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Resenha: Wings - Back To The Egg (1979)

Por: André Luiz Paiz

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Album Cover
Uma nova tentativa com um final precoce e inesperado
4
03/01/2018

Eis que chegamos ao último registro de estúdio dos Wings, grupo liderado pelo ex-Beatle Paul McCartney.

Após o lançamento de "London Town" e com o nascimento de James McCartney, terceiro filho de Paul, um tempo se passou sem que os Wings fizessem turnê de lançamento do álbum. Algo que teria sido complicado de qualquer maneira, já que os Wings estavam novamente reduzidos a um trio, com Paul, Linda e Denny Laine. Assim, com sua sexta formação, adicionando o guitarrista Laurence Juber e o baterista Steve Holley - ambos sugeridos por Laine - os Wings começaram a produção de "Back To The Egg", seu derradeiro álbum de estúdio.

"Back To The Egg" mostra um Paul McCartney explorando diversos temas que circulavam as rádios naquele período, como o New Wave e o Punk. Além disso, McCartney apresenta temas pesados, alguns jazzísticos e outros melódicos e suaves, fazendo com que o álbum seja o mais diversificado da carreira da banda e um álbum excelente para ser explorado em turnê, uma das principais intenções de Paul com o lançamento.

Após a curiosa introdução "Reception", "Getting Closer" é a faixa que recebeu maior destaque da mídia. Merecido, pois é um rock de primeira, que nos remete às canções do grupo como: "Junior's Farm" e "Hi, Hi, Hi". Além disso, Paul demonstra que ainda estava em forma à frente do microfone em uma performance espetacular.
"We're Open Tonight" é uma baladinha curta no estilo de "Venus And Mars". Não causa muito impacto, mas eu gosto.
"Spin It On" é rápida e pesada. Um pouco confusa também, pois parece não funcionar muito dentro da proposta de Paul.
Danny Laine nos presenteia com "Again and Again and Again", uma das melhores faixas do álbum. Um rock simples, leve e que funciona muito bem. Destaque para o vocal de apoio de Paul.
De volta ao rock mais pesado, "Old Siam, Sir" funcionou muito bem, principalmente ao vivo. Uma grande faixa com grande performance de Paul. Seguindo caminho contrário, "Arrow Through Me" é totalmente pop, com uma pitada de New Wave. Uma faixa fora dos padrões comuns e um tiro certeiro de Paul, sendo esta faixa uma das melhores que já fez.

Nada melhor do que uma faixa vencedora de um Grammy para iniciar a segunda parte do álbum. "Rockestra Theme" é vencedora do prêmio de melhor faixa instrumental de rock, apesar de conter pequenas partes em que todos cantam "Why haven't I had any dinner?". A música é um espetáculo musical fantástico, que conta com a participação de grandes nomes como: David Gilmour, Pete Townshend, John Paul Jones e Gary Brooker. Segundo Paul, Keith Moon também teria participado se não tivesse falecido precocemente pouco antes das gravações. "Rockestra Theme" foi executada novamente no "Concerts for the People of Kampuchea", evento em que participaram nomes como: Queen e The Who.
Seguindo com "To You", a faixa é um rock bobinho, que não funcionou muito bem e chega a ser decepcionante por ser a sucessora de "Rockestra Theme".
"After The Ball/Million Miles" tem um ar meio gospel e possui ótima performance de Paul na primeira parte. As faixas não se combinam muito e não fazem muito sentido. A crítica diz que são faixas incompletas, mas...
Outra dupla é "Winter Rose/Love Awake". Neste caso, funcionou muito bem. A primeira começa triste e melancólica, mas quando chegamos em "Love Awake", é difícil não se emocionar com a beleza da canção. Duas baladas belíssimas e duas grandes composições de Paul.
"The Broadcast" é instrumental e segue o caminho trilhado por "Reception", contendo algumas leituras. "So Glad to See You Here" é uma faixa mais direcionada ao rock, destacando o Wings como banda. Não é espetacular, mas não compromete.
Para finalizar, "Baby's Request" é uma faixa lindíssima composta por Paul para os "The Mills Brothers". Uma balada jazzística de extrema qualidade e um grande momento inesperado e diversificado.

Em algumas versões foram lançadas como bônus as faixas: "Daytime Nighttime Suffering", a minha preferida das três; "Wonderful Christmastime", uma balada bonitinha; e "Rudolph the Red-Nosed Reggae" (Johnny Marks), que não me agrada muito. Vale conferir também o especial "Back to the Egg TV special", lançado como divulgação do álbum, em 1979.

Com tudo pronto, os Wings partiram novamente em turnê e em grande forma, com Paul cantando muito bem e uma banda composta por ótimos músicos. Tinha tudo para seguir em frente, até que Paul McCartney foi preso no Japão, em Janeiro de 1980, por porte de maconha. Diante da exposição negativa de sua família perante a mídia, Paul simplesmente se cansou e se recolheu. Assim, seria o precoce fim dos Wings.
Paul McCartney logo retornaria, mantendo seu talento e sucesso em carreira solo, mas a sonoridade mais rock e com ar de banda registrada pelos Wings, essa jamais retornaria.

Uma nova tentativa com um final precoce e inesperado
4
03/01/2018

Eis que chegamos ao último registro de estúdio dos Wings, grupo liderado pelo ex-Beatle Paul McCartney.

Após o lançamento de "London Town" e com o nascimento de James McCartney, terceiro filho de Paul, um tempo se passou sem que os Wings fizessem turnê de lançamento do álbum. Algo que teria sido complicado de qualquer maneira, já que os Wings estavam novamente reduzidos a um trio, com Paul, Linda e Denny Laine. Assim, com sua sexta formação, adicionando o guitarrista Laurence Juber e o baterista Steve Holley - ambos sugeridos por Laine - os Wings começaram a produção de "Back To The Egg", seu derradeiro álbum de estúdio.

"Back To The Egg" mostra um Paul McCartney explorando diversos temas que circulavam as rádios naquele período, como o New Wave e o Punk. Além disso, McCartney apresenta temas pesados, alguns jazzísticos e outros melódicos e suaves, fazendo com que o álbum seja o mais diversificado da carreira da banda e um álbum excelente para ser explorado em turnê, uma das principais intenções de Paul com o lançamento.

Após a curiosa introdução "Reception", "Getting Closer" é a faixa que recebeu maior destaque da mídia. Merecido, pois é um rock de primeira, que nos remete às canções do grupo como: "Junior's Farm" e "Hi, Hi, Hi". Além disso, Paul demonstra que ainda estava em forma à frente do microfone em uma performance espetacular.
"We're Open Tonight" é uma baladinha curta no estilo de "Venus And Mars". Não causa muito impacto, mas eu gosto.
"Spin It On" é rápida e pesada. Um pouco confusa também, pois parece não funcionar muito dentro da proposta de Paul.
Danny Laine nos presenteia com "Again and Again and Again", uma das melhores faixas do álbum. Um rock simples, leve e que funciona muito bem. Destaque para o vocal de apoio de Paul.
De volta ao rock mais pesado, "Old Siam, Sir" funcionou muito bem, principalmente ao vivo. Uma grande faixa com grande performance de Paul. Seguindo caminho contrário, "Arrow Through Me" é totalmente pop, com uma pitada de New Wave. Uma faixa fora dos padrões comuns e um tiro certeiro de Paul, sendo esta faixa uma das melhores que já fez.

Nada melhor do que uma faixa vencedora de um Grammy para iniciar a segunda parte do álbum. "Rockestra Theme" é vencedora do prêmio de melhor faixa instrumental de rock, apesar de conter pequenas partes em que todos cantam "Why haven't I had any dinner?". A música é um espetáculo musical fantástico, que conta com a participação de grandes nomes como: David Gilmour, Pete Townshend, John Paul Jones e Gary Brooker. Segundo Paul, Keith Moon também teria participado se não tivesse falecido precocemente pouco antes das gravações. "Rockestra Theme" foi executada novamente no "Concerts for the People of Kampuchea", evento em que participaram nomes como: Queen e The Who.
Seguindo com "To You", a faixa é um rock bobinho, que não funcionou muito bem e chega a ser decepcionante por ser a sucessora de "Rockestra Theme".
"After The Ball/Million Miles" tem um ar meio gospel e possui ótima performance de Paul na primeira parte. As faixas não se combinam muito e não fazem muito sentido. A crítica diz que são faixas incompletas, mas...
Outra dupla é "Winter Rose/Love Awake". Neste caso, funcionou muito bem. A primeira começa triste e melancólica, mas quando chegamos em "Love Awake", é difícil não se emocionar com a beleza da canção. Duas baladas belíssimas e duas grandes composições de Paul.
"The Broadcast" é instrumental e segue o caminho trilhado por "Reception", contendo algumas leituras. "So Glad to See You Here" é uma faixa mais direcionada ao rock, destacando o Wings como banda. Não é espetacular, mas não compromete.
Para finalizar, "Baby's Request" é uma faixa lindíssima composta por Paul para os "The Mills Brothers". Uma balada jazzística de extrema qualidade e um grande momento inesperado e diversificado.

Em algumas versões foram lançadas como bônus as faixas: "Daytime Nighttime Suffering", a minha preferida das três; "Wonderful Christmastime", uma balada bonitinha; e "Rudolph the Red-Nosed Reggae" (Johnny Marks), que não me agrada muito. Vale conferir também o especial "Back to the Egg TV special", lançado como divulgação do álbum, em 1979.

Com tudo pronto, os Wings partiram novamente em turnê e em grande forma, com Paul cantando muito bem e uma banda composta por ótimos músicos. Tinha tudo para seguir em frente, até que Paul McCartney foi preso no Japão, em Janeiro de 1980, por porte de maconha. Diante da exposição negativa de sua família perante a mídia, Paul simplesmente se cansou e se recolheu. Assim, seria o precoce fim dos Wings.
Paul McCartney logo retornaria, mantendo seu talento e sucesso em carreira solo, mas a sonoridade mais rock e com ar de banda registrada pelos Wings, essa jamais retornaria.

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