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Resenha: Rush - Rush (1974)

Por: André Luiz Paiz

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Um grupo de meninos-prodígios dando aula de música
4
28/12/2017

No período entre 1968 e 1974, este fantástico e famoso grupo chamado Rush dava seus primeiros passos na tentativa de encaixar a sua proposta musical e conseguir um lugar nos holofotes. Composto integralmente pela dupla de amigos desde os tempos de colégio, Geddy Lee e Alex Lifeson, o álbum homônimo de estreia contou também com a participação do finado baterista John Rutsey. 
Apesar da pouca idade, temos aqui um trabalho de muito hard e blues rock executados com maestria por estes meninos-prodígios do Canadá. No início da audição, de cara é possível notar que estávamos conhecendo na época uma banda que não tinha vindo a passeio. A guitarra de Lifeson não para em nenhum momento, com riff atrás de riff. Já Geddy Lee dispensa comentários. Cantando nas alturas, com vocal rasgado e voz de quem acabou de sair da adolescência. No baixo, escalas incansáveis e uma precisão absurda. 

Um resumo sobre as faixas:

"Finding My Way" é basicamente um apanhado de tudo o que encontramos aqui neste disco de estreia. Uma faixa de rock perfeita como abertura. Já "Need Some Love" soa com uma certa lamentação típica do blues, em outro grande momento.
"Take a Friend" é ótima, mostrando as influências de Led Zeppelin no som do grupo. "Here Again" suaviza um pouco as coisas ainda lembrando o antigo grupo de Robert Plant. Simplesmente uma das melhores faixas da carreira do Rush e conta com um belo solo de Lifeson.
"What You're Doing" traz um pouco de The Who, além da influência de Led Zeppelin, que marca praticamente o álbum todo. Essa faixa também me lembra um pouco de "Helter Skelter" dos Beatles.
"In the Mood" é uma faixa de rock mais leve, com um pouco mais de melodia do que as demais. Além disso, Geddy canta com um timbre mais baixo e sua voz soa mais suave.
"Before and After" possui uma introdução bem suave e cativante, que inclusive nos faz pensar que a faixa é instrumental. Em seguida, mergulhamos novamente nas influências de Led Zeppelin e palmas para Lifeson novamente.
"Working Man" é o hit do álbum, pois é a canção que mais se destacou neste primeiro trabalho. Aqui é possível notar uma forte influência de Black Sabbath, devido ao peso dos riffs de Lifeson. Uma canção espetacular.

O Rush conseguiu chamar a atenção com este disco de estreia, garantindo alguns show e a continuidade de seu trabalho em construção de uma carreira fantástica. Viria a evoluir ainda mais, pois, com a saída prematura de John Rutsey - não por deficiência musical, mas sim por problemas de saúde - chegaria Neil Peart, monstro nas baquetas e extremamente culto, que viria a contribuir com novas temáticas e permitir com que o som do grupo evoluísse cada vez mais.

Gosto de todas as fases do Rush e aqui dá pra curtir um belo disco de rock. Algumas bandas famosas possuem ótimos álbuns de estreia e o Rush é definitivamente uma delas.

Um grupo de meninos-prodígios dando aula de música
4
28/12/2017

No período entre 1968 e 1974, este fantástico e famoso grupo chamado Rush dava seus primeiros passos na tentativa de encaixar a sua proposta musical e conseguir um lugar nos holofotes. Composto integralmente pela dupla de amigos desde os tempos de colégio, Geddy Lee e Alex Lifeson, o álbum homônimo de estreia contou também com a participação do finado baterista John Rutsey. 
Apesar da pouca idade, temos aqui um trabalho de muito hard e blues rock executados com maestria por estes meninos-prodígios do Canadá. No início da audição, de cara é possível notar que estávamos conhecendo na época uma banda que não tinha vindo a passeio. A guitarra de Lifeson não para em nenhum momento, com riff atrás de riff. Já Geddy Lee dispensa comentários. Cantando nas alturas, com vocal rasgado e voz de quem acabou de sair da adolescência. No baixo, escalas incansáveis e uma precisão absurda. 

Um resumo sobre as faixas:

"Finding My Way" é basicamente um apanhado de tudo o que encontramos aqui neste disco de estreia. Uma faixa de rock perfeita como abertura. Já "Need Some Love" soa com uma certa lamentação típica do blues, em outro grande momento.
"Take a Friend" é ótima, mostrando as influências de Led Zeppelin no som do grupo. "Here Again" suaviza um pouco as coisas ainda lembrando o antigo grupo de Robert Plant. Simplesmente uma das melhores faixas da carreira do Rush e conta com um belo solo de Lifeson.
"What You're Doing" traz um pouco de The Who, além da influência de Led Zeppelin, que marca praticamente o álbum todo. Essa faixa também me lembra um pouco de "Helter Skelter" dos Beatles.
"In the Mood" é uma faixa de rock mais leve, com um pouco mais de melodia do que as demais. Além disso, Geddy canta com um timbre mais baixo e sua voz soa mais suave.
"Before and After" possui uma introdução bem suave e cativante, que inclusive nos faz pensar que a faixa é instrumental. Em seguida, mergulhamos novamente nas influências de Led Zeppelin e palmas para Lifeson novamente.
"Working Man" é o hit do álbum, pois é a canção que mais se destacou neste primeiro trabalho. Aqui é possível notar uma forte influência de Black Sabbath, devido ao peso dos riffs de Lifeson. Uma canção espetacular.

O Rush conseguiu chamar a atenção com este disco de estreia, garantindo alguns show e a continuidade de seu trabalho em construção de uma carreira fantástica. Viria a evoluir ainda mais, pois, com a saída prematura de John Rutsey - não por deficiência musical, mas sim por problemas de saúde - chegaria Neil Peart, monstro nas baquetas e extremamente culto, que viria a contribuir com novas temáticas e permitir com que o som do grupo evoluísse cada vez mais.

Gosto de todas as fases do Rush e aqui dá pra curtir um belo disco de rock. Algumas bandas famosas possuem ótimos álbuns de estreia e o Rush é definitivamente uma delas.

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