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Resenha: SQUACKETT - A Life Within A Day (2012)

Por: Tiago Meneses

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Um disco com oscilações entre ótimos, bons e maus momentos.
3
23/12/2017

Existem outros exemplos de encontros que na teoria certamente seria impossível que o resultado não fosse pelo menos ótimo, problema é que muitas vezes na prática essa chama da euforia acabou sendo apagada por uma música bastante decepcionante. Por isso quando fiquei sabendo deste projeto, evite me ocupar criando expectativa entorno do que seria apresentado. O resultado é ruim? Claro que não, achei um bom disco, mas será que bom é o suficiente quando falamos de Steve Hackett e Chris Squire? Acho que não. 

Acho que um pequeno passeio nas minhas resenhas aqui no site já são o suficiente pra saber  quanto sou fã destes dois. Steve Hackett é um dos meus guitarristas preferidos e Chirs Squire é uma entidade no universo do rock progressivo, sendo sempre um dos principais elementos do sucesso da banda. Mas sinceramente, estive sempre com uma sensação ao meu lado que apesar de que sairia coisa boa, nada surpreendente quanto o que muitos pareciam esperar. Um dos motivos que tenho em mente é que apesar de serem extraordinários, são estilos diferentes e com isso tiveram muitas vezes que “sacrificarem” suas individualidades pra se adaptarem um ao outro. 

A maneira com que o álbum começa através da faixa título é fantástica. O talento conhecido de Hackett evidenciado até a banda entrar em uma linha mais obscura reforçada pelo baixo sólido de Squire. Mas o mais surpreendente aqui é que eu esperava que Squire iria cantar, mas é Hackett que assume os vocais e faz um excelente trabalho. No meio tem uma excelente parte mais veloz e técnica em que ambos se destacam e mostram porque seus nomes se confundem com o nome do rock progressivo. Resumindo um começo bastante forte digno dos músicos envolvidos. 

“Tall Ships” é a segunda faixa, começa com uma bela guitarra de introdução e um baixo bastante poderoso, porém alguns problemas logo esfriam a faixa. Parece que eles estão procurando uma linha bastante comercial, não que isso seja necessariamente errado, mas certamente o fato de serem músicos muito mais treinados para o progressivo do que pra um rock de arena os atrapalham um pouco nesta abordagem. Não é uma faixa ruim, mas também não empolga. 

Se comparado com a segunda faixa, “Divided Self” apresenta certa melhoria, mas nada comparada a primeira. Mais do que a instrumentação (e que seria até mais óbvio) o que impressiona é o trabalho vocal combinado, me fazendo lembrar de discos como Spectral Mornings (Steve Hackett) ou Yes (Pós Big Generator). 

Eu poderia dizer que “Aliens” é uma música completamente descartável, mas por respeito a umas boas linhas de guitarra e baixo, digo apenas que é uma balada chata, previsível e que nunca conseguiu estar em sintonia comigo. 

Se me mostrassem “Sea of Smiles” sem que eu soubesse da onde foi tirada, baseado no seu início eu chutaria que era um material perdido do Spectral Mornings, mas pena que depois ela fica mais leve e orientada para o rock de arena. Mas apesar disso, não a desqualifico, sendo inclusive uma das minhas preferidas do álbum, principalmente pelo excelente solo de guitarra, além do sempre sólido baixo, mas com destaque também desta vez para o teclado de Roger King. 

“The Summer Backwards” é uma música melódica e bem a cara de Chris Squire, também possui um belo mellotron, no geral uma música legal e um claro contraste com a sonoridade mais pesada encontrada na faixa seguinte. 

Se você é uma pessoa que conhece bem toda carreira de Steve Hackett, certamente vai perceber que “Storm Chaser” parece uma faixa tirada do seu disco To Watch the Storms. A banda tem um desempenho impressionante com direito a uma passagem no meio com reminiscências aos crimsioniana. 

“Can not Stop the Rain” é provavelmente a canção mais orientada para o rock de arena do álbum, Achei uma balada bastante chata, repetitiva, me fazendo sentir quase a mesma decepção quando ouvi pela primeira vez a GTR. Como único ponto positivo, carrega alguns vocais muito bons. 

O álbum chega ao fim de uma maneira bastante notável, “Perfect Love Song” é forte e rápida com mudanças agradáveis, vocais excelentes e Steve Hackett mostrando uma de suas maiores qualidades, ser muito bom tanto com a guitarra elétrica quanto acústica. Não sei se de maneira pensada, mas eles escolheram começar e terminar o álbum com suas melhores músicas. 

Todos nós sabemos que esses dois senhores eram capazes de muito mais do que isso, mas será que eles têm a obrigação de que sempre que entrarem em estúdio sair lá de dentro com um disco grandioso ou obra-prima gravada? Creio que não, às vezes a ideia é apenas gravar algo de maneira despretensiosa, como bons dois amigos, e neste sentido, A Life Within a Day se saiu bem. No final das contas um disco com oscilações entre bons e maus momentos. 

Um disco com oscilações entre ótimos, bons e maus momentos.
3
23/12/2017

Existem outros exemplos de encontros que na teoria certamente seria impossível que o resultado não fosse pelo menos ótimo, problema é que muitas vezes na prática essa chama da euforia acabou sendo apagada por uma música bastante decepcionante. Por isso quando fiquei sabendo deste projeto, evite me ocupar criando expectativa entorno do que seria apresentado. O resultado é ruim? Claro que não, achei um bom disco, mas será que bom é o suficiente quando falamos de Steve Hackett e Chris Squire? Acho que não. 

Acho que um pequeno passeio nas minhas resenhas aqui no site já são o suficiente pra saber  quanto sou fã destes dois. Steve Hackett é um dos meus guitarristas preferidos e Chirs Squire é uma entidade no universo do rock progressivo, sendo sempre um dos principais elementos do sucesso da banda. Mas sinceramente, estive sempre com uma sensação ao meu lado que apesar de que sairia coisa boa, nada surpreendente quanto o que muitos pareciam esperar. Um dos motivos que tenho em mente é que apesar de serem extraordinários, são estilos diferentes e com isso tiveram muitas vezes que “sacrificarem” suas individualidades pra se adaptarem um ao outro. 

A maneira com que o álbum começa através da faixa título é fantástica. O talento conhecido de Hackett evidenciado até a banda entrar em uma linha mais obscura reforçada pelo baixo sólido de Squire. Mas o mais surpreendente aqui é que eu esperava que Squire iria cantar, mas é Hackett que assume os vocais e faz um excelente trabalho. No meio tem uma excelente parte mais veloz e técnica em que ambos se destacam e mostram porque seus nomes se confundem com o nome do rock progressivo. Resumindo um começo bastante forte digno dos músicos envolvidos. 

“Tall Ships” é a segunda faixa, começa com uma bela guitarra de introdução e um baixo bastante poderoso, porém alguns problemas logo esfriam a faixa. Parece que eles estão procurando uma linha bastante comercial, não que isso seja necessariamente errado, mas certamente o fato de serem músicos muito mais treinados para o progressivo do que pra um rock de arena os atrapalham um pouco nesta abordagem. Não é uma faixa ruim, mas também não empolga. 

Se comparado com a segunda faixa, “Divided Self” apresenta certa melhoria, mas nada comparada a primeira. Mais do que a instrumentação (e que seria até mais óbvio) o que impressiona é o trabalho vocal combinado, me fazendo lembrar de discos como Spectral Mornings (Steve Hackett) ou Yes (Pós Big Generator). 

Eu poderia dizer que “Aliens” é uma música completamente descartável, mas por respeito a umas boas linhas de guitarra e baixo, digo apenas que é uma balada chata, previsível e que nunca conseguiu estar em sintonia comigo. 

Se me mostrassem “Sea of Smiles” sem que eu soubesse da onde foi tirada, baseado no seu início eu chutaria que era um material perdido do Spectral Mornings, mas pena que depois ela fica mais leve e orientada para o rock de arena. Mas apesar disso, não a desqualifico, sendo inclusive uma das minhas preferidas do álbum, principalmente pelo excelente solo de guitarra, além do sempre sólido baixo, mas com destaque também desta vez para o teclado de Roger King. 

“The Summer Backwards” é uma música melódica e bem a cara de Chris Squire, também possui um belo mellotron, no geral uma música legal e um claro contraste com a sonoridade mais pesada encontrada na faixa seguinte. 

Se você é uma pessoa que conhece bem toda carreira de Steve Hackett, certamente vai perceber que “Storm Chaser” parece uma faixa tirada do seu disco To Watch the Storms. A banda tem um desempenho impressionante com direito a uma passagem no meio com reminiscências aos crimsioniana. 

“Can not Stop the Rain” é provavelmente a canção mais orientada para o rock de arena do álbum, Achei uma balada bastante chata, repetitiva, me fazendo sentir quase a mesma decepção quando ouvi pela primeira vez a GTR. Como único ponto positivo, carrega alguns vocais muito bons. 

O álbum chega ao fim de uma maneira bastante notável, “Perfect Love Song” é forte e rápida com mudanças agradáveis, vocais excelentes e Steve Hackett mostrando uma de suas maiores qualidades, ser muito bom tanto com a guitarra elétrica quanto acústica. Não sei se de maneira pensada, mas eles escolheram começar e terminar o álbum com suas melhores músicas. 

Todos nós sabemos que esses dois senhores eram capazes de muito mais do que isso, mas será que eles têm a obrigação de que sempre que entrarem em estúdio sair lá de dentro com um disco grandioso ou obra-prima gravada? Creio que não, às vezes a ideia é apenas gravar algo de maneira despretensiosa, como bons dois amigos, e neste sentido, A Life Within a Day se saiu bem. No final das contas um disco com oscilações entre bons e maus momentos. 

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