsante e riff de guitarra que conduzem a música. Nick parece cantar com raiva e de maneira sombria, onde é notável também a influência de Nine Inch Nails. A banda realmente é especialista em fazer refrãos que grudam facilmente na cabeça do ouvinte. Uma faixa simples e direta, mas de bastante entrega de todos os instrumentistas.

“Voices” começa com uma voz sintetizada e bons teclados, podemos ouvir de maneira mais clara o caráter da banda, já que se distancia mais de suas influências como IQ e Arena, por exemplo. Melodia e coros maravilhosos me faz lembrar grandes musicais. Também contem um discurso de George Galloway atacando Blair e Bush diretamente sobre o impacto da Guerra do Iraque e as suas consequências.

"The Path of Least Resistance" é a faixa mais longa do álbum. Inicia através de uma atmosfera floydiana, guitarras brilhantes e vibrantes, voz sussurrante e comentários de assuntos atuais. Esse é o momento mais teatral do álbum. A canção então cresce em melodia estimulando tanto a profundidade como a acessibilidade. Multifacetada e em constante evolução, um passo musical leva a outro para um destino claro. O trabalho de guitarra é maravilhoso onde eu definiria como algo entre Guthrie e Gilmour. Há momentos de nítida influência também em Porcupine Tree. Sem dúvida alguma o melhor e mais progressivo momento do álbum. 

Se eu tivesse que nomear uma faixa pra ser o “single hit” certamente seria “House”. Mostra influência em Marillion já na fase Steve Hogarth, apresenta um baixo forte e outro coro cativante. Destaque também para a guitarra tanto no trabalho rítmico quanto no solo.

“Down the Hatch” em seus primeiros segundos de música lembra Pink Floyd, mas logo uma melodia obscura e original aparece com vocais quase robotizados. Depois de um interlúdio instrumental misterioso, podemos ouvir outro grande riff com graves fortes e vocais ásperos. Nesses momentos que notamos que apesar de suas influências, essa banda possui personalidade própria.

“Revolution” começa com um baixo trovejante e tom malévolo que me remete ao Dream Theater. E isso não é por acaso, pois a música nos versos tem riffs de guitarra que soam quase como o de metal progressivo. O coro e o interlúdio são mais convencionais. Uma música bastante forte e que termina o álbum de maneira muito bem apropriada.

Não se trata apenas de um típico álbum de neo progressivo. Apesar das fortes influências em Arena, I.Q e Marillion, a banda alcança sua própria personalidade, especialmente na segunda metade do álbum. O resultado é surpreendente, sonoridade obscura e uma musicalidade forte, destacando os bons vocais, grandes riffs de guitarra e ótimos graves. Além disso, as letras também valem apena, falando sobre questões sociais de uma forma bastante realista.

Um disco de sonoridade obscura e musicalidade forte.
3.5
03/01/2018

Depois de oito anos do seu último lançamento, a banda IT, liderada por Nick Jackson, está de volta com mais um disco conceitual, onde nas palavras do próprio, “as músicas exploram temas de austeridade, desigualdade e um futuro incerto para as gerações mais jovens”. Apresenta uma música inicialmente melódica, depois harmoniosa e de excelentes e belos vocais e backing vocals. Os teclados se direcionam entre o atmosférico, arejado e montando ótima cama sinfônica. Os arranjos, ao invés de surpreender e atrair somente os fãs de progressivo, por conta de sua acessibilidade tem capacidade de atingir um público mais além. Quando decidem esticar as faixas o fazem com ideias que realmente preenchem o álbum e não apenas servem pra deixa-lo gorduroso em passagens instrumentais que falam muito e não dizem nada. Os solos de guitarra seguem a perfeita tradição inglesa e o timbre lembra os usados por mestres como David Gilmour e Steve Hackett.

“Power” dá inicio ao álbum de maneira maravilhosa através de um baixo poderoso e uma obscura e dramática interpretação vocal. Nick vomita letras encharcadas de veneno que ilustram o estado do mundo em que vivemos. As guitarras também não excelentes assim como as camadas de teclados.

“Born into Debt” contém letras bastante negativas e é uma curta canção de ritmo lento com boas melodias de fundo que logo emenda com “Working Man”, um dos grandes destaques do álbum, tem um coro magnífico, arranjo memorável, belo solo de guitarra, tudo feito de maneira acessível e ainda assim bastante rico musicalmente. Destaque também para o vocal feminino deixando a faixa mais grandiosa no seu final.

Através de “Last Chance” novamente o álbum apresenta melodias emocionantes. Tem bons versos acústicos e um coro onde podemos ouvir também uma guitarra deslizante e mellotron. Uma faixa sem muita pompa, mas bastante correta e atraente.

“Gamble the Dream” é um rock rígido com um baixo pulsante e riff de guitarra que conduzem a música. Nick parece cantar com raiva e de maneira sombria, onde é notável também a influência de Nine Inch Nails. A banda realmente é especialista em fazer refrãos que grudam facilmente na cabeça do ouvinte. Uma faixa simples e direta, mas de bastante entrega de todos os instrumentistas.

“Voices” começa com uma voz sintetizada e bons teclados, podemos ouvir de maneira mais clara o caráter da banda, já que se distancia mais de suas influências como IQ e Arena, por exemplo. Melodia e coros maravilhosos me faz lembrar grandes musicais. Também contem um discurso de George Galloway atacando Blair e Bush diretamente sobre o impacto da Guerra do Iraque e as suas consequências.

"The Path of Least Resistance" é a faixa mais longa do álbum. Inicia através de uma atmosfera floydiana, guitarras brilhantes e vibrantes, voz sussurrante e comentários de assuntos atuais. Esse é o momento mais teatral do álbum. A canção então cresce em melodia estimulando tanto a profundidade como a acessibilidade. Multifacetada e em constante evolução, um passo musical leva a outro para um destino claro. O trabalho de guitarra é maravilhoso onde eu definiria como algo entre Guthrie e Gilmour. Há momentos de nítida influência também em Porcupine Tree. Sem dúvida alguma o melhor e mais progressivo momento do álbum. 

Se eu tivesse que nomear uma faixa pra ser o “single hit” certamente seria “House”. Mostra influência em Marillion já na fase Steve Hogarth, apresenta um baixo forte e outro coro cativante. Destaque também para a guitarra tanto no trabalho rítmico quanto no solo.

“Down the Hatch” em seus primeiros segundos de música lembra Pink Floyd, mas logo uma melodia obscura e original aparece com vocais quase robotizados. Depois de um interlúdio instrumental misterioso, podemos ouvir outro grande riff com graves fortes e vocais ásperos. Nesses momentos que notamos que apesar de suas influências, essa banda possui personalidade própria.

“Revolution” começa com um baixo trovejante e tom malévolo que me remete ao Dream Theater. E isso não é por acaso, pois a música nos versos tem riffs de guitarra que soam quase como o de metal progressivo. O coro e o interlúdio são mais convencionais. Uma música bastante forte e que termina o álbum de maneira muito bem apropriada.

Não se trata apenas de um típico álbum de neo progressivo. Apesar das fortes influências em Arena, I.Q e Marillion, a banda alcança sua própria personalidade, especialmente na segunda metade do álbum. O resultado é surpreendente, sonoridade obscura e uma musicalidade forte, destacando os bons vocais, grandes riffs de guitarra e ótimos graves. Além disso, as letras também valem apena, falando sobre questões sociais de uma forma bastante realista.

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Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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